Para que servem os satélites? Monitorar o espaço talvez... Também, mas é muito mais que isso. Por que uma instituição como a NASA gastaria milhões só para vigiar o espaço se a própria Terra é tão ou mais interessante? Os cientistas já sabiam que a areia do deserto Saara viajava pelo mundo há muito tempo. Mas o que eles não sabiam era a quantidade exata e qual a importância disso. Então, alguns satélites bem inteligentes descobriram. E assim os cientistas puderam calcular que, por ano, 182 milhões de toneladas de poeira são carregadas pelo vento e atravessam os 2,5 mil quilômetros que separam a África da América do Sul. Desse volume, 27,7 milhões de toneladas de poeira (cerca de 105 mil caminhões cheios) são despejadas na floresta Amazônica. Mas não pense que isso é algum tipo de poluição errante. Na verdade, as areias do Saara são essenciais para a manutenção da mata, pois elas são ricas em fósforo, um potente fertilizante, que é raro na Amazônia. Essa quantidade de fósforo abundante no Saara é devido a decomposição de peixes que habitaram aquela região há alguns milhões de anos. Já pensou?! Ou seja, é um processo natural de adubação. Agora a preocupação dos cientistas é que as mudanças climáticas alterem esse ciclo natural. Afinal, a poeira afeta o clima e, ao mesmo tempo, as mudanças do clima afetam a poeira. O que mais me impressiona é o caminho longo que essa poeira faz. Dos 182 milhões de toneladas que saem do Saara todo ano, uma parte cai nas águas enquanto atravessa o Atlântico. Quando chega na América do Sul, grande parte cai na bacia do rio Amazonas e as toneladas restantes seguem viagem para o mar do Caribe. Até a areia do Saara, do outro lado do oceano, ajuda na manutenção da floresta Amazônica. Isso serve de lição para que o homem não destrua tudo de bom que a própria natureza faz ao longo dos anos, simplesmente sem pedir nada em troca - apenas respeito!
viagens ecológicas e culturais, opiniões e artigos sobre meio ambiente e a natureza humana, ideias e devaneios...
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017
sábado, 26 de agosto de 2017
Que venha logo a primavera!
Parecem flocos de algodão-doce!
O ipê-rosa vai se despedindo
o amarelo impõe sua realeza e muda a paisagem
Como num dia de sol, o amarelo ouro brilha de longe!
Por aqui eu andei...
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Simples assim
Tudo que anda acontecendo no mundo hoje em dia me assusta. Me reluto em acreditar que isso é normal. E não é para se acostumar mesmo! Poluição desenfreada, radicais do ódio, destruição da natureza e tudo ao redor, governos petulantes, milhares de espécies sendo extintas, e políticos que deveriam ser extintos para sempre! Nessas horas me volto para o nosso planeta e concordo com o que pensa o físico Marcelo Gleiser. Afinal, a Terra é a nossa casa cósmica. Só que nas atribulações do dia a dia, poucos prestam atenção nisso. Pelo que sabemos até então, é o único planeta que reúne todas as condições necessárias para estarmos aqui (pelo menos num raio de centenas de anos luz!)
Segundo o físico brasileiro e professor da Dartmouth College, há uma série de razões para proteger a Terra. Nossa atmosfera rica em oxigênio permite que seres complexos, como nós, sobrevivam. Todo esse oxigênio veio das bactérias, únicos habitantes nesta "terrinha" por quase 3 bilhões de anos. Foi a partir dessas bactérias que surgiu a fotossíntese, que transformou toda a atmosfera terrestre. Portanto, temos que agradecer às cianobactérias pelo ar que respiramos...
A água é outra preciosidade que temos
Não tem como saber ao certo de onde veio tanta água, embora já se saiba que parte dela veio de cometas que se chocaram com a Terra, ainda na sua infância. É bom saber que ainda neste século a água se tornará um fator importante de conflito global. Basta ver como ela está distribuída no mundo de maneira tão desigual. O que o petróleo conseguiu fazer com a geopolítica no século passado até hoje, a água vai fazer nos séculos 21 e 22. E a lua, porque ela é essencial? A ciência explica que por ser maciça e única, ela é capaz de estabilizar o eixo de rotação da Terra, o que mantém sua inclinação equilibrada. Se não fosse a lua, esse eixo mudaria de ângulo aleatoriamente e o clima não poderia mais ficar estável.
