Meus amigos pesquisadores utilizavam este barco feito de metal e madeira para subir o rio Cahy ainda com o dia claro. A poucos quilômetros dali o rio deságua no mar.
O tempo em que passei em Natal, no Rio Grande do Norte, tive que experimentar o que é sentir o vento do mar batendo em você em cima de uma jangada. É bem legal! Por várias vezes tive a impressão de que aquele frágil barquinho iria virar ali mesmo. Que nada, aqui estou!
Rio Araguaia às 5:30 da manhã. O sol começando a despontar no horizonte e nós já estávamos de pé. Porque ali é assim, é preciso acordar antes dos mosquitos, e ainda tem que se proteger com roupas apropriadas, senão você vira um prato cheio!
Tive que pegar esta escuna para atravessar de Arraial D'Ajuda para Porto Seguro, depois de uma caminhada de uma semana pelas praias do sul da Bahia. Enfim uma pousada com um bom café da manhã para repor as energias!!!
Estávamos nesta escuna a caminho de Abrolhos, arquipélago a 38 milhas náuticas da costa da Bahia, para fazer a pesquisa rotineira com as baleias que frequentam aquela região no meio do ano. Ficamos em alto mar coletando material para pesquisa, como amostras de DNA, fazendo fotoidentificação, e tudo isso regado a muita emoção!
30 de setembro foi o dia mundial da navegação.Desde que o homem saíu da Pré-História, começou a procurar locais próximos aos grandes rios para morar e produzir seu sustento. Com isso, teve que aprender maneiras de navegar por esses rios até o mares. Tantas histórias surgiram depois....Como não me lembrar das várias embarcações, rios e mares por onde andei (naveguei)? Singrando pela vida, mergulhando com as ondas, aprendendo com o tempo....a vida vai seguindo seu curso. E aqui um pouco de Fernando Pessoa, que ainda me faz navegar:






