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sábado, 6 de setembro de 2014

As lagunas bolivianas


Um dos lugares mais espetaculares da terra, sem dúvida, fica na Bolívia. Os salares bolivianos são superfícies de puro sal que se juntaram à neve derretida dos Andes em grandes depressões geológicas para formar uma paisagem única!

Das seis espécies de flamingos existentes no mundo, três estão nesta região da Bolívia.

O Salar Uyuni é um imenso deserto branco muito visitado por pessoas que querem ter a sensação de "estar em outro planeta". Aliás, ele pode até ser visto do espaço. E sua planície de sal é tão reflexiva que é usada para calibrar satélites, já pensou! Quando estive na Bolívia, fiquei na parte oeste do país, entre La Paz e o Titicaca. Os salares estão mais ao sul, em Potosi, perto da divisa com o Chile. Lá eu soube que esta maravilha da natureza, com seus flamingos viajantes, lagunas coloridas e um imenso céu azul tem também uma das maiores riquezas energéticas deste planeta. Afinal, metade das reservas de lítio conhecidas no mundo estão ali. Tamanha riqueza não é para menos, suas formações rochosas e poços vulcânicos remontam a época de formação da Terra. No inverno, o azul intenso do céu contrasta com o alvo brilhante da crosta de sal. Dizem que para chegar neste lugar incrível é só seguir o infinito, ir até o finzinho dele, onde o azul do céu encontra o azul da laguna (ou quem sabe o contrário?). Mas aí surge a dúvida: será que lá tem sinal de internet? Uma lojinha? Dessas de souvenir? Um restaurante seria pedir muito, não? E banheiro, será que tem? Duvido!!! Ok, sem internet eu sobrevivo bem, mas sem banheiro........ Epa, cadê a política do desapego? É nessas horas que bate na minha consciência a memória dos velhos tempos de mochileira engajada em questões ambientais. Para quem teve que dormir em rede no mato para escapar dos mosquitos (iguais a um avião monomotor), ou tomou banho em rio cheio de piranha e jacaré em tempo recorde, isso aí é um grão de areia no oceano! Bom, pelo menos lá não rola claustrofobia, já que o lugar é tão amplo quanto o próprio infinito, e isso já me dá um certo alívio!

A Laguna Celeste é um dos inúmeros lagos do salar Uyuni de deixar qualquer um de queixo caído!

Um lago vermelho rodeado por uma aridez extrema está situado dentro de uma reserva ambiental andina. A Laguna Colorada tem essa cor graças a algas minúsculas que liberam caroteno, como um meio de se proteger da forte radiação local (foto: nexttrip) 

Assim são os lugares de sonho, parece que alguém pegou papel e tinta guache e saiu pintando tudo ao redor ... (foto: guimendesthomaz)

A grande laguna Canapa é o ambiente perfeito para flamingos vermelhos, que devem saber muito bem o valor de um spa a céu aberto!

Os montes de sal formam uma imagem surreal, não sei se o caminhão está flutuando na água, andando na estrada ou simplesmente voando... Quando há névoa, o efeito "white out" no horizonte faz tudo desaparecer, tornando impossível diferenciar céu e terra.

Este é o caminho para se chegar ao infinito.......Uyuni (foto: vida&energia)

O clube andino Chacaltaya é a pista de esqui mais alta do mundo, agora desativada. Em dias de céu limpo dá para ver ao longe o lago Titicaca e La Paz! (foto: Itamarjapa)

No alto de uma montanha, La Paz ficou lá atrás. Mas não meus pensamentos, que teimam em ficar enfumaçados de vez em quando. Minha memória é boa, e nenhum Alzheimer vai me tirar essas bons momentos. E tenho dito!


domingo, 31 de agosto de 2014

Pequenos instantes - Rio

Na entrada do MAR - Museu de Arte do Rio - tem uma miniatura de favela super colorida e toda feita de tijolos!

