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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

'Au Revoir' imensidão azul!

(Pescador que acabou de pegar dois polvos)

(Praia tranquila de águas rasas)

(Do outro lado, Arraial D'ajuda)

(Trancoso e suas casinhas coloridas)
Trancoso é assim, livre, alegre e sem maiores preocupações. Só que o que antes era um local tranquilo para se desligar do mundo, deu lugar a um turismo eclético em plena expansão. No entanto, você ainda encontra alguma paz nos meses de baixa temporada que antecedem o verão. Mas vamos adiante até Arraial D'ajuda. Agora sim, já dá para dormir em uma pousada, comer num restaurante de verdade e tomar banho de água quente! Se você tem facilidade de fazer contato com pessoas do mundo inteiro, este é o lugar ideal (aproveite para praticar seu inglês!)
O quê, já está com os pés doendo? Relaxe, é hora de pegar a balsa e seguir para Porto Seguro. Com o passar dos anos, o crescimento urbano e os vôos internacionais, Porto Seguro se tornou turisticamente comercial e recebe visitantes durante o ano inteiro, uma loucura! Se você quer sossego neste verão, esqueça. Mesmo assim, é impossível olhar o mar e não se maravilhar com sua cor, imensamente azul! É......você é um privilegiado.
E aqui terminou nossa caminhada, com a certeza de termos conhecido e participado de mais um pedacinho da história do Brasil. Au Revoir!

domingo, 27 de dezembro de 2009

O paraíso tem endereço?

(Uma tempestade se formando com o vento Nordeste)
(Praia de Curuípe vista de cima)

Já é hora de colocar os pés na areia novamente. Depois de tanto caminhar, chega-se a Curuípe. Lugar incrivelmente lindo, principalmente em noites de lua cheia. Reduto de alguns artistas famosos, hoje suas terras valem ouro! Mas você, que não tem nada com isso, já é rico por natureza só de estar ali curtindo, sem possuir um grão de areia sequer. Pense nisso! Do alto de Curuípe já se avista Trancoso ao longe. No entanto, a caminhada não vai tão rápido quanto a vista alcança. E não se assuste ao passar por uma praia de naturismo. Afinal você está quase chegando ao berço da cultura hypie no sul da Bahia.


(Entardecer em Curuípe)

Um mergulho no rio

(mais um rio que insiste em correr para o mar)

(Pausa para descanso e um lanchinho, saindo de Caraíva)

Depois de várias trocas entre bonés, cintos, camisetas e artesanato indígena, continuamos nossa jornada. Limitando-se com as terras do Parque Nacional do Monte Pascoal, encontra-se Caraíva, nossa próxima parada. Antigo refúgio de dissidentes hypies, hoje é um lugarejo badalado entre o rio e o mar. Lugar ideal para passar um ou dois dias antes de seguir em frente. Mais uma vez é preciso atravessar o rio de canoa. Dependendo da maré, a travessia é um pouco demorada. Como a maré estava bem baixa, desta vez resolvemos atravessar à pé, com água na cintura, levantando a mochila com as mãos. Mais um banho de rio! Chegando do outro lado do rio é hora de aproveitar a praia, longe do agito e do burburinho alheio. Enfim, paz!!!!

Meus amiguinhos "Pataxo"

(bate papo com o cacique e os indiosinhos "Pataxo")

Continuando nossa viagem, siga em direção a Corumbau, sempre de olho nas variações da maré. Alguns trechos de praia ficam bastante estreitos e inviáveis na maré alta. Relaxe, levante a poeira e dê a volta por cima! Você não vai perder nada, muito pelo contrário. Provavelmente, neste ponto você já estará nas terras dos índios "Pataxo", no Monte Pascoal. Se for aventureiro o bastante e tiver chance, dê um pulo até a aldeia "Barra Velha", bem perto da praia. Embora já bastante aculturados, os índios merecem muito nosso respeito. Procure conhecer o cacique, se interesse pelo seu povo, sua história e não deixe de agradecer quando for embora.
(saindo da aldeia dos "Pataxo")

Meu caro Cabral, aí vamos nós!

(Chegando à Barra do Cahy, ainda na maré baixa, pausa para um mergulho)
(Caminhando entre as falésias vermelhas de Cumurú, debaixo de um sol forte!)
(Praia de Cumuruxatiba, águas calmas e sem ondas devido a um banco de corais próximo)
(Píer abandonado na praia de Cumuruxatiba, famosa por suas areias monazíticas)

Sempre em frente, todos os caminhos levam à Barra do Cahy, que o digam os ventos que trouxeram Cabral......Praia de areia grossa e falésias vermelhas. Vale à pena parar e admirar a imponência do rio Cahy desaguando no mar. Nem pense em atravessá-lo na maré baixa, pois sua corrente é muito forte! Reviva o tempo dos descobridores e atravesse de canoa (feita pelos índios com tronco de árvore), seu instinto selvagem vai agradecer. Do outro lado do rio você encontrará o marco do descobrimento, uma cruz de madeira indica ser ali o local onde Cabral chegou com sua esquadra em abril de 1500.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Queria ser um coqueiro...

(Praia do Moreira na maré baixa)

Praias tranquilas como a "da Paixão" são bem acolhedoras. Já na "Praia do Moreira" deve-se ter cuidado ao nadar, pois há pedras e corais no fundo. Porém, a vista é DESLUMBRANTE, formando piscinas naturais na maré baixa, e aquela cor azul "piscina" (ou será "mar"?) Seguindo em direção a Cumuruxatiba, começam as falésias, paredões formados pela erosão do mar. Inicialmente uma vila de pescadores, hoje Cumurú (como é chamada) é bem abastecida de pousadas e restaurantes. Bom lugar para pernoite. Suas praias são calmas, quase sem ondas. Em algumas ainda restam vestígios de areia monazítica, que na década de 60 foi bastante explorada e exportada através do píer, hoje abandonado e esquecido.