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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pequenos gigantes!

A Baleia Juabarte também é conhecida como baleia corcunda ou baleia cantora, já que seu canto ecoa pela imensidão azul dos oceanos a chamar o macho ou sua cria!
Um salto com a barriga pra cima, e o barco balança, balança, mas não cai!
Sede do Instituo Baleia Jubarte em Caravelas, sul da Bahia
Em Caravelas existe o Museu da Baleia, a céu aberto na praia, mas já está se deteriorando com o tempo...
O barco dos ECOVOLUNTÁRIOS, atentos aos avisos sonoros e avistagens das baleias
Mais um mergulho num dia azul!
Neste dia um grupo de jubartes com filhotes e suas mães nadando bem próximas ao barco
Do barco avista-se o Farol de Abrolhos, de onde saem avisos aos navegantes em alto mar que se aproximam da região sudeste do Brasil
Outro lado da ilha Redonda, onde é o ninhal das fragatas. Com a maré baixa, formam-se piscinas naturais cheias de peixinhos ou crustáceos
Este é para aplaudir de pé! Uma jubarte com quase 40 toneladas saltando em seu show particular (foto da web)
Uma praia da ilha de Santa Bárbara, totalmente coberta por pedras de origem vulcânica
Baleia inciando o salto perto do barco
Os atobás vivem no arquipélago, onde se reproduzem livremente
Alinhar ao centro
Estávamos saindo da ilha com o bote para recepcionar os turistas que chegaram em uma escuna



Estamos bem no meio do ano, e para quem quer conhecer de perto esses cetáceos gigantes, é a melhor época. As baleias Jubarte são cosmopolitas e habitam todos os oceanos. Mas, durante o inverno no hemisfério sul, elas dão preferência às águas mornas do litoral nordestino brasileiro. É para cá que elas vêm neste período para acasalar e dar à luz seus filhotes. Normalmente elas chegam em junho e ficam até outubro/ novembro. No verão voltam para as águas geladas da Antártida para se alimentar. Apesar da imensidão do nosso litoral, é no Banco de Abrolhos, sul da Bahia, seu maior berçário. Ali elas fazem a festa! Já tive a oportunidade de observá-las algumas vezes e não me canso de dizer: é uma experiência emocionante!!! Cada vez é como se fosse a primeira. Quando aquela criatura tão dócil (que pode chegar a 40 toneladas!) passa ao lado do teu barco e ainda dá tempo de te mirar como os olhos antes de mergulhar....dá um friozinho na barriga e uma vontade inexplicável de cair na água e nadar junto! Mas só pesquisadores credenciados têm esta permissão. Os pequenos filhotes já nascem com mais ou menos 1 tonelada e conseguem mamar até 100 litros de leite por dia ( o leite da baleia tem um alto teor de gordura -40%- não é à toa que o "pequeno" consegue dobrar de tamanho em pouco tempo!). Enquanto filhotes, eles ficam sempre ao lado da mãe. Isso evita que se percam ou sofram ataques de tubarões e outros predadores. Certa vez, quando morava no sul da Bahia, um filhote de 2 ton. encalhou em uma praia ao sul de Prado. Ficamos a manhã toda molhando-o até que finalmente conseguimos devolvê-lo ao mar já quase meio dia. A boa ação do dia foi comemorada por pescadores e voluntários que ajudaram na hora. Pena que 3 dias depois, a mesma baleia foi encontrada morta em uma praia pouco mais ao sul. Talvez, por estar muito debilitada, não tenha encontrado seu caminho de volta.....

Mesmo para quem não é biólogo, ou veterinário, ou oceanógrafo, mas tem afinidade com a natureza e gosta de ajudar, existe o programa de "ECOVOLUNTÁRIOS" para o projeto Baleia Jubarte. O interessado contribui financeiramente para o projeto, tem casa e comida durante o período e participa de algumas atividades junto aos pesquisadores, como:
  • Auxiliar na preparação dos cruzeiros marítimos
  • Participar do programa de Educação Ambiental
  • Auxiliar em palestras aos turistas
  • Auxiliar no resgate de cetáceos vivos ou mortos (baleias e golfinhos)
  • Auxiliar em campo, seja em alto mar ou na cidade de Caravelas
Eu sempre fui uma ecovoluntária extra-oficialmente e, confesso, faria tudo outra vez! Estive no arquipélago algumas vezes ajudando no monitoramento do parque marinho e na marcação das aves. E na época das baleias, acabei participando de um desses cruzeiros "de carona". Super Recomendo!!!!

Para maiores informações sobre o Programa Ecovoluntários no Brasil:
atendimento@ekkobrasil.org.br
Para informações sobre o Instituto Baleia Jubarte em Caravelas:
(73) 3297-1344 ou ibj.caravelas@baleiajubarte.org.br


8 comentários:

  1. muito bacana! são tão lindas e o que mais gostei foi desse programa, Ecovoluntários.
    bjs e bom fim de semana

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  2. Oi Alexandre!
    Este programa dos Ecovoluntários tem no mundo todo, com os animais típicos e ameçados de cada país, como os lobos da Rússia por exemplo!
    Bj e uma ótima semana!

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  3. Oi Bia

    Se quando fazemos um pequeno passeio de barco já nos encantamos com os golfinhos, fico imaginando a emoção de ver uma baleia linda dessas.
    Deve ser muito emocionante.
    Ainda bem que existem pessoas que as amam também como você, para ajudar a protegê-las.
    Um belo domingo.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  4. Oi Bia, vc é mesmo uma aventureira, menina! Que coragem a sua! te confesso que não teria essa coragem de ficar bem ao lado delas...acho lindo...já vi, aqui na praia de Piratininga, uma baleia bem próxima à praia nadando e foi emocionante! Imagino participar desse trabalho tão importante que vc faz! parabéns Bia, nosso país precisava de mais gente como vc! beijo grande,

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  5. Ei Nilce, acredita que até hoje só vi golfinhos de longe? Já as baleias, quase toquei nelas, de tão perto que estavam do barco!
    Beijocas e uma ótima semana!

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  6. Glorinha, já fui mais aventureira....bons tempos! Hoje estou bem mais calminha, he he. Agora, trabalhos como este, mesmo que voluntários, dão uma satisfação ENORME na gente!!!! Já estou com saudades...
    Bj

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  7. What a great adventure. Whales are such magnificent creatures. We encountered quite a number of Southern Wright whales at the Great Australian Bight last year. It was magic!

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  8. Hello Deb!
    Yes, it was a great adventure in fact!!! In Brazil, the Humpback whales are more common in the northeast cause of the warm waters. I can imagine the big ones in Australia!!!!
    Kisses

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