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sábado, 12 de agosto de 2017

Perdida nas Galáxias


  
                                                                                                                                                                                     
Ok. A vida é genuinamente imperfeita, com uma repetição de histórias e momentos idem. Chata as vezes, entediante até. Mas na maior parte do tempo é cheia de pérolas, só precisamos enxergá-las! Estar atento é essencial, pois tudo passa, como num sonho, ou mesmo na velocidade da luz. Quantas vezes já deixei passar "o mundo" porque andava distraída, perdida nas galáxias. Ah, como eu era jovem e boba... Assim como os astrônomos, não podemos controlar o Universo, como também não controlamos as estrelas, embora alguns as estudem detalhadamente em seus telescópios ultra, mega potentes. Assim também é a vida. Arrepender, nem sempre! Mas se o tempo voltasse alguns anos, eu agarraria tudo que pudesse, como um Octopus. Aliás, oito tentáculos seria pouco para mim! A vida as vezes se intromete nos seus planos. Então, vale a pena dar uma chance à simples beleza do inesperado. Penso que nossa curiosidade pela vida jamais deve cessar!
  

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Por um outro ângulo

O passado já se foi, não tem volta, mas explica muita coisa. O futuro não me pertence, nem sei onde fica. Aliás, desconfio que ele nem exista!. A caminhada, essa sim me interessa. Aonde vai chegar não sei. Estou mais preocupada com o que vou encontrar pelo caminho, aprender algumas coisas, errar outras, e descartar o que não me interessa. Na tentativa de entender o presente, vou observando o passado por onde ando. Caminhando pelo Rio nas férias, vou tentando me abstrair de todos os problemas que a cidade carrega nas costas, mas lembro que o Rio também têm passado, muita história e beleza que já fez esta cidade ser maravilhosa! Todos fazemos parte dessa história, e temos a missão de, ao menos, tentar melhorar daqui pra frente. Olho as portas antigas, as ruas e calçadas do centro antigo, muitas com pedras portuguesas colocadas uma a uma pelos calceteiros. Esquinas por onde passavam carruagens e bondes elétricos, hoje passa o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que leva também ao Museu do Amanhã (será o tal futuro?). Partes da arquitetura gasta pelo tempo, que já passou por tanta coisa, mas teima em resistir a todo custo ao caos do presente. O passado me ensina, o presente eu aproveito para viver agora, o futuro é só uma miragem.... quando um dia eu chegar lá, então ele não será mais futuro, não é! As coisas vão e vêm como um eterno jogo. E não quero ficar no zero a zero no jogo da vida. Se der empate, que seja ao menos um a um!

 A fachada da Biblioteca Nacional, na Avenida Rio Branco. Foi construída para substituir a Livraria Real, que tem origem nas coleções de livros de D. João I e seu filho D. Duarte, e que foi destruída pelo incêndio logo após o terremoto de Lisboa em 1755






As mesas e cadeiras antigas da Casa Cavé foram projetadas pelo espanhol Cólon há mais de um século. A confeitaria mais antiga do Rio fica na esquina das ruas Uruguaiana e Sete de Setembro, no centro antigo do Rio. Parada obrigatória para quem gosta de saborear os doces típicos, e quem sabe até levar para casa delícias portuguesas como o famoso bolo rei, o jesuíta, o ratinho, a ferradura ou a leve brisa. Garanto que todos são de dar água na boca!

O teto do CCBB na rua 1º de Março é apenas um detalhe de seu estilo neoclássico. Foi idealizado por um arquiteto da Casa Imperial, Francisco Joaquim Bethencourt, e funcionou como Banco do Brasil até a década de 80, quando foi transformado no Centro Cultural Banco de Brasil.
                                                                                         
Aqui foi o antigo Supremo Tribunal Federal, edifício histórico em frente à Cinelândia, ao lado da Biblioteca Nacional. Tirei a foto do antigo plenário, onde juristas famosos da época vestiam suas togas e tomavam decisões importantes p/ o país. Hoje é o Centro Cultural da Justiça Federal, com um Café, exposições e uma biblioteca.           

