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quinta-feira, 15 de março de 2018

Estamos no planeta errado? Não!


Você, certas vezes, tem a impressão que o planeta está se desintegrando, quase em estado terminal? Isso sem falar na violência gratuita que se espalha como pólvora. Parece que alguma coisa deu errado, não sei...

Por que será que todos os livros de auto ajuda (que não li) dizem que a vida é uma caixinha de surpresas e que é preciso estar preparada para elas? Por que todas as terapias (que fiz) dizem que precisamos nos libertar das amarras que emperram nossa vida e alçar voo? Por que metade da população do mundo manda você ter calma antes de agir? E a outra metade manda você deixar de ser lerda e tomar uma atitude já? Por que o mundo às vezes parece estar cheio de pessoas feitas de papel, que de tão desonestas só pensam em se dar bem? Será que estamos no planeta errado? Que nada. Reclamar não é bom e nunca foi a saída. Simplesmente é isso o que temos para o momento.

Uma coisa é certa, o universo inteiro NÃO conspira contra você, meu caro! As pessoas de verdade existem, elas estão por aí espalhadas em toda parte. Não é algo que se compra em loja, e se der sorte ainda encontram-se umas pelo caminho. Embora os descaminhos também costumem levar a algum lugar (é só ficar atento). Muitas vezes esse quebra cabeça todo parece uma bagunça sem fim, e então dá uma vontade louca de sair correndo sem olhar para trás. Só que ninguém tem que provar o tempo todo que é feliz, e é sempre bom carregar junto uma pequena sacola de tristezas e incertezas, porque a vida é assim! 




sábado, 24 de fevereiro de 2018

Silêncio

     
                                
Sinto falta do silêncio. Mas quando ele chega e estou só, isso me arrasa. E aí tudo faz falta: coisas que não vivi, lugares que ainda não fui, amigos  que deixei para trás, o instrumento que não aprendi a tocar... Quero asas! Correr para o futuro sem permissão, ver como é a velhice, se ainda há tempo para aventuras - sem solidão. Um novo emprego, será que dá?! Escolher, desde já, se quero viver no mar ou na montanha, isso é fundamental! Então reflito, como Martha Medeiros, e me lembro quantas vezes desisti sem nem tentar, e cogitei fugir com medo de enfrentar. Chorei quando era pra rir e sorri para não chorar. Bom, dizem que o tombo ajuda a levantar...
Apesar de tudo, continuo aqui, errando e aprendendo.



terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Quem disse que é fácil?


Que calor é esse? Para dizer a verdade, nem sei se gosto mais do calor ou do frio. Rio 40 graus, lá estava assim quando nasci para o mundo. Já louca por um ventilador! O último inverno aqui nos trópicos deixou saudades. Como era bom aquele friozinho a noite e cachecol de dia. Agora, com o verão a todo vapor, parece que estamos todos numa chaleira. Outono, cadê você? Não adianta, o jeito é se adaptar às mudanças. Faz algum tempo que não luto mais contra o vento, contra a natureza. O ser humano é que tem que se adaptar a ela. 

Só uma coisa não me adapto de jeito nenhum: à grosseria, violência de todo tipo e gente sem noção. Ah, são tempos difíceis... Tempo de carnaval, por exemplo, que deveria ser um momento só de alegrias, mas parece que a falta de educação e o desrespeito imperam. Será que é o mau exemplo de nossos políticos? Ou as pessoas  perderam mesmo a noção de limite... não sei. Ainda bem que não é a maioria, espero! Ainda assim, querendo ou não, temos um ano inteiro pela frente. Praticamente uma folha em branco, cheia de possibilidades, onde podemos mudar tudo ou simplesmente recomeçar. 

Começar mudando de casa, é tudo de bom. Com mais espaço, até as ideias fluem melhor, tudo tem seu lugar, tudo se encaixa. Claro, isso já estava na minha lista há muito tempo. Essas listas que eu adoro! Mas este ano resolvi diminuir consideravelmente isso, e fazer o que qualquer pessoa normal faria: ter uma agenda. Antes tarde que nunca!. Pelo menos, aqui no Brasil, dizem que o ano começa só depois do carnaval. Se for assim, perdi minhas referências, pois meu ano já começou faz tempo. Então, boa sorte a todos nós. Lembrando que a sorte depende do lugar onde você está, do tempo em que você vive, e principalmente de muita preparação. Quem disse que ia ser fácil?



terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Melhor voltar para meus livros...