Como é bom andar por lugares........todos os lugares, conhecidos ou não! Pois cada dia é diferente e sempre é possível ver algo que não vimos antes. Essa imobilidade das coisas que nos rodeiam as vezes tomam nosso pensamento. Mas tento não me deixar contaminar. Afinal o mundo não para de girar e por isso precisamos aproveitar cada instante. Procurar conhecer o desconhecido e até mesmo descobrir mais um pouco do que já se conhece. Empreender em você mesmo, fazer do inusitado uma grande aventura! Explorar mais o que já foi explorado, sair da mesmice do dia a dia. Ver tudo de outro jeito. A vida pode ser vista por vários ângulos, que alívio! Sim, podem ser apenas pequenos instantes.... Mas quem disse que o valor das coisas está no tempo que elas duram? A intensidade de cada minuto é tudo!

 A feirinha de antiguidades na Praça XV no sábado é uma loucura! No meio de toda aquela 'bagunça organizada' é possível encontrar coisas do arco da velha!

Do terraço do Museu de Arte do Rio - MAR - se vê ao longe a Baía de Guanabara e a ponte Rio-Niterói

O pátio do Paço Imperial. Ali foram descobertas recentemente peças da época do império durante escavações arqueológicas.

No terceiro domingo de cada mês uma boa pedida é assistir ao vivo a apresentação de uma banda militar no Forte de Copacabana, com entrada franca! E de quebra, se deliciar com as guloseimas da Confeitaria Colombo, bem ao lado!

A praia de Copacabana ainda atrai todas as bandeiras do mundo! Caminhar por seus 4 km de areia numa manhã de céu azul é tudo de bom!

Num breve olhar é possível ver o azul brilhar no alto do terraço do MAR, com seu teto ondulado como as ondas do mar...

Como não se apaixonar por Ipanema???? Sua imensidão vista a partir da Pedra do Arpoador é impressionante a qualquer hora do dia.... Os vários tons de azul de céu e mar emolduram uma pintura perfeita...

...E quando o por do sol pincela suas areias numa mistura de prata e dourado.......faz qualquer poeta escrever um livro inteiro num dia assim.....

A Biblioteca Parque Estadual, no Campo de Santana, existe no mesmo lugar desde 1853 quando Dom Pedro II a inaugurou. Mas foi totalmente modernizada em 2014 e hoje abriga também teatro, atividades culturais e exposições. 

E aqui me despeço dentro da Biblioteca multicultural, me inspirando cada vez mais!!!




domingo, 24 de agosto de 2014

Nas águas do Nilo

Não, eu não naveguei pelo rio Nilo, infelizmente.... Escrevo num dia de folga, quando os pensamentos voam longe, longe até demais, ao ponto de aterrissarem no continente africano. Rolou uma certa melancolia dos tempos de criança, em que eu sempre dizia que quando crescesse queria morar na África! Enfim, o sonho infantil não se realizou, até porque a África que habita meu imaginário hoje é outra, um tanto quanto complicada...

Rio Nilo, por onde passaram grandes navegadores e também exploradores do continente africano.

Então minhas memórias borbulham dentro de mim e me vem à cabeça o rio Nilo. Majestoso, cheio de histórias e aventuras, desafiando grandes expedições em busca de sua verdadeira nascente. Sou do tipo de pessoa de alma aventureira, mas entregue ao mundo real, o verdadeiro. Talvez, se eu vivesse em 1858, tivesse explorado o coração da África, subindo rio acima junto com os exploradores ingleses Richard Burton e John Speke até a 1º descoberta da nascente do rio Nilo. Teria enfrentado leões, tribos guerreiras, canibais, um calor de 50ºC e malária. E lá se foram anos até  descobrirem que a verdadeira nascente do rio não era no lago Vitória (em Uganda) e sim no alto das montanhas de Ruanda, no meio da floresta habitada por gorilas. Bem mais instigante, não! É, mas para conseguir subir todo o rio Nilo de barco eu teria que levar no mínimo um bom estoque de Dramin, caso as curvas do rio fossem tão tortuosas como certas estradas por onde andei! Pensando bem, seria melhor seguir por terra, pisando em lama, desviando de galhos cheios de espinhos, seguindo o barulho da água e sempre em direção oposta às pegadas de qualquer felino! Sim, este ambiente me atrai.

