viagens ecológicas e culturais, opiniões e artigos sobre meio ambiente e a natureza humana, ideias e devaneios...
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Brasília, a terra prometida?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Mamãe Noel
Mamãe pinguin e sua família feliz num dia branco de verão antártico. Ainda bem que lá não tem shopping center! Já pensou o que esses pequeninos pinguins iriam querer de natal? No mínimo, um pacote congelado de lulas e camarões fresquinhos embrulhado para presente!!!Sou uma apaixonada pelas músicas de natal nesta época do ano, especialmente as instrumentais ou as óperas! Deixo aqui um pouco de Andrea Bocelli e seu "White Christmas". Mas este mês de natal é uma correria...Nos shoppings, uma loucura só, tem que tirar sua paciência lá do fundo do baú, senão é melhor ficar em casa. Eu, que não sou mãe, vejo as mamães de carteirinha de um lado para o outro tentando, em vão, segurar seus pimpolhos em meio a tantos brinquedos nas vitrines......Foi num dia desses que me lembrei de uma crônica de Marta Medeiros, a qual vou transcrever aqui uma parte. Divirtam-se nas compras...e que venha o ano novo!!! " Sabe porque Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Quem vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Quem toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marron depois que conheceu o azul marinho? Quem andaria num trenó puxado por renas, sem ar condicionado, direção hidráulica e air-bag? Quem pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe!......Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado? Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem deveriam acreditar mais."
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
E assim termina a caminhada
Num dia lindo como este, que tal parar num lago azul formado pela maré e usar a água como espelho?
Trancoso já dá saudades! Suas casinhas multicoloridas convidam ao encontro com a "baianidade". Ali pude provar o mais delicioso sorvete de iogurte natural com mel silvestre, granola e calda de hortelã, e inúmeros passarinhos ao redor curiosos querendo provar também!
E no meio do caminho tinha uma praia linda, águas transparentes, conchinhas brilhantes ao sol e uma canoa: Itaquena é o seu nome!!!
Mais uma praia deserta, e a lua já ía despontando lá longe. Vale lembrar que praia assim, só mesmo na baixa temporada!
A caminho de Curuípe uma praia cheia de pedras negras lindas! Fiquei na dúvida sobre sua formação, pena que as pedras não falam...
Curuípe vista de cima, não parece um paraíso perdido?
Ao longe já se vê Trancoso. Mais uma boa caminhada na areia branquinha...e quente!
Pegamos uma carona nesta escuna para chegar a Porto Seguro.
Porto Seguro tem de tudo um pouco, bolsas de palha, carrancas de madeira e indiozinhos querendo te vender qualquer coisa o tempo todo! sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Ser carioca...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
E o trekking continua...
Na despedida de Corumbau, nada melhor do que parar num restaurante bem simples e típico do lugar, com estacionamento de "jegue" na porta, e tomar uma, duas, três águas de coco bem geladas! Eis aí nosso combustível para continuar a caminhada...
As águas cristalinas de Corumbau, o azul do céu e mar e suas areias branquinhas.....nenhuma foto consegue mostrar, só mesmo estando lá, ao vivo e à cores!!!
Final do dia e já estamos em Corumbau, ufa! Dormimos em uma pousada bem simples nesta praia. No dia seguinte o céu e o mar estavam estupidamente azuis!
Logo na entrada da aldeia, uma indiazinha nos recebe toda sorridente oferecendo colares de semente de Pau-Brasil. Sua carinha redonda e seu jeito tímido nos encantou!
É claro que antes de partir da aldeia rolou muita troca de bonés, cintos, camisetas. Eu acabei trocando meu chapéu de pano branco por um prato e um garfo feitos de Pau-Brasil.
Uma pausa para conversar com o cacique e ouvir suas histórias, reclamações da FUNAI, do governo.....mas também sua vida, a caça, os peixes...
Aqui já estamos quase chegando a Corumbau. O sul da Bahia é pontilhado de rios, todos desesperados para chegar até o mar!
Uma pausa para descanso bem no alto, enquanto lá embaixo a maré desce lentamente...
Na hora de ir embora de Caraíva, onde está o barco? Pronto, mais um banho de rio! Tivemos que atravessar com a água pela cintura, driblando a correnteza e levantando a mochila com as mãos!
As casinhas de Caraiva são bem coloridas e pintadas com artesanato local, usando folhas de coqueiro, palha de coco e cola feita com cores da areia do lugar.sábado, 20 de novembro de 2010
Trekking pela Costa do Descobrimento
O verão é sempre uma boa época para viajar assim, ainda mais quando se tem o mar como aliado e companheiro o tempo todo!!!
Aqui estamos para registrar o marco do descobrimento do Brasil na barra do rio Cahy, chic, não! Mas sempre digo aos quatro ventos, que quem descobriu o Brasil foram os nossos queridos índios, que aqui já viviam, caçavam e amavam esta terra!!!
A Fazenda da Barra do Cahy fica lá no alto. Tirei esta foto do outro lado do rio, já pronta para atravessar de barco e ir tomar um café com o pessoal que nos recebeu. A fazenda fica dentro do Parque Nacional do Descobrimento. Lugar fantástico!
As falésias vermelhas são pinceladas por todo o sul da Bahia. Quando a água sobe, temos que passar por cima delas, o que não é nenhum sacrifício, pois a visão é simplesmente estonteante!!!
Sentar neste banquinho e observar ao longe o rio se encontrando com o mar....melhor coisa não há!
O rio Cahy e sua forte correnteza. Atravessei nadando para o outro lado, onde estava a cruz do descobrimento. Na volta, com a maré cheia, tive que usar o barquinho de madeira!
O saudoso píer ao longe......o mar agora o quer de volta!
O píer de Cumuruxatiba já funcionou nos áureos tempos, quando se exportava areia monazítica, mas hoje está sendo levado aos poucos pelo mar...
Uma pequena lagoa, a praia do Cahy e um quiosque, onde se pode provar um delicioso camarão feito na hora e se refrescar à vontade com água de coco!
Aqui estamos no alto da Fazenda da Barra do Cahy, ao longe se avista o rio Cahy e a cruz do marco do descobrimento.
A praia de Cumurú é tão calma, que se ficar ali alguns minutos dá até sono! Este barco de madeira é feito pelos índios Pataxo e são usados para atravessar os vários rios que deságuam no mar na maré cheia. Quando atravessei o rio Cahy, foi um indiozinho de um lado com o remo e eu do outro (mais um, e o barco viraria, he he!)
A Praia do Moreira parece mais uma visão surreal! Principalmente quando se vislumbra a paisagem depois de se desvencilhar do mato e dos coqueiros. Mas ali merece um cuidado especial, pois tem corais no fundo que enganam muita gente quando submersos. Na maré baixa forma pequenas piscinas naturais com aquela cor azul "piscina", ou será "mar"?!
Maré baixa, sinal de pedras e corais à vista, cuidado! Passamos ao lado de uma falésia com várias cores que contam sua passagem pelo tempo.
Saindo de Prado pela areia já encontramos as primeiras falésias, e a maré já subindo, temos que ir por cima agora...
Começamos a caminhada com o sol nascendo e a maré bem baixa. Uma boa dica é evitar os horários de pico do sol. 