Tem dias que você acorda com vontade de abraçar o mundo todo? É raro, mas acontece. Aquela outra fase de querer salvar o mundo já passou. Depois que a gente amadurece, percebe que essa ideia tresloucada é ridícula, além de impossível, assim como abraçar o mundo agora. Mas é o que me ocorre de vez em quando, essa "vontadinha", disfarçada de" santa", de querer abraçar o mundo inteiro com carinho. Depois passa ao longo do dia, depois de tanta poluição, do trânsito lento, do ônibus que não chega, do metrô que nunca existiu, do surto da febre amarela, do calor absurdo de verão, da festa ao lado até altas horas... Então, no dia seguinte eu acordo pronta para o crime! E o dia passa inexplicavelmente tranquilo, sem trânsito, sem festa ao lado, sem gritaria, clima mais ameno... Pronto, já é hora de agarrar de novo todas as esperanças. E os planos para o futuro começam a pipocar de novo, ao ponto de ter que agarrá-los com a mão e passar para o papel a fim de evitar uma fuga! E a vida segue assim. Aprendi a viver com vírgulas, diminuir consideravelmente os pontos finais e também aumentei as interrogações. Há muito nessa vida a ser esclarecido. Mas apesar disso eu acho esse mundo bem legal! E sou feliz. 
Ah, essas férias que não acabam...

                                       Melhor voltar para os meus livros...




sábado, 20 de janeiro de 2018

Nossa casa


Praia limpa ao final do dia. Por que não pode ser assim sempre?


                                               

A "nossa casa" precisa de cuidado e carinho. É triste e desapontador o que já estamos cansados de ver nos jornais e na TV sobre a quantidade incalculável de plásticos que o ser humano produz e descarta na natureza. Por mais que se recicle, ainda é pouco diante de toneladas que estão a vagar por aí. É preciso conter o avanço das Mudanças Climáticas em prol de um mundo sustentável para todos nós. Parece clichê, mas é a pura verdade. Cientistas já alertaram que o aumento da utilização de plásticos é tão significativa que, em 2050, os oceanos terão mais desses detritos do que peixes. O pior de tudo é que esse tipo de notícia nem impressiona mais. Ainda assim, me recuso a achar que é tudo uma consequência normal do mundo capitalista de consumo em que vivemos. Sou adepta do consumo consciente, comprou um , reciclou outro. Há tantos outros exemplos... Um surfista de Santa Catarina faz pranchas com garrafas Pet super resistentes. O Projeto Prancha Ecológica/ Eco Garopaba já levou suas pranchas sustentáveis a vários países. Além de pranchas, essas garrafas podem passar por vários processos, depois de trituradas, para se transformarem em tecidos, placas que imitam madeira, revestimentos de parede, móveis e várias outras invenções bacanas. Quando esses plásticos não são recolhidos eles acabam nos rios, mangues e oceanos. Os manguezais são ambientes equilibrados, com suas árvores e raízes retorcidas submersas na lama e água salobra, são berçários naturais para diversas espécies animais, e são responsáveis pelo carbono azul (absorção de CO2). Em tempos estranhos como esses, com tantos furacões, tempestades e inundações, são os mangues que protegem as encostas naturalmente, enfrentando com coragem as loucas mudanças do clima! Já vi alguns desses mangues sendo destruídos no sul da Bahia para projetos imobiliários, e tantos outros poluídos com restos de material plástico que ficam enroscados em suas raízes. As praias, que tantos apreciam, precisam mais de nosso carinho. Ao final do dia, é só olhar para suas areias e vemos todo o rastro de lixo deixado para trás... Muito triste. Mas tudo tem solução, precisamos dar o exemplo para as gerações que estão vindo depois da nossa. Quem sabe eles não terão no futuro um mundo melhor que este aqui, só precisamos deixá-lo em condições habitáveis, não é nada de outro mundo! Quem ama cuida. 

Manguezal preservado , ambiente saudável.


domingo, 7 de janeiro de 2018

Simples assim. Será?

Um novo ano, ai que preguiça! Enquanto todos estão animados em começar "uma vida nova", instituir a  eficácia, a eficiência e a efetividade em tudo que se faz daqui pra frente... Eu fico aqui pensando que tudo vai ser simples assim, nenhum espetáculo no front, nenhuma decisão bombástica, nenhum cataclisma anunciado, nenhum desvio de conduta, a vida segue normal com alguma pequena mudança aqui outra ali, nada de mais. Só quero navegar em águas tranquilas...

A verdade é que estou esgotada com a política, arrasada com a falta de escrúpulo, chocada com o terrorismo, pasma com a censura... Mas mesmo assim eu prefiro viver, ou sobreviver a essas intempéries. E então começa a segunda semana do ano e eu só quero arregaçar as mangas e chutar tudo isso para o alto. A vida agora ganha um novo sentido, mil planos surgem do nada, aparecem centenas de cursos para fazer, um ano vai ser pouco. Agora tudo vai ser diferente! Será? Sou louca eu? Preciso de tratamento?