Meu olhar sobre a África continua terno, porém não mais sonhador. E apesar da alma inquieta, hoje só consigo ser eu mesma. A dura realidade de muitos países africanos me dói o coração. Essa visão "eurocêntrica" que persistiu por séculos trouxe uma imagem inferiorizada da África, como se todo o continente fosse um local essencialmente tribal, pobre, imerso na barbárie e implorando para ser 'civilizado'. Muitas nações usaram esse argumento para justificar a colonização de países africanos. Para eles a África era um continente muito longe do progresso que a humanidade estava seguindo. Por isso viraram-lhe as costas, mas não sem antes arrancarem todas as suas riquezas. Ajudar a região a se desenvolver e ter uma melhor qualidade de vida? Não, isso não estava nos planos deles.
Hoje seria preciso redescobrir a África, afinal somos todos herdeiros da identidade africana! Ali, nas águas do Nilo, sob terras flamejantes de guerras, desertos, monumentos e tempestades de areia está a história da sociedade inteira!

Homens da comunidade Khomani San fazendo passos tradicionais de sua cultura no deserto de Kalahari.

Criança perto da uma manada de dromedários de sua família na República Democrática do Congo

Crianças do Zimbawe, que fica na Africa Austral. Região coberta de savanas que no século XIX foi colonizada pelos ingleses, que tinham como objetivo explorar a mineração local (foto FP-AP)

A beleza do povo africana não tem igual no mundo!



domingo, 10 de agosto de 2014

Superar limites...........para quê?

Sempre tive um carinho muito especial pelas montanhas, assim como os oceanos. Pois nasci no meio dos dois - o Rio é assim! Olhar e admirar o topo de uma montanha te faz querer alcançá-la? Eu não. Tenho outros objetivos, em terra firme mesmo, que preciso me esforçar mais!
Essa ânsia do ser humano de tentar extrapolar os limites acaba, muitas vezes, destruindo a natureza. O Monte Everest é um exemplo triste disso. A montanha mais alta do mundo sempre foi considerada um troféu para montanhistas e outros 'aventureiros' pelo mundo. Infelizmente, hoje se tornou um símbolo de tudo o que há de errado nesse tipo de turismo. A maioria das pessoas que lá sobem, pagam uma fortuna a excursões para estar lá, muitas vezes sem treinamento algum! É claro que vários conseguem alcançar o cume. Hoje não é algo assim tão impensável. Mas outros tantos ficam pelo caminho e jamais voltam às suas famílias, tornando-se múmias congeladas no gelo eterno. Sem falar em todo o lixo, e também dos dejetos humanos que são deixados pelas trilhas na montanha.

É óbvio que há algo de errado nisso! O ser humano precisa entender que não basta chegar ao cume. Tem que ter respeito pela montanha. Tomar atitudes sensatas, como diminuir o número de pessoas, evitar congestionamentos e ao mesmo tempo a quantidade de lixo. Bem simples!

Engraçado, nunca tive essa vontade tresloucada de quebrar barreiras e passar dos limites. Mas muita gente é assim. É a tal história : o céu é o limite, mas se pudermos ultrapassá-lo.... O ser humano quer sempre ir mais longe. Onde estamos nunca é o bastante. Ficar em frente à televisão por menos de meia hora já é o suficiente para nos sentirmos a última das criaturas na face da Terra, um mísero ser que não serve nem para estampar propaganda em uma lata de refrigerante! Todo comercial ou programa de TV diz o tempo todo na sua cara: Supere seus limites! Poxa, dá licença que o limite é meu!!! Muitos se frustram e acabam sofrendo por não conseguirem atingir tais metas inalcançáveis. Que besteira! Mesmo porque essas "metas" (que na verdade não são suas) são absolutamente desnecessárias. Cada um tem seu limite e é bom respeitá-lo. Esse respeito devemos levar ao longo de nossas vidas e também com o ambiente que nos cerca. Afinal, cuidar do planeta não é algo, digamos, especial, ou mesmo sagrado, santo. É como cuidar de nossa casa. Temos que manter a casa em ordem para que possamos ali viver, não é!? E já que, por enquanto, não podemos ir para outros planetas...... o que nos resta é esse aqui mesmo. Então, o melhor é respeitar os limites que "as montanhas" nos impõe nessa vida procurar ser feliz assim!

