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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Simples assim


Tudo que anda acontecendo no mundo hoje em dia me assusta. Me reluto em acreditar que isso é normal. E não é para se acostumar mesmo! Poluição desenfreada, radicais do ódio, destruição da natureza e tudo ao redor, governos petulantes, milhares de espécies sendo extintas, e políticos que deveriam ser extintos para sempre! Nessas horas me volto para o nosso planeta e concordo com o que pensa o físico Marcelo Gleiser. Afinal, a Terra é a nossa casa cósmica. Só que nas atribulações do dia a dia, poucos prestam atenção nisso. Pelo que sabemos até então, é o único planeta que reúne todas as condições necessárias para estarmos aqui (pelo menos num raio de centenas de anos luz!)

Segundo o físico brasileiro e professor da Dartmouth College, há uma série de razões para proteger a Terra. Nossa atmosfera rica em oxigênio permite que seres complexos, como nós, sobrevivam. Todo esse oxigênio veio das bactérias, únicos habitantes nesta "terrinha" por quase 3 bilhões de anos. Foi a partir dessas bactérias que surgiu a fotossíntese, que transformou toda a atmosfera terrestre. Portanto, temos que agradecer às cianobactérias pelo ar que respiramos...       
A água é outra preciosidade que temos
Não tem como saber ao certo de onde veio tanta água, embora já se saiba que parte dela veio de cometas que se chocaram com a Terra, ainda na sua infância. É bom saber que ainda neste século a água se tornará um fator importante de conflito global. Basta ver como ela está distribuída no  mundo de maneira tão desigual. O que o petróleo conseguiu fazer com a geopolítica no século passado até hoje, a água vai fazer nos séculos 21 e 22. E a lua, porque ela é essencial? A ciência explica que por ser maciça e única, ela é capaz de estabilizar o eixo de rotação da Terra, o que mantém sua inclinação equilibrada. Se não fosse a lua, esse eixo mudaria de ângulo aleatoriamente e o clima não poderia mais ficar estável. 

E isso é apenas uma pontinha do Iceberg para entender o quanto esta Terra é especial e precisa ser protegida, assim como os seres que vivem nela. Bem que eu tento, mas é difícil entender tanta destruição, violência e falta de amor espalhados por aí. Por trás disso tudo que acontece existe um planeta extremamente especial que, com sua estabilidade climática e orbital, permite que TODOS - de qualquer raça, cor, religião ou pensamento - consigam aqui viver. Afinal somos produto dele. E se as condições do planeta mudam, lá vamos nós para o espaço. Puff! Simples assim.


sábado, 12 de agosto de 2017

Perdida nas Galáxias


  
                                                                                                                                                                                     
Ok. A vida é genuinamente imperfeita, com uma repetição de histórias e momentos idem. Chata as vezes, entediante até. Mas na maior parte do tempo é cheia de pérolas, só precisamos enxergá-las! Estar atento é essencial, pois tudo passa, como num sonho, ou mesmo na velocidade da luz. Quantas vezes já deixei passar "o mundo" porque andava distraída, perdida nas galáxias. Ah, como eu era jovem e boba... Assim como os astrônomos, não podemos controlar o Universo, como também não controlamos as estrelas, embora alguns as estudem detalhadamente em seus telescópios ultra, mega potentes. Assim também é a vida. Arrepender, nem sempre! Mas se o tempo voltasse alguns anos, eu agarraria tudo que pudesse, como um Octopus. Aliás, oito tentáculos seria pouco para mim! A vida as vezes se intromete nos seus planos. Então, vale a pena dar uma chance à simples beleza do inesperado. Penso que nossa curiosidade pela vida jamais deve cessar!
  

