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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Conhecendo a Serra Gaúcha

As paisagens parecem ter saído de um filme de contos de fada em Gramado. Parece até que estou numa cidade encantada! Passar o feriado do carnaval no sul do país - serra gaúcha - foi mesmo a melhor pedida. Todos os hotéis, comércio e casas em estilo enxaimel denunciam a colonização alemã e também a italiana na região. As jardineiras repletas de flores e as ruas impecavelmente limpas são um verdadeiro colírio para os olhos para quem mora na região sudeste, como eu. A cidade inteira não tem sinal de trânsito. Para quê? As pessoas são tão educadas que dão passagem não só para você atravessar a rua (detalhe: em qualquer ponto e não só na faixa de pedestre) mas também para os outros carros  da via. Não ouvi buzina nenhuma vez em uma semana. Gente, me belisca, isso aqui não existe!  É duro se encantar com o estranhamento, 'o diferente', quando tudo deveria ser igual, em todo país. Bom, quanto à gastronomia, hummm......tem de tudo: filé com páprika, peito de marreco com ervas frescas, purê de maçã, eisben à pururuca, arroz flambado, spatzle ao molho, javali ao molho de laranja com gengibre, kassier, apfelstrudel. É claro que eu não consegui experimentar tudo isso. Mesmo porque, foram poucos dias e eu procurei me dedicar de verdade aos chocolates, no plural. Visitei todas as fábricas. São tantos chocolates.....de todos os tipos, recheios, sabores. Tá bom, confesso que sou uma chocólatra. Afinal, o que são uns quilinhos a mais? Com um clima agradável, pessoas educadas, vinhedos sem fim, paisagens magníficas, vida cultural, festival de cinema e gastronomia abundante........vou voltar! Agora entendo porque as pessoas  daqui nem pensam em se mudar para outro lugar. Mudar para onde, se você vive dentro de um cartão postal?

Um dos portais de entrada de Gramado. Ali perto fica uma fábrica de cristais super delicados e coloridos! Se tiver paciência, dá para ver e ouvir um instrutor demonstrando como se faz uma peça de cristal, em altíssima temperatura!


O Palácio dos festivais é onde ocorre o tão esperado festival de cinema de Gramado, sempre em agosto, desde 1973. É um dos momentos mais esperados do ano, quando diversos filmes, nacionais e estrangeiros concorrem ao prêmio Kikito de ouro, que simbolicamente representa o "Deus do Bom Humor", com sua carinha de sol sorrindo.

A rua coberta, no centro de Gramado,  é um verdadeiro refúgio nos dias frios de inverno, com aquecedor em vários pontos, diversos restaurantes, chocolaterias e cafés coloniais. Como fomos no verão, acabou nos protegendo do sol quente do alto da serra! 

As ruas da cidade são super limpas, bonitas e organizadas. Aqui está a entrada da rua coberta, que fica bem em frente ao Festival de cinema de Gramado. Imagina isso aqui na época do festival, a rua fica absolutamente lotada!



No Parque Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis, há uma réplica de uma antiga aldeia de imigrantes alemães, entre os anos de 1875 e 1910. O que chama a atenção é a quantidade de araucárias, um pinheiro típico de regiões frias no Brasil e que dá origem ao pinhão, muito consumido no inverno. A aldeia bávara recebe visitantes o ano todo, com bandas típicas.




parando para descansar um pouco, me deparei com um gatinho preguiçoso, que só queria saber dos finos raios de sol que passavam por entre as árvores exuberantes.






Um restaurante suíço bem ao lado do seu hotel, é realmente uma tentação.....
Ao lado deste tinha também um restaurante irlandês, um italiano e um alemão. Quantos pratos diferentes em uma só rua......










Ah, as hortências.... esta flor magnífica, é símbolo de Gramado! Lindas, costumam ser plantadas à beira das estradas de várias cidades e parques da região sul. No entanto, deve-se ter cuidado em casas com crianças, pois são plantas tóxicas.







O Lago Negro foi construído em 1953 para restaurar uma área degradada. Leopoldo Rosenfeldt decorou suas margens com árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha, daí o nome. 


