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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Então é assim...

Talvez o espírito do Natal esteja perdido por aí em um campo de flores.....





Todo ano é a mesma coisa. Gostaria de dizer aqui palavras lindas sobre o natal, mas........tudo já foi dito! Isso sem contar o stress e a loucura de se andar pelas ruas de uma cidade grande nesta época. Parece que o mundo vai acabar e não vai sobrar nenhum presente! Calma gente! A vontade é de sair correndo e me refugiar em um lugar bem tranquilo e longe, muuuuuuuuito longe... Deveríamos pensar mais nas coisas boas que fizemos, desejar tudo de bom às pessoas que estão sofrendo neste exato momento ao redor do mundo, pensar que não estamos em guerra, procurar mais os amigos. Pensar nas pessoas que sobrevivem às guerras, guerra de religiões, guerra da fome, guerra do petróleo, guerra do poder. E mesmo no dia seguinte ao natal, continuar desejando a felicidade. Um ano inteiro de felicidade pode até parecer impossível, mas desejar isso faz toda a diferença no dia a dia! As vezes estamos tão ocupados ou pensando em coisas sem importância que nem percebemos que o mínimo de sucesso de alguém, ou mesmo nosso, pode nos iluminar por todo o ano! A alegria num olhar triste, a simplicidade de viver e fazer feliz alguém sem ter nada em troca......Então é assim, e eu desejo a todos o espírito de natal o ano inteiro!!!!!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um dia de chuva...

Uma noite na Lapa num dia de chuva....tudo bem se tem a Lua também...
A exposição da Índia no CCBB é fascinante pela profusão de cores e culturas!
A escultura do deus Ganesh logo na entrada sobre um altar e uma escultura contemporânea de Ravinder Reddy.
Um exemplar de tuc tuc indiano. Parece ser o único meio de transporte que consegue se locomover na loucura do trânsito da Índia...
Um quadro delirante de tubarões brancos sobrevoando o famoso portal!!!
O tipo de roupa que os indianos usavam há séculos!
Uma versão, digamos romanceada, do Kama Sutra...
O salão principal do Real Gabinete Português de Leitura, no Largo de São Francisco. Os emigrantes portugueses no Rio decidiram, em 1837, criar uma biblioteca para "ampliar o conhecimento e ilustrar o espírito". Que boa ideia, hein!
Cadeiras se equilibram com vidros azuis em uma exposição no MAM.
E lá fora o jardim de Burle Marx impressiona pela sutileza e forma um quadro à parte com a Baía da Guanabara
A Feira Hype Babilônia voltou com sua alegria, moda multicolorida, exposições alternativas e apresentações circenses!
Uma corrida de cavalos não estava em nossos planos, mas chegamos bem na hora de um páreo. É tão rápido que se você piscar, eles já cruzaram a linha de chegada!

Num dia de chuva no Rio....final de semana....o que fazer? Dormir num quarto de hotel? Ficar em casa passando por todos os canais da TV? Hã hã.... Guarda chuva na mão e pés para que te quero!!! Primeira parada: MAM (Museu de Arte Moderna), no aterro do Flamengo. As exposições são sempre inusitadas, e a vista da Baía da Guanabara não tem igual! Uma pequena abertura de sol já é suficiente para ir até o jardim lá fora e se deliciar com a obra de Burle Marx, o gênio que fazia arte com as plantas! Depois deste colírio, uma caminhada até o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) é parada obrigatória. A exposição da Índia, que fica até 29 de janeiro, é um vislumbre! Um olhar fantástico sobre a história da cultura do país que tem 1,2 bilhão de habitantes, mais de 200 etnias, 6 religiões e 22 línguas oficiais. Uau, haja cultura! Saindo do CCBB não tem como não passar pelo centro histórico do Rio. O Real Gabinete Português de Leitura é uma verdadeira viagem no tempo....seus livros centenários e o silêncio monumental fazem dali um santuário. Ih, já é hora do almoço! E agora, que tal um "Madrilenho" de sobremesa lá na casa Manon? Umas das poucas coisas doces (sem chocolate) que eu AMO! A chuva fina continua nos acompanhando, agora até a Gávea. Um pit stop no Jóquei Clube para descansar e, sem querer, ver alguns páreos de corrida de cavalo. Ao longe, o Cristo Redentor reaparece em meio às nuvens, sinal de que ainda vem chuva por aí. Mas o que importa é ver a feira Hype Babilônia! Muita gente bonita e descolada, e muitos stands super coloridos com mil ofertas tentadoras. Nessas horas, tem que segurar a bolsa (e o bolso) para não gastar. Mas que dá vontade, dá! Alguns shows se preparando para tocar mais tarde, apresentações de malabarismo e contorcionismo, exposições de artistas alternativos.....Ufa, consegui sair sem gastar "quase" nada! Depois é só fechar a noite na Lapa. Shows no Disco Voador a todo tempo (perdemos um do Ney Matogrosso, já esgotado dias antes). Mas tudo bem, só de ver a lua aparecendo tímida atrás dos Arcos da Lapa, já foi o nosso "boa noite" mais do que merecido! Voilà e até a próxima chuva.....

domingo, 11 de dezembro de 2011

Apenas poeira

A poeira se levanta e avança pelo oceano Atlântico...







Só para passar o tempo.....um tempo bom......que leva longe. Longe o suficiente para sonhar com um lugar e uma terra ou mar que ainda não conhecemos. Como bem disse Fernão Capelo Gaivota, longe é um lugar que não existe. Esta pequena ave, inconformada com o materialismo e sua simples vidinha de gaivota, decide voar todos os vôos rumo à liberdade. E assim é a vida. Talvez a distância seja um obstáculo, mas talvez não. Os sonhos podem ser distantes, mas muitas vezes estão ao alcance de nossas mãos. Só deixamos escorregar. Poxa, mas que falta de atenção! Quantas vezes saimos correndo, apressados. E nessa correria louca, quanta coisa deixamos de observar? Uma simples poeira ou um cheiro novo no ar! É.....estamos perdidos. Mas ainda podemos nos achar!