Tá certo, a vida não é um mar de rosas....mas pode ser de tulipas, que tal?!!! Infelizmente não fui eu quem tirou esta foto florida da Holanda (a internet me fez este favor)!
Conheci esta turma de pesquisadores nas vezes em que fui ao rio Araguaia participar do projeto tartaruga da Amazônia. Um dia com poucos mosquitos!
Minha irmã e eu paramos para descansar em meio à mata atlântica preservada no Parque Estadual Nova Baden.
Passando por uma fazenda, acabei encontrando alguns colegas que faziam um estudo sobre espécies do rio Cahy, na região da costa do descobrimento, no sul da Bahia.
Em uma de minhas andanças pelas montanhas, lá estava a exuberante cachoeira da Fragária. Nem tentei chegar perto, pois o caminho é muito íngreme e tinha chovido muito no dia anterior, um perigo!
Um dia um amigo e arqueólogo encontrou esta criatura em seu sítio e me chamou. É claro que a pequena era uma "falsa cobra coral"!
Era uma casa toda de madeira e rodeada por um jardim de hortências. Eles queriam comprar umas terras no entorno do Parque Nacional de Itatiaia para fazer uma Área Protegida. Ficamos ali horas tomando cafezinho e comendo bolo de frutas. Quase dormi nesta cadeira olhando aquele mar de morros sem fim...Uma coisa é certa, os anos ensinam mais do que os dias jamais saberiam. O tempo é sábio. Nunca fui de farra, mas gostava de sair sim, e muito. Gostava de me aventurar no meio do mato, fazer trekking nas montanhas, caminhar por dias pela praia, nadar em alto mar....Trabalhei como voluntária sim, sem ganhar um centavo. E daí? Aprendi muito, sem dúvida! Não é fácil acordar às 5 da manhã e fiscalizar de barco o rio Araguaia em busca de pescadores/predadores burlando a lei. Entrar no rio cheio de piranha e jacaré, e usar roupas compridas para se proteger de mosquitos "assassinos" debaixo de muito sol. Foi-se o tempo....Bons momentos sempre ficam na memória e as fotos nos fazem reviver para seguir em frente. Agora é uma outra etapa. Novas ideias surgem e a cabeça já está a mil de novo. Afinal, como dizia Albert Einstein: A mente que se abre a uma nova ideia nunca retorna ao seu tamanho original. Grande Albert! Experiência de vida fica para sempre, não se joga fora, acrescenta-se. Ah, mas ainda há muitos lugares a serem desbravados e oportunidades de trabalho a serem descobertas por mim. Algumas vezes já me senti fraca, outras com uma personalidade tão exuberante quanto à floresta Atlântica. Aliás, às vezes acho que sou um ecossistema inteiro!!! Não dizem por aí que a vida é um papel em branco? Então vamos desenhar, pintar e escrever a nossa própria história! É isso.