Caminhar ao redor do Lago Negro é uma delícia!  Descansar na sombra de árvores gigantescas e tomar uma água de coco....




Próxima parada: Vale dos vinhedos, em Bento Gonçalves. Aqui, a vinícola Miolo, onde pudemos conhecer as videiras, toda a produção em tonéis, degustar diversos tipos de vinhos durante um "míni curso". Muito, muito bom!!!!







As videiras estão por todo lado. Uma parte fica mais acessível para visitação dos turistas. Essas aí estavam perto do casarão principal, onde ocorrem os mini cursos e há uma pequena loja para vender todos os produtos feitos a base de vinhos, além dos próprios, é claro!







Um pouco mais de videiras espalhadas pelos jardins da vinícola. O sol estava escaldante e um espumante geladinho veio a calhar nessa hora!


Um verdadeiro "Spa do Vinho" do outro lado da vinícola até que é bem sugestivo, não! Sua infra estrutura e os serviços foram baseados no "Spa Caudalie Vinotherápie", em Bordeux, na França. Vinho aqui é apenas um detalhe!


Visitar as fábricas de chocolate é como um mergulho na infância novamente! O cheiro de cacau no ar contamina o mais incrédulo dos habitantes deste planeta. Esta que vos fala não poderia deixar de trazer para casa algumas caixas do mais puro chocolate gaúcho, que ainda vai durar alguns meses.....




Numa das ruas principais de Gramado, me deparei com esta construção cinza, completamente torta e maluca. cada uma das minúsculas janelas aponta em direções diferentes e os ponteiros do relógio não param de girar um segundo sequer! Na parte de baixo há uma lanchonete e lojinhas de artesanato e couro (tudo muito barato!)








O Mini Mundo é uma atração à parte, com miniaturas de várias partes do mundo, imitando cidades e vilarejos em todos os seus detalhes. Nos faz parecer gigantes em uma terra de anões. Impressionante!






Este pequeno castelo europeu se destaca no alto de uma "montanha" de mentirinha. Até as árvores são verdadeiras, e imitam suas irmãs gêmeas gigantes, como nos bonsais!


   Passei por aqui ..... e nem pegadas deixei 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cadê a água que estava aqui?

Ainda bem que temos os americanos que adoram fazer cálculos para o presente, passado e futuro......Segundo um centro de pesquisa geológica dos EUA, se pudéssemos coletar cada gota de água do planeta para fazer uma bola, ela seria exatamente deste tamanho aí. Uau! Menos de um terço da lua, ou seja, 1.385 km de diâmetro. Dá até sede, não dá! E olha que nessa conta tem toda a água salgada, as águas subterrâneas, a água doce e toda a água presa nas calotas polares. Infelizmente, essa é a realidade.....
Ando vendo tanto desperdício de água ultimamente que tenho que me conter para não sair discutindo com todo mundo. mesmo porque isso não leva a nada, e certas pessoas ainda têm em mente que essa estória de que a água vai acabar é "balela", é só abrir a torneira e pronto, lá está ela, linda e transparente. Não é só porque a ONU escolheu 2013 como o ano internacional da água que vamos nos esquecer de todo o resto. Países como o Mali e a Etiópia quase não têm mais água, que é um recurso cada vez mais precioso e caro! A quantidade de água que temos no planeta já seria o suficiente para toda a população viver dignamente, se não fosse tamanho desperdício e poluição. Temos que não só ter amor pelas plantas e animais, tão inocentes, mas pela nossa própria vida! E a água é essencial para que isso aconteça. Se não cuidarmos de nossa sobrevivência, como poderemos lutar por outros tipos de vida? O verdadeiro amor pela vida vai muito além do que possamos imaginar. A verdade é que somos apenas uma gotinha, quero dizer, um pequenino grão de areia nesse imenso planeta azul. E aí, vamos crescer???

Como desfrutar de belezas como a Barra do rio Cahy, que deságua suas águas puras no mar da Bahia? Os índios Pataxó hoje ajudam a preservar este rio, do qual tanto dependem, desde que os primeiros portugueses chegaram em terras brasileiras e ali desembarcaram.....