 Num dia frio e chuvoso atípico passei pela Candelária. Uma simbólica igrejinha paroquial, com vista para a Baía de Guanabara, assim nasceu a Candelária no centro do Rio no início do século 18. Os altares foram esculpidos inicialmente por Mestre Valentim, artista de estilo rococó, na ocasião da visita do príncipe regente e futuro rei de Portugal D. João VI.

 

Um herói solitário olhando à distância o Pão de Açúcar.... O monumento em granito branco lembra os heróis brasileiros na Guerra do Paraguai.  Fica em uma praça da Urca, em frente a entrada do bondinho do Pão de Açúcar.
                                 

                   Da Praia Vermelha se tem uma visão única do Pão de Açúcar por um outro ângulo. Antigos moradores do Rio achavam impossível o acesso ao pico deste morro. Por isso foi um grande acontecimento quando uma senhora inglesa - Lady America Vespucia - escalou seus 395 metros de altura em 1817. E lá no alto de penhasco fincou uma bandeira da Grã Bretanha. A partir daí foram várias as tentativas de construir aum acesso ao topo do morro da Urca. O nome "Pão de Açúcar" é porque os portugueses acharam-no parecido com as formas de barro onde se colhia o caldo de cana nos engenhos coloniais.

Quase me sentindo uma pioneira, como Lady Vespucia, só de chegar lá em cima (mas não neste aí....). O primeiro bondinho subiu ao topo do Pão de Açúcar em 1913!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Voa Vida Leve

Tucano-toco e seu bico amarelo. Já viu um tucano voando livre no céu? É muito, muito lindo, sempre aos pares. Mas e este bico enorme não pesa?  Claro que não, ele tem uma camada oca por dentro, assim ele consegue voar lindamente sem que seu bico atrapalhe.

Já faz uns 3 meses que estive lá, mas as lembranças estão sempre voando em minha memória! Em Foz do Iguaçu está o maravilhoso Parque das Aves, ao lado das Cataratas que separam Brasil e Argentina. Um calor úmido, com chuva forte de repente no meio da tarde, e depois um sol radiante, tudo isso contribui para a magia do lugar! A história começou na Namíbia quando um casal que adorava aves ganhou um papagaio do Congo de presente. Alguém então sugeriu que eles viessem para o sul do Brasil e construíssem um parque para crocodilos. Que ideia! Tá, eles até colocaram alguns pequenos crocodilos lá no covil dos répteis, mas o que eles gostavam mesmo era de observar os pássaros. Dennis Kroucamp e sua mulher Anna, que é veterinária, compraram umas terras de floresta subtropical em Foz do Iguaçu, retiraram todos os detritos acumulados nas terras ao longo dos anos e toda a vegetação invasiva e replantaram somente a mata nativa. Encantados com toda a beleza do lugar, começaram a fazer trilhas no meio da mata e criaram ali um parque para a aves, inaugurado em 1994. Hoje são mais de 1320 aves de diferentes espécies, sendo o maior parque de aves da América Latina, com 50% delas resgatadas de ambientes de maus tratos ou tráfico ilegal. 

A magia está literalmente no ar e você, uma vez ali dentro, não quer mais sair. As aves ficam soltas em vários espaços e você pode passar no meio delas. Toda a área é coberta lá em cima por telas que as impedem de fugir e serem capturadas. Quando entramos no enorme viveiro das araras é uma loucura total! As araras vermelhas, as coloridas e as azuis fazem voos rasantes ou ficam do teu lado apenas observando antes de voarem para as árvores novamente. Não queria mais sair dali. Quase consegui conversar com uma delas! O lago dos Flamingos é também fascinante, próximo ao restaurante. O Casuar, considerada uma das aves mais agressivas e territorialistas do mundo passeia ao longe tranquilamente. Os Tucanos são imbatíveis com sua elegância. E no meio do caminho tinha um borboletário, tão suave como o bater das asas das coloridas borboletas... Um dia quente, úmido, chuvoso, suave e mágico!!!