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Por um outro ângulo

O passado já se foi, não tem volta, mas explica muita coisa. O futuro não me pertence, nem sei onde fica. Aliás, desconfio que ele nem exista!. A caminhada, essa sim me interessa. Aonde vai chegar não sei. Estou mais preocupada com o que vou encontrar pelo caminho, aprender algumas coisas, errar outras, e descartar o que não me interessa. Na tentativa de entender o presente, vou observando o passado por onde ando. Caminhando pelo Rio nas férias, vou tentando me abstrair de todos os problemas que a cidade carrega nas costas, mas lembro que o Rio também têm passado, muita história e beleza que já fez esta cidade ser maravilhosa! Todos fazemos parte dessa história, e temos a missão de, ao menos, tentar melhorar daqui pra frente. Olho as portas antigas, as ruas e calçadas do centro antigo, muitas com pedras portuguesas colocadas uma a uma pelos calceteiros. Esquinas por onde passavam carruagens e bondes elétricos, hoje passa o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que leva também ao Museu do Amanhã (será o tal futuro?). Partes da arquitetura gasta pelo tempo, que já passou por tanta coisa, mas teima em resistir a todo custo ao caos do presente. O passado me ensina, o presente eu aproveito para viver agora, o futuro é só uma miragem.... quando um dia eu chegar lá, então ele não será mais futuro, não é! As coisas vão e vêm como um eterno jogo. E não quero ficar no zero a zero no jogo da vida. Se der empate, que seja ao menos um a um!

 A fachada da Biblioteca Nacional, na Avenida Rio Branco. Foi construída para substituir a Livraria Real, que tem origem nas coleções de livros de D. João I e seu filho D. Duarte, e que foi destruída pelo incêndio logo após o terremoto de Lisboa em 1755






As mesas e cadeiras antigas da Casa Cavé foram projetadas pelo espanhol Cólon há mais de um século. A confeitaria mais antiga do Rio fica na esquina das ruas Uruguaiana e Sete de Setembro, no centro antigo do Rio. Parada obrigatória para quem gosta de saborear os doces típicos, e quem sabe até levar para casa delícias portuguesas como o famoso bolo rei, o jesuíta, o ratinho, a ferradura ou a leve brisa. Garanto que todos são de dar água na boca!

O teto do CCBB na rua 1º de Março é apenas um detalhe de seu estilo neoclássico. Foi idealizado por um arquiteto da Casa Imperial, Francisco Joaquim Bethencourt, e funcionou como Banco do Brasil até a década de 80, quando foi transformado no Centro Cultural Banco de Brasil.
                                                                                         
Aqui foi o antigo Supremo Tribunal Federal, edifício histórico em frente à Cinelândia, ao lado da Biblioteca Nacional. Tirei a foto do antigo plenário, onde juristas famosos da época vestiam suas togas e tomavam decisões importantes p/ o país. Hoje é o Centro Cultural da Justiça Federal, com um Café, exposições e uma biblioteca.           

 Num dia frio e chuvoso atípico passei pela Candelária. Uma simbólica igrejinha paroquial, com vista para a Baía de Guanabara, assim nasceu a Candelária no centro do Rio no início do século 18. Os altares foram esculpidos inicialmente por Mestre Valentim, artista de estilo rococó, na ocasião da visita do príncipe regente e futuro rei de Portugal D. João VI.

 

Um herói solitário olhando à distância o Pão de Açúcar.... O monumento em granito branco lembra os heróis brasileiros na Guerra do Paraguai.  Fica em uma praça da Urca, em frente a entrada do bondinho do Pão de Açúcar.
                                 

                   Da Praia Vermelha se tem uma visão única do Pão de Açúcar por um outro ângulo. Antigos moradores do Rio achavam impossível o acesso ao pico deste morro. Por isso foi um grande acontecimento quando uma senhora inglesa - Lady America Vespucia - escalou seus 395 metros de altura em 1817. E lá no alto de penhasco fincou uma bandeira da Grã Bretanha. A partir daí foram várias as tentativas de construir aum acesso ao topo do morro da Urca. O nome "Pão de Açúcar" é porque os portugueses acharam-no parecido com as formas de barro onde se colhia o caldo de cana nos engenhos coloniais.

Quase me sentindo uma pioneira, como Lady Vespucia, só de chegar lá em cima (mas não neste aí....). O primeiro bondinho subiu ao topo do Pão de Açúcar em 1913!