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domingo, 11 de agosto de 2019

A sociedade das árvores!



Por que sempre serei  a favor de espaços verdes em áreas urbanas? O meio ambiente é protagonista no mundo em que vivemos, e as árvores nos ajudam a respirar e sobreviver no caos das grandes cidades. O ideal seria ter pequenas florestas espalhadas por todo lado, mas o crescimento desordenado do concreto e do asfalto não permite, infelizmente. Então, minha solidariedade é com as áreas verdes que ainda restam, ajudar para que elas aumentem e sobrevivam a esses tempos estranhos... As árvores quando estão juntas são uma verdadeira sociedade, assim como a nossa, que se comunicam pelo ar (com seus odores) e por baixo da terra (com suas raízes trocando nutrientes). Assim, trabalhando juntas, elas são mais fortes, criam um microclima favorável, armazenam um grande volume de água e aumentam a umidade atmosférica. E o que é fantástico: abafam os ruídos! Quem vive em uma metrópole sabe do que estou falando. Alguns tipos de árvores conseguem armazenar até 20 toneladas de dióxido de carbono ao longo da vida. Isso sim é um verdadeiro aspirador de CO - que em excesso na atmosfera evidencia as mudanças climáticas. Além do mais, espalham beleza de todos os tipos, tamanhos, espécies e cores! 

Os líquens crescem felizes em um bosque urbano,  e ainda alimentam as árvores crianças ao redor, vivendo em paz, como uma verdadeira comunidade. A pele da árvore, disfarçada de "casca grossa", a protege das tempestades, sol forte, mantendo a seiva e a água interior intactas


A grandiosidade de um Ipê em flor é algo impossível de descrever, basta admirar sob o céu azul num dia fresco de inverno...


Quando o Ipê Rosa `chora`, suas lágrimas caem no chão, formando um tapete por onde andamos. Mais um dia feliz!!!


quarta-feira, 19 de junho de 2019

Por que estamos aqui?


                                        

Penso que muitas vezes desperdiçamos coisas ou momentos que, a princípio, parecem insignificantes em nossas vidas. Outras vezes deixamos, sem querer, de fazer algo que pode ser muito importante para outras pessoas. Digo isso porque algumas pessoas vão embora cedo dessa vida e quase nada aprenderam ou vivenciaram. É preciso abrir os olhos um pouco mais e enxergar o que está ao redor..... pode não ser muito, mas muitas vezes é o bastante!

Sou fã do antropólogo espanhol Juan Luis Arsuaga, que disse uma vez:
"A vida não pode ser trabalhar a semana inteira e ir ao supermercado no sábado. Não pode ser assim. Essa vida não é humana. Deve haver algo mais, mas aqui, nessa vida. E essa outra coisa se chama cultura. É a música, a poesia, a natureza, a beleza.... É o que se deve apreciar e aproveitar porque, caso contrário, isso é uma merda. Todos devem se perguntar 'por que estamos aqui?' A vida e a história humana têm que ter um sentido. "


sábado, 8 de junho de 2019

As belezas do inexplicável

Praia de Ipanema numa tarde azul

A simples beleza que salta aos olhos, independente de onde esteja, ou quais dificuldades encontre. Aprender a olhar através, apesar de, é essencial para viver em paz. Muitos se foram, outros virão, nós permanecemos (por enquanto) nesse mundo. Tudo muda com o tempo, com as mudanças do clima, com as decisões do homem, com a natureza. Olhar adiante, ao redor, perceber os detalhes por vezes escondidos, nos faz sentir vivos. Como chegamos até aqui é um mistério, como construimos tudo isso em tão pouco tempo, como o gênero "Homo" se desenvolveu mil vezes mais rápido que qualquer outro no planeta Terra é algo que os cientistas ainda batem os neurônios para descobrir. Enquanto isso...... Seguimos administrando nossa própria história, felizes por existir, e admirando a simples beleza do inexplicável! 

O Coliseu, com quase 2.000 anos de história, foi construído em cima do lago da casa de Nero e está aí até hoje!


O Mosteiro dos Jerónimos, às margens do rio Tejo, foi construído no século XVI. Serviu como local de vigília à grandes navegadores, como Álvares Cabral, antes de se aventurarem pelos mares para descobrir novas terras.


O Corcovado visto do Jardim Botânico, beleza única!



Como explicar que um barco de "totora" (espécie de junco que cresce no lago Titicaca, Bolívia), consegue navegar por lagos e oceanos desde o império Inca?


segunda-feira, 22 de abril de 2019

Biodiversidade sim!


