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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Voando por aí - sem rumo em Roma!

Vista panorâmica do alto do Monte Palatino e um pedaço da  Roma antiga bem debaixo dos meu pés!

Fora tudo o que me impressionou nesta bela cidade, além dos magníficos monumentos, história, afrescos, pinturas, etc, foi a quantidade de gaivotas a voar por todo lado. Praticamente em todos os lugares, momentos e horas do dia. As vezes pareciam guias, sempre ao nosso lado como para dar uma dica preciosa do lugar. Diferente dos pombos, as gaivotas têm o voo mais belo e elegante, nada contra outros seres alados, hehe. Mas depois soube que há algum tempo as gaivotas têm sido um problema em Roma. Depois de uma infestação de ratos anos atrás, que interditou alguns dos pontos turísticos mais famosos de Roma, há 20 anos a população de gaivotas vem aumentando bastante. Claro que o problema é muito mais social e econômico que sanitário, pois elas costumam ser um pouco agressivas com crianças e ainda danificam monumentos de grande valor histórico cultural. Mas comigo foram até bem simpáticas  e ainda posaram para fotos!
Como toda cidade, também há gatos sorrateiros vagando por aí. Existe até uma associação que cuida e esteriliza os gatos para doação. Sei que na Roma antiga os bichanos eram adorados, tanto que soldados romanos usavam o símbolo do gato em seus escudos. Mas vi poucos deles. Acho que gatos e gaivotas não frequentam o mesmo ambiente, nem são tão amigos assim. Porém, andam e voam livres, leves e soltos pela Cidade Eterna!

Subindo as escadarias do monumento à Vittorio Emanuele, uma gaivota pousa para um rápido descanso

O gigantesco monumento dedicado a Vittorio Emanuele, o rei que unificou a Itália. Todo em mármore branco, foi construido em 1911 e sofreu várias críticas na época.

A caminho do Fórum Romano...

A beleza das estátuas romanas é de encher os olhos, e a pequenina gaivota aproveita para beber água direto da fonte


No céu azul do Vaticano são os pombos que dão o a r da graça, mas  na hora da foto.....sumiram todos, deixando os apóstolos sozinhos lá no alto!

Na Piazza Navona, a "Fontana dei Quattro Fiume" é ponto certo para pousos e decolagens de aves. Construída por Bernini em 1651 - representa os quatro rios mais importantes da época: Nilo, Danúbio, Ganges e Rio da Prata. Sem dúvida, a praça barroca mais bonita de Roma!

Cercada de história e com o Coliseu ao fundo, esta gaivota nada tímida ficou ali a tarde toda posando para fotos...


Uma vigília constante nas ruínas do Monte Palatino, uma das sete colinas de Roma e onde se deu a origem da civilização romana. Há resquícios de que ali já moravam pessoas há mil anos antes da era cristã! A lenda onde Rômulo e Remo foram encontrados em uma caverna por uma loba foi ali também. Sem dúvida, Roma é um livro de história a céu aberto.

Minha "guia de asas" me contou tudo isso


E por aqui eu andei...



quinta-feira, 21 de junho de 2018

A bela "Firenze" da Toscana

Vista da Piazzale Michelangelo, a cidade de Florença é um quadro perfeito da época do Renascimento!