Llanos de Moxos fica na Amazônia boliviana e é considerada a maior área úmida do mundo! Foi incluída na lista de áreas prioritárias para conservação. Essas áreas são capazes de evitar inundações, manter vazões mínimas nos rios na estação seca e regular o ciclo hidrológico da região. Estive na Bolívia há pouco tempo, mas não tive a oportunidade de conhecer área tão importante.


Um dia lindo como este na praia do Peró, litoral fluminense, é um privilégio quando se sabe que até bem pouco tempo atrás foi considerada uma das águas mais limpas na costa brasileira!


Tomara que as baleias jubarte continuem a frequentar as águas mornas do litoral da Bahia para se reproduzirem. Afinal, é uma longa viagem da Antártica até aqui, e nada pode impedir que essa viagem tenha um final feliz!


Que tal o Rio de janeiro continuar a ser lindo, sem poluição, sem desperdício ou ganância? A Baía de Guanabara merece ser cuidada com carinho para que os golfinhos não desistam de lá passear de vez em quando.......


O lago Assal é um dos corpos d'água com maior concentração de sal do planeta. A água brota de vertentes termais entre 30 e 34°C e evapora com muita rapidez, o que faz acumular grandes quantidades de sal na sua borda.


Uma beluga com seu filhotinho nas águas geladas do círculo polar ártico. Querem produzir petróleo indiscriminadamente naquela região, tanto no mar quanto em terra. Já pensou no estrago?


O Lago rosa Hillier fica na Austrália. Ele é todo rodeado de uma borda de sal branco e uma densa floresta de eucaliptos. Pesquisadores ainda tentam entender qual a razão desta cor tão exuberante. Mas a explicação mais razoável é que ali há baixas concentrações de nutrientes e crescem certas algas que dão esta tonalidade. Mas este não é o único lago rosa do mundo. Olha só outros lugares onde existem esses lagos incríveis: Bolívia, Espanha, Azerbaijão, Senegal e Canadá!


Passar uma tarde em Itapoã é tudo de bom! Sentir aquela brisa no rosto, a água batendo forte no farol, as ondas se quebrando nos corais........ah que saudade.......mergulhar ali, visitar o fundo do mar e ver como estão as coisas por lá........... 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Conhecendo o mundo com outros olhos!




Yann Arthus Bertrand's sobrevoou durante 5 anos os 6 continentes para mostrar as surpreendentes paisagens vistas de cima. Ele viu a Terra mudar! Mas essa estória não se resume apenas à parte plástica de suas belas imagens. Yann fez questão de descer em todos os lugares onde fotografou para conhecer de perto a cultura, o dia a dia das pessoas,  como elas lidam com o meio ambiente, o desperdício e a generosidade. Com isso ele constatou que, apesar do consumismo exacerbado ao redor do mundo, ainda há pessoas preocupadas com o rumo do nosso planeta; e que pequenos gestos são capazes de mover montanhas. Desde um pescador brasileiro, que luta pela preservação do rio, passando por uma chinesa que alimenta de graça os esquecidos da sociedade, até um agricultor afegão que se importa com a fome do mundo, são milhares de depoimentos reais sobre seus medos, sonhos e esperanças. Yann já apresentou suas exposições no Rio, em São Paulo e em todo o mundo. Mais ecologista que fotógrafo, o resultado dessas exposições tornou possível a criação da Fundação "Good Planet" e do projeto "6 bilhões de outros".  Este projeto vai de encontro aos habitantes do planeta, tenta mostrar suas realidades e, ao mesmo tempo, ajudá-los em sua luta pela preservação do planeta. Admiro pessoas que fazem do seu trabalho algo em prol de toda a humanidade. Mesmo que comece com pequenos gestos, até mesmo no lugar onde mora, vale a pena. De que adianta os "senhores do tempo", chefes de governo, militantes "virtuais" ou grandes teóricos se encontrarem uma vez por ano, como em Davos, para discutir questões mundiais? Só saem dali com mais incertezas ainda sobre o futuro. Os grandes problemas do mundo continuam sem solução, e as resoluções nunca saem do papel!!!