Aceitar os refugiados no mundo todo é uma questão não só de humanidade, mas de empatia pelo outro, mesmo que seja diferente de você. As diferenças nos fazem crescer. A uniformidade não. Tanto a uniformidade de pensamento como a uniformidade de ideias e pessoas só nos fazem ficar estagnados, no tempo e no espaço, indiferentes. Sempre prezo pela biodiversidade, vivo no meio dela, faz parte da minha formação. A vida corre o tempo todo, e o planeta é feito de infinitas formas de se viver nele, concorde ou não. O problema do mundo, das guerras, das ideologias absurdas e fanatismos não são os refugiados ou ideias contrárias a sua, mas sim a sociedade que construimos que não está preparada para receber pessoas diferentes.
Nenhum de nós é uma ilha, e podemos construir o futuro juntos!

Crianças refugiadas do Congo entram no mar pela primeira vez na vida na praia de Copacabana no Rio.

sábado, 16 de março de 2019

calor X inspiração




Olhando pela janela afora, clamo pelo luar. Para que ele traga um pouco de frescura e inspiração para minha caneta riscar o papel. Uma música talvez. Mas o calor lá fora e aqui dentro parece não deixar. Me sinto como se estivesse rastejando no meio do Saara, implorando a um beduíno um copo de gelo. Um tanto quanto impossível, mas não menos inspirador que Lawrence da Arábia  - um explorador daquelas terras áridas que lutou com os beduínos, em favor da Inglaterra. Como se não bastasse ter nascido em pleno verão em um Rio 40 graus... Sempre tive o calor batendo a minha porta. Será a menopausa? Mas vamos combinar, essas mudanças climáticas já estão passando do limite! Andando pela rua, logo invento de entrar numa loja com ar condicionado no mínimo grau. Olho uma roupa aqui, outra ali, pergunto do tecido, dou palpite sobre a estampa de outra cliente, falo de música, de política. Aliviada, vou embora feliz. Logo depois já estou dentro de uma sorveteria - qualquer sabor, por favor! Sim, tem dias que sou uma calota polar em extinção pelo aquecimento global. Agora sim, a lua vem surgindo, meio escondida entre nuvens gigantes. Esperançosa, sinto um leve cheiro de chuva no ar... Anunciando, finalmente, o fim do verão...... e o início da minha inspiração!!!
 


domingo, 3 de fevereiro de 2019

Um outro mundo!

 

O mundo marinho sempre foi e sempre será fascinante para mim. Um lugar que eu realmente gostaria de morar, me mudaria agora se isso fosse possível! Com sua estrutura tridimensional, seres encantadores, gigantes ou minúsculos. Um mundo onde nem um quinto é conhecido até hoje! Pequeninos seres planctônicos, que vivem na coluna d'água e fazem fotossíntese, são amigos pra vida toda, pois liberam enormes quantidades de oxigênio atmosférico, garantindo nossa sobrevivência aqui na Terra. Além disso eles servem de alimento para o zooplancton, como o pequeno crustáceo Krill, prato preferido das grandes baleias Jubarte e Franca. Ou seja, é uma imensa cadeia viva num espaço 300 vezes maior que o ambiente terrestre. Um mundo rico, cheio de vida e cor, que impressiona até quem mergulha a poucos metros de profundidade. Faz  tempo que não mergulho com cilindro, mas ainda assim sinto-me hipnotizada quando nado no mar, ainda que raso ou perto de ilhas...

 
Por isso me causa uma tristeza sem tamanho a falta de sensibilidade e até pouco caso com os oceanos em geral. Junto com os eventos climáticos extremos, é evidente a magnitude dos potenciais impactos nos ecossistemas marinhos. Desde indústrias químicas e mineradoras que deixam seus rejeitos correrem pelos rios até o mar, até pessoas comuns que vão passar o verão na praia e deixam um rastro de destruição para traz: garrafas pet, canudos, copos e sacos plásticos.É tudo igual, não há diferença, são fontes potenciais de poluição! É preciso ter o mínimo de conhecimento (muitos ainda têm!)  e bastante amor à vida para mudar este cenário. Diminuir o uso de carros na cidade já ajuda a não emitir CO2 na atmosfera, contribuindo p/ o aquecimento global e aumentando o nível dos mares. Esses impactos causam mudanças na saúde dos oceanos, como  acidificação e menos oxigenação nas águas. Cidades costeiras correm maior risco de inundações com as tempestades tropicais cada vez mais intensas. A produtividade agrícola pode reduzir radicalmente nas regiões mais afetadas, tanto pelo aumento das chuvas nas latitudes médias quanto maiores períodos de seca em zonas sub tropicais. Ainda, a saúde humana é ameaçada pela propagação de vírus, doenças e patógenos pelas águas mais quentes. Apesar do ambiente marinho ser muito maior que o terrestre, não podemos diminuí-lo ao ponto de torná-lo insignificante, precisamos mantê-lo vivo agora e também para as futuras gerações.

 


O mundo marinho é tão belo e tão vívido que desperta paixões e nos enche de energia, basta molhar os pés na praia e pronto, já se sente contagiado! O eterno mergulhador francês Jacques Mayol , conhecido como o homem golfinho, já sabia disso há muito tempo quando disse - "O mais difícil é quando você está lá embaixo:  você precisa de um bom motivo para voltar à superfície".