A região da Toscana, uma das mais belas da Itália, é quase uma declaração de amor às artes e à beleza das paisagens. Foram dias longos de verão, essencialmente azuis, e especiais. Com o tempo curto, dedicação exclusiva à "Firenze", a capital medieval da Toscana. Saindo de Roma de trem, na estação Termini, em 1 hora e meia já estamos em Florença. Passando por paisagens verdes e cheias de ciprestes, característicos da região. Florença é simplesmente arrebatadora! Me sinto um pouco atordoada, recém chegada da tumultuada Roma, onde o dia parece ter 48 horas! Ufa, agora vou ter um pouco de paz! Que nada, pernas para que te quero! "Andiamo, andiamo", como dizem os italianos. De origem romana, Florença foi fundada em 59 a.C. Tão antiga que ao caminhar pela cidade senti como se estivesse passando por séculos de história, bem ali na minha frente. Originalmente era uma cidade etrusca. Foi então erguida pelos romanos como Florentia, sobre as cinzas do antigo assentamento etrusco. Durante séculos foi governada pelos Medici, família de banqueiros, apaixonada pelas artes, e por isso fazia questão de financiar grandes artistas da época. Por incrível que pareça a Toscana já pertenceu à coroa austríaca por um período, até ser anexada definitivamente ao recente reino da Itália, em meados dos anos 1700. Foi quando o povo toscano rebelou-se e obrigou Fernando lV a pedir asilo em Viena! Florença é também a cidade natal do famoso cineasta Franco Zeffirelli. Caminhando pelas estreitas ruas da cidade, enquanto tomava um gelato, comprei um jornal florentino para saber o que anda acontecendo fora do eixo turístico. Foi aí que soube da Fundação Zeffirelli, que estava com uma exposição de cinema e também dos "Angeli del Bello" - um grupo de estudantes do International Studies Institute - ISI Florence, que vêm de várias partes do mundo durante o ano acadêmico para ajudar na restauração de obras de arte e arquitetura espalhadas pela cidade. A Toscana e os fiorentinos em particular amam as artes, pois ali foi o berço do Renascimento e a terra de ninguém menos que Leonardo da Vinci e Michelângelo, além de Dante Alighuieri, Maquiavel e Botticelli. Nada mal, hein! E então, vamos viajar um pouco no tempo?

Uma das inúmeras paisagens da Toscana no caminho de trem de Roma à Florença

NA Piazza della Signoria, em frente ao Palazzo Vecchio, há uma  réplica em mármore de uma das esculturas  mais famosas do mundo, David de Michelângelo. Foi exatamente ali que ela ficou desde que foi esculpida até 1873, quando foi transferida para a Galeria Della Academia, só assim ela seria preservada das intempéries à céu aberto.

O Duomo, ou a catedral de Santa Maria del Fiore, é uma obra prima da Idade Média. Sua cúpula é uma das maiores da Europa, e pode ser vista de qualquer ponto da cidade, especialmente da Piazzale Michelângelo ao alto.

O Mercato Nuovo (ou Mercato del Porcellino), que não é nada novo, data de 1550! Porcellino é uma estátua de javali feita em bronze no sec. XVII, e é um dos símbolos de Florença. Dizem que se você esfregar o focinho do "porco", colocar uma moeda na boca dele e ela cair perto das patas do bichinho, seu retorno à Florença está garantido. Já pensando na volta, não custa nada tentar, não é?!

"il Porcellino"

Artistas estão por toda a parte, até no chão eles fazem pinturas dignas de um quadro na parede!!!








Perseu segura a cabeça de Medusa, esculpida em bronze pelo escritor e escultor renascentista Benvenuto Cellini, fica na Piazza Della Signoria








Pátio interno do Palazzo Vecchio, sede do governo de Florença e também abriga um museu. Construído sobre as ruínas de um palácio que havia pertencido à família Gibelino Uberti, que foi expulsa da cidade em 1266 por questões políticas - o que foi retratado por Dante Aliguieri em sua "Divina Comédia".
 Detalhes impressionantes nas colunas, paredes, teto, afrescos.....


Aulas de arte ao vivo e a cores do lado de fora da Galeria Uffisi, a caminho da Ponte Vecchio

Uma das estátuas de Pietá, de Michelângelo, ele fez algumas, sendo que a principal está dentro do Museu do Vaticano - retrata Jesus morto nos braços de Virgem Maria

Uma das obras mais icônicas de Michelângelo (assim como a Capela Sistina) - David, o gigante de Florença. Agora protegida dentro da Galleria dell'Accademia, no alto de seus 5,17 metros. De um realismo anatômico impecável, mostra o pequeno grande pastor que matou o gigante Golias.