E isso é apenas uma pontinha do Iceberg para entender o quanto esta Terra é especial e precisa ser protegida, assim como os seres que vivem nela. Bem que eu tento, mas é difícil entender tanta destruição, violência e falta de amor espalhados por aí. Por trás disso tudo que acontece existe um planeta extremamente especial que, com sua estabilidade climática e orbital, permite que TODOS - de qualquer raça, cor, religião ou pensamento - consigam aqui viver. Afinal somos produto dele. E se as condições do planeta mudam, lá vamos nós para o espaço. Puff! Simples assim.
sábado, 12 de agosto de 2017
Perdida nas Galáxias
Ok. A vida é genuinamente imperfeita, com uma repetição de histórias e momentos idem. Chata as vezes, entediante até. Mas na maior parte do tempo é cheia de pérolas, só precisamos enxergá-las! Estar atento é essencial, pois tudo passa, como num sonho, ou mesmo na velocidade da luz. Quantas vezes já deixei passar "o mundo" porque andava distraída, perdida nas galáxias. Ah, como eu era jovem e boba... Assim como os astrônomos, não podemos controlar o Universo, como também não controlamos as estrelas, embora alguns as estudem detalhadamente em seus telescópios ultra, mega potentes. Assim também é a vida. Arrepender, nem sempre! Mas se o tempo voltasse alguns anos, eu agarraria tudo que pudesse, como um Octopus. Aliás, oito tentáculos seria pouco para mim! A vida as vezes se intromete nos seus planos. Então, vale a pena dar uma chance à simples beleza do inesperado. Penso que nossa curiosidade pela vida jamais deve cessar!
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Por um outro ângulo
O passado já se foi, não tem volta, mas explica muita coisa. O futuro não me pertence, nem sei onde fica. Aliás, desconfio que ele nem exista!. A caminhada, essa sim me interessa. Aonde vai chegar não sei. Estou mais preocupada com o que vou encontrar pelo caminho, aprender algumas coisas, errar outras, e descartar o que não me interessa. Na tentativa de entender o presente, vou observando o passado por onde ando. Caminhando pelo Rio nas férias, vou tentando me abstrair de todos os problemas que a cidade carrega nas costas, mas lembro que o Rio também têm passado, muita história e beleza que já fez esta cidade ser maravilhosa! Todos fazemos parte dessa história, e temos a missão de, ao menos, tentar melhorar daqui pra frente. Olho as portas antigas, as ruas e calçadas do centro antigo, muitas com pedras portuguesas colocadas uma a uma pelos calceteiros. Esquinas por onde passavam carruagens e bondes elétricos, hoje passa o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que leva também ao Museu do Amanhã (será o tal futuro?). Partes da arquitetura gasta pelo tempo, que já passou por tanta coisa, mas teima em resistir a todo custo ao caos do presente. O passado me ensina, o presente eu aproveito para viver agora, o futuro é só uma miragem.... quando um dia eu chegar lá, então ele não será mais futuro, não é! As coisas vão e vêm como um eterno jogo. E não quero ficar no zero a zero no jogo da vida. Se der empate, que seja ao menos um a um!
A fachada da Biblioteca Nacional, na Avenida Rio Branco. Foi construída para substituir a Livraria Real, que tem origem nas coleções de livros de D. João I e seu filho D. Duarte, e que foi destruída pelo incêndio logo após o terremoto de Lisboa em 1755
As mesas e cadeiras antigas da Casa Cavé foram projetadas pelo espanhol Cólon há mais de um século. A confeitaria mais antiga do Rio fica na esquina das ruas Uruguaiana e Sete de Setembro, no centro antigo do Rio. Parada obrigatória para quem gosta de saborear os doces típicos, e quem sabe até levar para casa delícias portuguesas como o famoso bolo rei, o jesuíta, o ratinho, a ferradura ou a leve brisa. Garanto que todos são de dar água na boca!
O teto do CCBB na rua 1º de Março é apenas um detalhe de seu estilo neoclássico. Foi idealizado por um arquiteto da Casa Imperial, Francisco Joaquim Bethencourt, e funcionou como Banco do Brasil até a década de 80, quando foi transformado no Centro Cultural Banco de Brasil.
Aqui foi o antigo Supremo Tribunal Federal, edifício histórico em frente à Cinelândia, ao lado da Biblioteca Nacional. Tirei a foto do antigo plenário, onde juristas famosos da época vestiam suas togas e tomavam decisões importantes p/ o país. Hoje é o Centro Cultural da Justiça Federal, com um Café, exposições e uma biblioteca.