Toda a leveza dos Flamingos

Hora da comida!

 Agora chega!

Tucano-de-bico-verde, mais tímido que seu primo mais famoso

Ah, como eu adoro essa revoada!!!

Um Mutum distraído no meio da trilha.... Depois de fazer pose para a foto, ele saiu andando tranquilamente

Isso mesmo, cada um no seu galho!

Uma borboleta-coruja pousou bem na minha frente!

Um lanchinho para as "Farfalle"

Tentando estabelecer um contato......

domingo, 25 de junho de 2017

Adoro nuvens!


Sim, sou um ser falante, eu sei. Não tanto quanto um papagaio, mas chego perto... Porém, dizem, tem certas coisas que não se deve falar tão fácil, ou dá azar. Este mundo pode ser cruel, minha cara! Simplesmente não dá para ficar espalhando aos quatro ventos os seus planos para o futuro. Depende com quem se fala, neste ponto sou obrigada a concordar com a  Mariliz. Todo mundo diz: se quiser que algo dê certo para você, guarde em silêncio até que se realize. Ou não. Tem gente que preconiza ainda falar o contrário ou reclamar que isso ou aquilo é ruim; isso sim dá sorte. Hum? Se for assim, para que nada dê errado - além de bater três vezes na madeira - é só começar a reclamar de tudo cada vez que alguém, inadvertidamente, e sem o menor interesse, me perguntar sobre os planos daqui pra frente. Coisas do tipo, reclamar do frio de arrepiar nesse inverno, do vento que bagunça o cabelo na praia no verão, das nuvens no céu... Ou seja, disfarçar, tentar não antecipar nada. Mas, pensando bem, quer coisa melhor que um dia morno e nublado? Sentar numa praça e poder ler, enfim, o final daquele livro sem que um sol escaldante te expulse dali em menos de um minuto? Adoro nuvens! Como disse, tenho uma certa afinidade com os papagaios, ou qualquer outra ave falante (?). Adoraria também que os livros pudessem falar. Não muito, mas o suficiente para conversarmos de vez em quando, trocar umas ideias de tudo que já li e esclarecer de vez alguns enigmas que ficaram perdidos nas muitas entrelinhas. Saio dali repaginada, querendo contar ao primeiro que passar na minha frente todas as ideias novas que tive, pela milésima vez! Sendo assim, seria eu a pessoa certa para guardar dentro de mim as centenas de milhares de planos que imagino para o futuro? Tantos, que nem toda a vida que tenho vai dar para realizar? Não, acho que não. Então vamos brindar!!!

 
 

domingo, 11 de junho de 2017

Felicidade vale muito!

Incrível como apesar das adversidades da vida, ainda encontramos felicidade onde nem sequer imaginamos que ela pudesse existir. Muitos países africanos sofrem com a pobreza e falta de expectativas, uns poucos sofrem com guerras, outros com terrorismo, alguns ainda sofrem as consequências dos colonizadores exploradores ou até de seus próprios ditadores.... Tudo isso a gente já sabia.


E é claro que isso está longe de ser mudado, porque as grandes potências, ou mesmo seus antigos algozes, que poderiam mudar alguma coisa, nada fazem. Mas o que mais me impressiona é que uma pesquisa feita a pouco mais de um ano, por uma instituição europeia dedicada a estudos sobre crianças e adolescentes, constatou que as crianças africanas são as mais felizes do mundo em ambientes escolares. E isso em um cenário atual. Junho é quando se comemora o dia da criança africana, por isso me lembrei. Imagine só se elas tivessem mais escolas e se todas pudessem frequentá-las por direito? 
Além de serem mais felizes, elas poderiam também sonhar com um futuro melhor! Enquanto isso não acontece, sabemos que muitas crianças são "compradas" de Burkina Faso - na Africa - para trabalharem como escravas na colheita de cacau na Costa do Marfim, maior produtor mundial, para abastecer o mercado global de chocolates na Páscoa. Outras tantas são forçadas ao casamento precoce, passando por abusos de todos os tipos desde pequenas. Isso fora a miséria e a fome que acomete muitos países africanos. Então como essas crianças ainda podem ser mais felizes???