Como sempre, uma fila aguardando para entrar na Galeria Della Academia para ver o David, de Michelângelo. Do lado de fora, um artista italiano respirando a arte que exala em Florença...

Andando pelas ruas estreitas do século XIII, entendo porque Florença foi um dos primeiros lugares inscritos na lista de Patrimônios Mundiais da Unesco. Ao fundo a catedral de Santa Maria del Fiore. E pensar que por essas ruas os Guelfos lutaram contra a nobreza na época medieval!

O Duomo é a construção mais bela, ao lado da antiga catedral de San Lorenzo, e nenhuma outra se destaca mais em toda Firenze! Feita de mosaicos branco, verde  vermelho, talvez seja um dos panoramas mais belos do velho continente!!!

Firenze e seu Duomo vistos do alto da Piazzale de Michelângelo. Há ônibus saindo da estação de trem que vai direto para a piazzale a cada 20 minutos, simplesmente imperdível!

O rio Arno contorna a cidade, e a Ponte Vecchio ao fundo emprestando à cidade seu ar medieval totalmente adaptado à realidade contemporânea! Arrivederci  amici!!!


domingo, 13 de maio de 2018

As ruas de La Paz e o Mercado das Bruxas


O que há de tão interessante na Bolívia? Praticamente TUDO! Não é um pais rico, embora tenha grandes fontes  de gás natural. Nos áureos tempos foi saqueado pelos espanhóis, que destruíram o que restou do Império Inca. 
Produz coca, é verdade, que é a base da cocaína, mas que também faz parte da cultura local mastigar suas folhas para anestesia e mal estar. Além disso, tem paisagens deslumbrantes! Não sei bem por que, mas tenho uma atração por culturas peculiares, que fogem do óbvio. Ao chegar ao hotel, já tem uma mesinha com chá de coca esperando, 24 horas disponível. Afinal, não é qualquer um que aguenta bater perna o dia inteiro em uma cidade que fica a 3.600 m de altitude sem sentir uma tonteira (é o mal de altitude). Confesso que só precisei mesmo do tal chazinho quando peguei um ônibus para o Lago Titicaca, a 4.000m de altitude. Quando também tive que mastigar uma folha de coca para passar o enjoo na estrada. Andando pelas ruas de La Paz você não corre o risco de se entediar, pois as coisas mudam o tempo todo na sua frente. Na parte mais baixa está o centro financeiro, com seus prédios modernos, consulados, carros importados, homens em seus ternos finos e mulheres de salto alto para lá e para cá. Depois as ruas vão ficando estreitas, muito mais coloridas, pessoas mais simples, as "cholas" sentadas nas calçadas vendendo artesanatos e também folhas secas de coca (tudo no peso). Muros pintados à mão, onde os bolivianos gostam de contar sua história. Ônibus coletivos que mais parecem ter saído dos filmes da década de 60, cuspindo fumaça e cantando pneu em cada curva. As "cholas" - mulheres de ascendência indígena com suas longas tranças, saias rodadas, chapéu coco e ponchos coloridos - são um ícone da Bolívia. Em qualquer outro lugar do mundo seriam consideradas exóticas, mas aqui são mulheres comuns, trabalhadoras, de cultura indígena, sem uma educação formal, muito tímidas e que não falam a sua língua (a maioria fala Quechua e Aymara). 
Em La Paz é possível ver claramente a mistura da colonização espanhola com a cultura indígena descendente dos Incas. Isso, a meu ver, já é de uma riqueza ímpar, e motivo mais que suficiente para querer conhecer em detalhes. As ruas são uma bagunça, o carros parecem ignorar completamente os sinais de trânsito.  Por isso escolhi percorrer tudo a pé e me enfiar por ruas e praças para conhecer a cidade. Atrás de uma avenida surge a longa e estreita "Calle de las Brujas", com seu famoso Mercado das Bruxas. Bem no centro histórico de La Paz, a rua das Bruxas tem de tudo o que você imagina e tudo que nem sonhava encontrar. Remédios indígenas para todo tipo de doença, artesanatos coloridos, choupas (casacos de lã de lhama ou alpaca), sementes medicinais, amuletos da sorte (comprei um para os estudos e um para a saúde), e o mais bizarro de todos: fetos abortados de lhama, já secos e empalhados! Fui pesquisar, e de acordo com a crença boliviana, as famílias fazem oferendas à Pachamama (Mãe Terra e deusa andina) e enterram o feto de lhama no solo de suas casas para proteção à família. Porém, eles dizem que só usam fetos de lhama abortados naturalmente (o que é comum por lá), pois se for de lhama sacrificada, perde o feitiço. Mas pela quantidade de fetos mumificados que vi.... será que todos morreram naturalmente?
 