O pôr do sol no topo da montanha é tão poderoso que parece ouro!




Li certa vez na National Geographic Society que a quantidade de pessoas que querem subir o Everest é tão assustadora que mais parece um congestionamento no fim do dia em uma grande avenida de uma cidade como São Paulo, uma loucura!






Nunca quis chegar ao topo do Everest, nunquinha! Ele estará sempre lá, belo e imponente e não está nem aí para a minha presença! Mas sempre onde houver uma montanha mais alta, vai ter alguém para transpor seus limites. Só que nem sempre mudar de planos no meio do caminho significa que você é uma pessoa indecisa. Aliás, pode evitar desastres monumentais, e até mesmo garantir sua vitória depois. E o melhor é que você nem precisa ultrapassar seu limite. Uma pessoa sensata saberá o que fazer na hora certa. Ultrapassar limites incalculáveis? Melhor deixar isso para um super herói qualquer....





domingo, 27 de julho de 2014

Caminhando...

Certas paisagens se mostram para mim como algo incrivelmente lindo e fora deste mundo! Às vezes são como quadros emoldurados, com pinceladas de verdes, azuis e uma variação de dourados e marrons. Quando ando por um lugar assim, costumo me perder em pensamentos. Afinal, 24 horas viram 48 fácil, fácil. Já fiz muito trekking por trilhas tortuosas, praias, estradas de terra e montanhas. Costumava ser mais destemida e precisava me esforçar muito para ter medo de alguma coisa! Hoje sou tecnicamente mais segura e essas caminhadas acontecem menos ainda. E elas realmente são uma injeção de energia para o corpo e a alma. Numa boa caminhada, a vida passa como um filme, repetidas vezes (e o bom é que dá para você pausar, voltar atrás ou adiantar horrores!). É como se você estivesse olhando de fora e ... eureka! Todas as soluções aparecem, assim do nada! Por isso sempre ando com um papel e caneta no bolso, assim consigo anotar esses insights na hora. Podem servir para alguma coisa depois, nunca se sabe... 

Deixo aqui imagens "emolduradas" de alguns parques americanos (que ainda não andei) para servir de estímulo aos caminhantes! Devo confessar que esses americanos sabem muito bem como cuidar de suas reservas ambientais. Neste ponto, sou obrigada a tirar o chapéu para eles!

 Bryce Canyon Park é um dos menores parques das Américas, mas nem por isso menos visitado. Fica em Utha e é famoso por suas formações geológicas chamadas "hoodoos". O que se vê hoje é o resultado do trabalho da erosão da água, gelo e outras intempéries sobre o que já foi um antigo lago.

Death Valley. O Vale da Morte é uma árida depressão ao norte do deserto de Mojave, no ponto mais baixo, seco e quente dos EUA. Seu verão chega fácil a 50ºC! Ali acontece um fenômeno peculiar: no leito seco do rio por vezes pedras de 300 kg movem-se alguns metros de noite, deixando trilhas na areia que provam isso. Ninguém nunca viu acontecer, e os cientistas se esforçam para descobrir.

Mount Rainier Park é visto a partir de Seatlle, principalmente seu monte vulcânico coberto de neve (neves eternas, segundo o povo das montanhas!). Esta incrível área é cheia de prados alpinos, florestas, riachos, cascatas e trilhas preservadas, que fazem conjunto com as inúmeras flores silvestres, deixando qualquer caminhante de  boca aberta!

Petrified Forest Park. Na região sul do parque há uma das maiores concentrações de madeira petrificada do mundo. Aqui, pedaços de jaspe e ágata misturam-se a outros pedaços menores que brilham ao sol, parecendo joias gigantes. A floresta petrificada é formada por grandes árvores mineralizadas que viveram há 220 milhões de anos!