Tem até a história de um antropólogo que estudava os hábitos de uma tribo africana e sempre tinha muitas crianças ao redor. Um dia ele propôs uma brincadeira, comprou vários doces,  encheu uma cesta toda decorada e colocou embaixo de uma árvore. Chamou todas as crianças e pediu que esperassem até ele falar "já", e quem chegasse primeiro na árvore ficaria com todos os doces. Pois quando ele disse "já", todas as crianças deram-se as mãos correndo juntas até a árvore. Lá sentaram-se na sombra felizes da vida e todas comeram os doces. Quando perguntadas por que ninguém quis ser a primeira a chegar na árvore, uma delas respondeu: Como pode qualquer um de nós ficar feliz se todos os outros ficarem tristes? Esta filosofia "Ubuntu" das tribos africanas é a mais pura dignidade humana. Eles são assim felizes porque já foram tristes, portanto sabem valorizar cada pedacinho de felicidade :-)
Quanto ainda temos que aprender!







sábado, 3 de junho de 2017

Caos!

Escrevo para saber que tenho um eixo, que não sou fake, talvez um pouquinho de loucura ali outro aqui, principalmente quando palavras se rebelam em profusão e cada uma vai parar num canto qualquer do planeta. "Greve geral", elas gritam. É sempre assim, e depois elas saem me atropelando com textos sobre mudanças do clima, a vida marinha, o cotidiano chatinho, o planeta efêmero, pequenas maluquices, este mundo cão mas também maravilhoso. Hoje é dia! Deu a louca nas palavras, que estão livres e saltitantes como bolinhas de gude. Desorganizadas como tal, não acertam o alvo por nada deste mundo. Aliás, que alvo é esse que já nem sei? Ok, talvez eu sofra de ansiedade antecipada e só precise dar um tempo para que elas se reorganizem e tudo volte a ser como antes... Sim, é melhor eu tomar um xícara de chá. Jasmim! E então, quem sabe, tentar sobreviver ao caos que está minha mesa!



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Só para relaxar...

Têm sido dias muito cheios, neurônios trabalhando a mil por hora, preparando projeto de pesquisa, muita informação em pouco tempo, prova à vista, concurso idem, e a semana que vem promete ainda mais... Conseguirei assimilar tudo? O tempo enfim vai andar mais devagar? Então é hora de aquecer os músculos para encarar os fatos. Na verdade, estou achando tudo isso ótimo! Creio que acabo de perceber que nasci para viver sob pressão... Au revoir mes amis!




sexta-feira, 12 de maio de 2017

Mãe Natureza


"Alguns me chamam simplesmente de 'Natureza'. Outros me chamam de 'Mãe Natureza'. Eu não preciso de 'pessoas' para continuar vivendo, mas as pessoas precisam de mim".