Uma coisa é certa, eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!
Sempre digo que há algo de surreal nesta cidade, rica em cultura e pessoas interessantes, e que parece vigiada dia e noite pela imponente e bela Cordilheira dos Andes ao seu redor.....

"Tienda" na Calle de las Brujas, cheia de magias e fetos de lhama mumificados para proteção (?)

Muros pintados pelos bolivianos, orgulhosos em mostrar sua história pelas ruas de La Paz


Na Calle de Las Brujas há também muitos artesanatos feitos de lã de lhama ou alpaca (uma espécie de lhama pequena)



Igreja e convento de São Francisco, no centro histórico de La Paz


Um pouco perdida, o que ADORO, no meio da multidão no centro histórico de La Paz!!!



Sincronismo cultural no centro da cidade, uma "chola" e uma mãe com seu filho esperando o ônibus


Foi nesta tienda que a "chola" me vendeu os amuletos da sorte, já no final do Mercado das Bruxas

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Dias Felizes


Esta é realmente uma época bonita, outono nos trópicos, primavera no Hemisfério Norte... Sinal de que dias felizes virão! Solidão é coisa para quem mora lá longe, onde o vento faz a curva. Aqui não tem espaço, a felicidade entra batendo a porta, pisando firme, cheia de graça e humor. A vida tem dessas coisas, às vezes nos dá uma rasteira, mas também abre janelas. O bom é estar atenta e não deixar nada passar em branco. Num dia mais frio, uma pizza bem fininha com aquele sabor dos deuses tira qualquer um do sério. Que tal uma peça de teatro daquelas que há anos tem a plateia lotada, tipo "Morte acidental de um anarquista", de Dario Fo? Assistir "Radiohead" ao vivo em Sampa, fazendo uma de back vocal de longe é tudo de bom! Felicidade existe? Claro que sim, senão como aguentaríamos os outros dias do ano terrivelmente chatos?