Yellowstone nada mais é que o parque  nacional mais antigo do mundo! Simples assim. Uma das razões para criá-lo é que ali há grandes concentrações de gêiseres, com suas explosões de águas termais, além de seus lagos policromáticos (com cores vibrantes) resultado das bactérias que se multiplicam ao seu redor!

Theodore Roosevelt Park. Neste parque, que fica no norte de Dakota, as rochas mais se parecem bolas de canhão, formadas por milhões de anos de atividades vulcânicas. Quando Roosevelt pisou aqui pela primeira vez, ele tinha apenas 24 anos e só pensava em atirar num bisão. Conseguiu enfim. Mas, dizem, depois disso ele se apaixonou pelo lugar e passou a respeitá-lo e protegê-lo. Ufa!



 


terça-feira, 22 de julho de 2014

Os recifes caribenhos

Uau, Parece mesmo um paraíso para quem mergulha nas águas do Caribe! O que ninguém imagina é que há poucas décadas esses recifes de corais eram muito mais exuberantes e coloridos. Os corais estão morrendo aos poucos a cada ano. As causas são as mesmas de sempre: pesca irregular de todos os tipos de peixe (que mantinham as algas sob controle), excesso de população na zona costeira gerando poluição e introdução de novas doenças. É claro  que as mudanças climáticas também colaboram com isso, mas ultimamente esses outros fatores têm sido mais relevantes na destruição dos corais. 



O fato é que tudo que é em excesso não é bom, e também não adianta ficar só botando a culpa no aquecimento global para os danos nos mares! Acho que faltam decisões inteligentes das nações caribenhas para reverter essa destruição. Se nada for feito agora, em menos de 20 anos grande parte dos corais do Caribe podem simplesmente desaparecer. Então adeus turismo! É preciso controlar esse aumento explosivo do turismo na região para diminuir o estresse no ambiente. Tudo pode ser aproveitado, mas vamos com cautela! Outro coisa é que as algas crescem muito mais rápido que os corais, e além disso se tornam mais "férteis" com a poluição marinha. Uma saída seria repovoar os recifes com peixes comedores de algas (como o peixe papagaio) e ouriços, pois só eles conseguem mantê-las sob controle. No Caribe os únicos lugares onde ainda é possível ver corais saudáveis são aqueles com mais restrições efetivas, como as ilhas de Bermuda e Bonaire. A Jamaica está 'plantando' corais de crescimento rápido para repovoar áreas devastadas. É claro que opiniões descrentes sempre vão surgir, dizendo que só isso não vai adiantar nada e bla, bla, bla..... Mas, infelizmente, a situação é tão séria que cruzar os braços e não fazer nada certamente não é a melhor opção!

O peixe-papagaio come as algas e as cracas dos recifes e é fundamental para a sobrevivência dos corais no mar. Sua pesca é um crime! (foto: Jim Lyle)

Plantação de corais de crescimento rápido em águas caribenhas é uma "santa" ajuda para que esses seres marinhos não desapareçam da região (foto: ig.com)

                  




As esponjas reciclam os nutrientes do ambiente ao redor. Elas puxam  a água por meio de buracos em seus corpos e bombeiam o liquido nas células para extrair nutrientes. No dia seguinte elas apenas descartam as células mortas liberando material particulado "nutritivo" para pequenos animais que circulam pela área, como os crustáceos.                                                                       






Os corais vão enfraquecendo lentamente e tornando-se apenas esqueletos de carbonato de cálcio. Recifes de corais são como florestas submersas, só que não precisam ser derrubadas - como as florestas tropicais - para morrer. Imagine, mergulhar num lugar assim é como caminhar por um longo pasto, onde antes havia uma densa floresta Amazônica!

O Parque Nacional Marinho de Bonaire, ao sul do Caribe, é um dos lugares onde as rígidas restrições à pesca e medidas efetivas de proteção têm ajudado na recuperação dos lindos corais do Caribe! (foto: J.E.N.Veron)