A Mãe Natureza já está neste planeta a cerca de 4,5 bilhões de anos, ou seja, mais de 22.000 vezes mais tempo que nós humanos! Ela pode ser basicamente calor ou frio, suave ou severa, tranquila ou feroz. Mas goste ou não, a Mãe Natureza continuará por aqui, com ou sem 'pessoas'. Afinal, é ela que tem a chave para estabelecer a vida na Terra. Portanto, salvar a natureza é salvar a nós mesmos. Insignificantemente pequenos, no meio desta galáxia no universo, onde cada dia descobrem mais um novo planeta, precisamos lutar pela sobrevivência e ajudar a Mãe Natureza a continuar firme e forte por mais algumas centenas de milhões de anos.....dormindo em PAZ





sábado, 29 de abril de 2017

As montanhas falam

As montanhas não só falam, como sorriem, olha só essa alegria de cores? As montanhas mágicas do arco-iris são uma das formações geológicas mais impressionantes da Cordilheira dos Andes, no Peru. A 4 horas de Cuzco, essas montanhas têm um visual espetacular devido aos diversos minerais presentes na sua formação

O fascínio que as montanhas exercem nas pessoas é até hoje objeto de pesquisa. Para mim é muito simples: sua imponência e serenidade me fazem sonhar e trazem a tranquilidade que procuro aqui embaixo. É como se eu voasse até o cume de uma delas e pudesse ver o mundo lá de cima. Suas curvas, suas quinas, seus erros e seus acertos. Nessas horas tenho inveja das aves de rapina; elas sim, sabem como ninguém aproveitar esta maravilha da natureza, que lhe serve de refúgio. E não é só isso, os povos das montanhas mais longínquas são os que mais têm a nos ensinar: Simplicidade. Eles aprendem com o vento como se proteger do frio, o sol ensina como secar o peixe para os dias mais escassos, a chuva lhes dá água para beber e também banho nos animais. Para eles, as águas dos lagos e dos rios que descem das montanhas são sagradas, por isso eles as respeitam e não as poluem. Alguns deuses podem até habitar essas montanhas, por que não!? Viracocha, antigo Deus dos Incas, protege até hoje as montanhas da Cordilheira dos Andes, assim como os seus descendentes. A materialidade e seu apego inexistem nessas lugares, onde reina a simplicidade.  E assim a vida segue feliz nas montanhas...

Aqui a montanha para abruptamente quando encontra o mar! No sul da Inglaterra está a falésia de Beachy Head a 162 m do nível do mar. O mais alto penhasco marítimo de giz acena para o pequeno farol solitário no oceano.

Depois de alguns dias de chuva é possível ver a montanha chorar, com diversas cachoeiras que se formam em suas ravinas. A montanha de Oahu no Hawai é assim, sensível!

A Serra dos Órgãos, em Petrópolis, é destino de muitos caminhantes e alpinistas. Descendo a serra é possível encontrar as belíssimas praias do estado do Rio de Janeiro.

Os povos das montanhas me ensinaram que a natureza é sábia como eles. Nas montanhas da Bolívia, aos pés dos Andes, é preciso ter coragem para enfrentar os fortes ventos gelados do inverno e cuidar das lhamas que dão a lã que os protegem do frio. A simplicidade é também sentar no chão de suas casas-iglu de pau a pique e ouvir com calma as histórias e lendas de seus antepassados Incas, que ali já habitavam a centenas de anos atrás...

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Empoderamento de si mesma!


foto: Pascal Mannaerts




De novo o 'empoderamento' da mulher... Nunca ouvi tanto uma palavra nos últimos tempos! Concordo plenamente. Mas de nada adianta pegar os princípios de empoderamento das mulheres que a ONU lançou há alguns anos e blá, blá, blá... É preciso ter uma força interna daquelas. As mulheres sempre foram fortes, muitas lutaram contra a opressão, embora outras continuassem subjugadas.
É verdade, sempre vivemos mais, e sobrevivemos, o que já nos deixa em certa vantagem. Por isso mesmo precisamos melhorar este mundo, já que vamos ficar mais tempo nele! O mundo sempre foi machista, só os machistas não sabem disso. Os princípios da ONU para as mulheres são voltados às empresas e governos, como: "Estabelecer uma liderança corporativa de alto nível para a igualdade entre os gêneros". Isso já existe em grandes corporações pelo mundo. Mas estamos a anos luz de ter uma solução para essas questões. E não é só isso. É preciso dar passos largos nessa direção e, antes de mais nada, fazer uma revolução interna, se o objetivo é evoluir. Não adianta se apoiar em "princípios" sem uma atitude individual; sem força de vontade ninguém sai do lugar. 