Bangladesh é o sexto lugar mundial em aquicultura de água doce. Cerca de 1,3 milhão de pessoas trabalham na pesca, especialmente a de subsistência. Os bagladeshianos substituem o consumo de carne vermelha, rara e cara, pelo peixe. Ainda hoje, 1,8 bilhão de trabalhadores no mundo (60% da população ativa) trabalha sem contrato nem cobertura social.

Ilhas Robeson, no arquipélago se San Blas, no Panamá. Ali vivem os indios Kuna, que conseguiram um estatuto de semi autonomia por seu território, proibindo qualquer investimento estrangeiro em sua terra. O Panamá reconhece a aspiração dos povos indígenas terem o controle de suas instituições, garantindo sua integridade física e espiritual. Isto está certificado na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, e até hoje apenas 22 países assinaram com o Panamá, dentre eles seus dois vizinhos: Colômbia e Costa Rica.

Fardos de algodão na região de Korhogo,Costa do Marfim. O algodão começou a ser produzido na África Ocidental no início do século XX. A produção, a transformação e a confecção do algodão garantem a subsistência de quase 1 bilhão de pessoas no planeta. Em contrapartida, só a cultura do algodão emprega 1/4 dos pesticidas vendidos no mundo. Isso fez com que alguns governos incentivassem a redução de pesticidas usados, criando setores de comércio equitativo e garantindo uma melhor remuneração melhores condições de trabalho.

Mulheres carregam baldes ao país Dogon, perto de Bandiagara, Mali. Na África subsaariana, cerca de 40 bilhões de horas são gastas nessa tarefa. Para isso, elas abandonam os estudos, razão do analfabetismo atingir mais mulheres que homens. Além disso, assim seriam pessoas "bem educadas" e "aptas ao casamento". Para mim,a manutenção de certas culturas é absolutamente impensável no mundo atual.

 Língua de gelo do glaciar Taylor no Vale Beacon, uma cadeia de vales secos na Antártica. O Tratado da Antártida que entrou em vigor em 1961 designa a Antártica como "uma zona natural dedicada à paz e à ciência".

Secagem das tâmaras. no vale do Nilo. Em regiões áridas, as tâmaras se desenvolvem em oásis como este. São bem tolerantes ao sal e suportam grandes diferenças de temperatura. O Egito é o primeiro produtor mundial e também o maior consumidor, cerca de 15 kg por pessoa por ano! Com as tâmaras se produz suco, xarope, farinha, massa, açúcar, vinagre, álcool, doces............além de servirem para alimentar dromedários, cavalos e burros.

Vilarejo Koh Pannyi, na Baía de Phang Nga - Tailândia. Esta baía é formada pelo degelo ocorrido há mais de 18 mil anos. O vilarejo foi construído há dois séculos por pescadores muçulmanos de origem malásia. As áridas montanhas calcárias submergiram das águas, deixando de fora somente os cumes. A população tradicional vive da pesca e do turismo.

Lagoa Azul, na Islândia. É uma região vulcânica, com aqueles nome complicadíssimos, Reykjanes, perto de Grindavik, na central geotérmica de Svartsengi. Este lago artificial é alimentado pelo excesso de água retirada da geotérmica. A água é captada a 2.000 m abaixo da Terra e aquecida a 240ºC pela fusão do magma. Quando chega à superfície, atinge 70ºC e serve para aquecer as cidades vizinhas. Ricas em sais minerais, as águas quentes da Lagoa Azul (a 40ºC) parecem ter propriedades curativas para doenças de pele. A geotérmica é uma fonte de energia renovável cada vez mais explorada, com pouco custo e limpa.

Final de uma tempestade sobre a floresta Amazônica, próximo a Tefé. A floresta cobre 64% da superfície do Brasil. Rica em biodiversidade, estima-se que mais de 10 milhões de espécies ainda não foram sequer descobertas. Esta pesquisa interessa principalmente à indústria farmacêutica, pois muitos dos medicamentos contém substâncias extraídas de plantas, usadas como ingredientes ativos.