Num dia frio e chuvoso atípico passei pela Candelária. Uma simbólica igrejinha paroquial, com vista para a Baía de Guanabara, assim nasceu a Candelária no centro do Rio no início do século 18. Os altares foram esculpidos inicialmente por Mestre Valentim, artista de estilo rococó, na ocasião da visita do príncipe regente e futuro rei de Portugal D. João VI.
Um herói solitário olhando à distância o Pão de Açúcar.... O monumento em granito branco lembra os heróis brasileiros na Guerra do Paraguai. Fica em uma praça da Urca, em frente a entrada do bondinho do Pão de Açúcar.
Da Praia Vermelha se tem uma visão única do Pão de Açúcar por um outro ângulo. Antigos moradores do Rio achavam impossível o acesso ao pico deste morro. Por isso foi um grande acontecimento quando uma senhora inglesa - Lady America Vespucia - escalou seus 395 metros de altura em 1817. E lá no alto de penhasco fincou uma bandeira da Grã Bretanha. A partir daí foram várias as tentativas de construir aum acesso ao topo do morro da Urca. O nome "Pão de Açúcar" é porque os portugueses acharam-no parecido com as formas de barro onde se colhia o caldo de cana nos engenhos coloniais.
Quase me sentindo uma pioneira, como Lady Vespucia, só de chegar lá em cima (mas não neste aí....). O primeiro bondinho subiu ao topo do Pão de Açúcar em 1913!
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Voa Vida Leve
Tucano-toco e seu bico amarelo. Já viu um tucano voando livre no céu? É muito, muito lindo, sempre aos pares. Mas e este bico enorme não pesa? Claro que não, ele tem uma camada oca por dentro, assim ele consegue voar lindamente sem que seu bico atrapalhe.
Já faz uns 3 meses que estive lá, mas as lembranças estão sempre voando em minha memória! Em Foz do Iguaçu está o maravilhoso Parque das Aves, ao lado das Cataratas que separam Brasil e Argentina. Um calor úmido, com chuva forte de repente no meio da tarde, e depois um sol radiante, tudo isso contribui para a magia do lugar! A história começou na Namíbia quando um casal que adorava aves ganhou um papagaio do Congo de presente. Alguém então sugeriu que eles viessem para o sul do Brasil e construíssem um parque para crocodilos. Que ideia! Tá, eles até colocaram alguns pequenos crocodilos lá no covil dos répteis, mas o que eles gostavam mesmo era de observar os pássaros. Dennis Kroucamp e sua mulher Anna, que é veterinária, compraram umas terras de floresta subtropical em Foz do Iguaçu, retiraram todos os detritos acumulados nas terras ao longo dos anos e toda a vegetação invasiva e replantaram somente a mata nativa. Encantados com toda a beleza do lugar, começaram a fazer trilhas no meio da mata e criaram ali um parque para a aves, inaugurado em 1994. Hoje são mais de 1320 aves de diferentes espécies, sendo o maior parque de aves da América Latina, com 50% delas resgatadas de ambientes de maus tratos ou tráfico ilegal.
A magia está literalmente no ar e você, uma vez ali dentro, não quer mais sair. As aves ficam soltas em vários espaços e você pode passar no meio delas. Toda a área é coberta lá em cima por telas que as impedem de fugir e serem capturadas. Quando entramos no enorme viveiro das araras é uma loucura total! As araras vermelhas, as coloridas e as azuis fazem voos rasantes ou ficam do teu lado apenas observando antes de voarem para as árvores novamente. Não queria mais sair dali. Quase consegui conversar com uma delas! O lago dos Flamingos é também fascinante, próximo ao restaurante. O Casuar, considerada uma das aves mais agressivas e territorialistas do mundo passeia ao longe tranquilamente. Os Tucanos são imbatíveis com sua elegância. E no meio do caminho tinha um borboletário, tão suave como o bater das asas das coloridas borboletas... Um dia quente, úmido, chuvoso, suave e mágico!!!
Toda a leveza dos Flamingos
Hora da comida!
Agora chega!
Tucano-de-bico-verde, mais tímido que seu primo mais famoso
Ah, como eu adoro essa revoada!!!
Um Mutum distraído no meio da trilha.... Depois de fazer pose para a foto, ele saiu andando tranquilamente
Isso mesmo, cada um no seu galho!
Uma borboleta-coruja pousou bem na minha frente!
Um lanchinho para as "Farfalle"
Tentando estabelecer um contato......
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