Então, por que maximizar coisas sem importância, fazer fantasias da vida, ou procurar lá no passado justificativas para ser o que é hoje? Vá à luta! Aliás, é fundamental ser amiga de si mesma, sem se boicotar. E cultivar essa amizade desde sempre, desde quando já se tem uma percepção de mundo e já começa a conquistar o seu próprio. Sem se preocupar com o que os outros pensam sobre você, aquela imagem construída anos a fio com todo o cuidado, e que você morre de medo de trincar. Sem essa! As pessoas têm mais o que fazer, têm as suas próprias vidas para cuidar. Ora, fazer algo bom para si mesma não quer dizer que está sendo egoísta. É preciso tomar uma atitude em benefício próprio, ser sua melhor amiga de fato. E os outros, e o resto do mundo? Dane-se. O mundo está pouco se lixando para você. Aliás, ele nem sabe que você existe!

Nujood Ali surpreendeu o mundo em 2008 ao se divorciar com 10 anos no Iêmen, dando um grande passo contra casamentos forçados (foto: Stephanie Sinclair)


sábado, 1 de abril de 2017

As cataratas do Iguaçu!

Do lado de cá é possível ver um pedacinho dos outros dois países ligados, não pela língua (somos o único país da América Latina a falar português), mas pelos rios Paraná e Iguaçu! A "Tríplice Fronteira" tem restaurante, uma praça, loja de souveniers e uma tela gigante de cinema, onde assistimos a história do descobridor espanhol das cataratas - Álvar Núñez Cabeza de Vaca, por volta de 1540, que se estabeleceu do lado Argentino e ficou amigo dos índios da região, aos quais chamava de irmãos!


Fico imaginando qual não foi  o espanto e o encantamento deste espanhol (o 1º europeu) a descobrir tamanha força da natureza, 40 anos depois do descobrimento do Brasil. Não é só pela beleza, mas toda a vida selvagem ao redor, tipicamente tropical. Hoje em dia posso dizer que dos Parques Nacionais do país, o das Cataratas do Iguaçu é o que tem a melhor infraestrutura para receber pessoas e pesquisadores do mundo inteiro!

Em março, final do verão, ainda havia muito volume de água e a correnteza do rio estava bastante forte. No meio do ano, as águas diminuem consideravelmente, pois é uma época com pouca chuva por aqui. Inclusive, tem um passeio, o Macuco Safári (subir o rio no bote inflável  até as cataratas), que escolhi não fazer. Primeiro, porque acho que fiz muito disso antes, já passou. Por fim, chovia muito e a visibilidade para quem está dentro do bote nessa hora é ZERO!

Só pelas belezas naturais já valeria a pena a viagem, mas a grandiosidade da Usina Hidrelétrica de Itaipu me deixou orgulhosa. Apesar de sermos um país com 'mestrado e doutorado' em corrupção, conseguimos desenvolver a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, abastecendo o Brasil e o Paraguai! Além disso, um refúgio biológico foi feito como santuário para abrigar diversas espécies protegidas desde a formação do lago de Itaipu, na década de 80. Cerca de 1000 espécies distintas de plantas e animais, como onça pintada, jacaré, urubu-rei, quati, araras coloridas, jabutis, vários tipos de cobras e macaco-prego vivem hoje protegidas numa grande área florestal do parque.

 Este é um lugar onde todos param para foto, pois se formam arco-iris o tempo todo! As cataratas são visitadas por mais de 2 milhões de turistas por ano vindos do mundo todo, não é incrível?!

Macuco Safári, os botes infláveis indo em direção às cataratas pouco antes da chuva!

Impossível não disparar a câmera fotográfica sem parar!

Um dos mirantes em que você chega no meio das cataratas e na beira do precipício!!!

A monumental barragem de Itaipu tem cerca de 8 km de extensão e 196 metros de altura. 

O grande lago de Itaipu, formado para abastecer a usina, antes abrigava o antigo "Salto das 7 Quedas", era uma série de cataratas que se estendia ao longo do rio Paraná. Isso quando eu ainda era criança e morava lá no sul do país...

Restos de tronco das antigas árvores que ali existiam antes na inundação do lago resistem firmes até hoje!

A praça cheia de atrativos no marco da Tríplice Fronteira.

Do alto do mirante principal se vê ao longe que as cataratas seguem seu caminho felizes da vida alguns quilômetros até encontrarem o rio Paraná logo adiante


Revisitar um lugar como este foi incrível! Constatei como a natureza se regenera depois de uma grande inundação para formar o lago de Itaipu. A mata Atlântica ao redor é uma dádiva que temos que proteger com responsabilidade. Além de melhorar o clima da região, fornece diversos frutos e é rica em espécies de todos os tipos. Sair do lugar-comum e ir para uma região diferente do habitual te faz sentir ligada no 220 volts direto, carga suficiente para o resto do ano! Ah, e ainda me deixou com uma pontinha de esperança: este país tem jeito!!!


domingo, 26 de março de 2017

Este, o lado argentino

Me senti dentro do cenário do filme "A missão", de Roland Joffé, cuja história se passou exatamente ali nas cataratas do Iguaçu!

 

Fazia muito, muito tempo que eu não ia lá no sul. Uma das 7 maravilhas do mundo continua a me maravilhar de tal forma que tento me segurar para não dar um mergulho nas "Cataratas do Iguaçu", com todos aqueles arco-íris e vapor d'água te dando um banho, literalmente. Quente, úmido e molhado, tudo ao mesmo tempo em um só lugar, uma loucura! A passagem pela imigração na estrada, antes de entrar na Argentina demorou cerca de uma hora! Burocracias a parte e já estávamos lá dentro, ufa! Viajei no início deste mês, e pude provar que as famosas 'águas de março', tão esperadas no resto do país, chegam ali mostrando toda a força da natureza. Pegamos uma daquelas tempestades no meio da trilha na mata, andando por pontes suspensas ao longo rio até chegar à 'Garganta del Diablo', a parte mais selvagem das cataratas no lado argentino. O tempo virou geral, tudo nublado, e parece que chovia toda a água do planeta só naquele pedaço! Mas em questão de meia hora a chuva passou e o céu ficou completamente azul. Só lamento pelos que foram embora, achando que o tempo ia fechar o resto do dia. Quando se está em um parque no meio da floresta atlântica, com cachoeiras gigantes, quatis o tempo todo querendo roubar alguma comida da sua bolsa, aves de todas as cores e um show de arco-íris.... não se pode ter pressa.
O dia passa devagar e é assim que tem que ser. Afinal, como diz o ditado: quem tem pressa come cru. Sempre procuro ficar até o fim, quando dá. Sabe-se lá se não acontece alguma aventura de última hora, hein?!

 Entrada do parque nacional das cataratas na Argentina, fronteira com o Brasil

Para ter acesso a algumas trilhas, temos que pegar um pequeno trem que passa dentro da floresta

Esta trilha foi fechada porque uma onça parda (Puma) resolveu passear por ali um dia antes de chegarmos ao parque, o que assustou alguns andarilhos...

O caminho ao longo do rio até a Garganta do Diabo

Este lindo pássaro é comum na região e estava por todo lado, com o olho pintado de azul, só para chamar nossa atenção!

Um bote no meio do rio selvagem esperando para ser usado em uma emergência....."Just in case"!

Ah, esses quatis...

As belezas que encontrei no meio do caminho


E como chovia! A capa de chuva mal aguentou, coitadinha...