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Os Bérberes de Marrocos


Um lugar de fábulas , Ali Babas, as mil e uma noites, comidas exóticas e artesanatos  multicoloridos que moram no imaginário de muita gente até hoje... Os Bérberes, também conhecidos por Imazighen (homens livres), já habitam a região há pelo menos 4 mil anos. Como povos autóctones do norte da África, se não fosse por eles, a rota comercial entre os árabes e a África Sub Saariana talvez nunca tivesse acontecido. A África como um todo, e não me canso de dizer, é um continente imenso, multifacetado e culturalmente rico. E como tudo que é 'muito' , tem lá os seus problemas, que não não são nada fáceis. Mas o povo Bérbere, tido como um dos mais antigos de toda a África, vem resistindo ao longo dos séculos bravamente com sua cultura diversa e crenças.
Muitos vivem no Marrocos, porta de entrada do Deserto do Saara. Os Bérberes se adaptaram ao rigor climático do deserto. Usando o camelo como o melhor "meio" de transporte da região, eles se tornaram ótimos transportadores e comerciantes, seguindo em longas caravanas por toda a região do Magreb (Argélia, Mauritânia e Marrocos). Mesmo sendo originalmente nômades, muitos se adaptaram ao longo dos anos e foram se fixando em terras perto de Oásis, onde podem plantar e também tecer seus maravilhosos tapetes milenares.. Outro vi em um documentário que a língua do povo Bérbere é uma das mais difíceis de seguir - a Tamazight - que inclui também 25 diferentes línguas e mais de 300 dialetos. Uma loucura total, não!!! Eles preferem viver em paz nas montanhas, longe das grandes cidades de Marrocos. No passado tiveram que lutar contra invasores como os Romanos, os Bizantinos e os Árabes. Hoje o Islamismo é a religião predominante, num manto misterioso e mágico ao mesmo tempo que envolve este país.  Apesar de todas as dificuldades, eles conseguiram manter a tradição de tecer seus tapetes marroquinos. Com uma beleza de detalhes impressionante, certos tapetes demoram de meses a anos para finalizar, e já eram usados em palácios e túmulos sagrados. Ainda hoje são de extrema importância no enxoval de uma noiva. 
Cada tribo ou família tem seus próprios desenhos, que são como uma marca passada de geração em geração. São, segundo dizem, tapetes que duram uma vida inteira e só devem ser limpos (a seco) uma ou duas vezes ao ano para não estragar as fibras! Os desenhos de motivos geométricos são incríveis e de uma imaginação sem fim! Os mesmos padrões são vistos também em cerâmicas, tatuagens e na arquitetura bérbere. Esses povos eram basicamente a 'ponte' que ligava mercadorias produzidas pelos ashantis, bantos e bambaras a outros povos subsaarianos e da região do Sahel (que fica abaixo do Saara e antes das florestas africanas). Assim eles garantiam a circulação de produtos entre o continente africano e o Oriente Médio, abastecendo também as cidades do litoral mediterrâneo e do Atlântico. 
O rico artesanato bérbere com seus desenhos típicos e cores autênticas, muitas vezes feitas com tinta natural (foto: naoelonge)

 Ruas estreitas e perfumadas, a arquitetura marroquina tem muita influência árabe (foto: Tereza Perez)


Não há quem não enlouqueça com tanta beleza e queira levar ao menos  um desses de recordação!!!


O grandioso Saara ensinou aos povos do deserto que não é apenas uma questão de sobrevivência, mas também de respeito à cultura e às condições climáticas rígidas que ali se encontram. 

Um povo que diz "Azul" como forma de cumprimento "Olá", que significa exatamente 'vem ao meu coração', já conquistou minha simpatia antecipada!


sexta-feira, 30 de março de 2018

Tudo 'do bem'


Sim, sejamos honestos, o mundo do 'politicamente correto' em tudo anda meio chato! Tirando a honestidade, o caráter e a bondade, por motivos óbvios, não há motivo para tanta censura nos mínimos detalhes em nossas vidas. Tudo natureba ao extremo, sem açúcar, sem conservantes, direto da hortinha da fazenda do interior pra sua mesa... Seria ótimo, se vivêssemos lá, no interior, nesse lugar idílico e perfeito, e não aqui nessa selva de pedra, que também tem seu lado bom! Eu, que sou filha legítima da natureza, dou aqui minha contribuição para as cidades de concreto, com muito verde, é claro! Poxa, viver já é tão infinitamente emocionante se soubermos aproveitá-la sem neuras! Deixo aqui um trecho do artigo de Tati Bernardi, que leu meus pensamentos, e também não aguenta mais tanta novidade 'do bem':

"Minha missão é enriquecer. Para tal, já percebi que não será exatamente trabalhando que conquistarei essa façanha. Também não será de forma grotescamente ilícita, pois tenho caráter. De modo que, esperta como sou, com a leitura sempre em dia e cursos de marketing no currículo, já saquei que a modinha dos produtos (alimentícios, de higiene, de vestimenta, de papelaria, farmacêuticos, veterinários, de luxo, de lixo) "do bem" não foi passageira. Ela segue como novidade neste 2018 e tem seu lugar até no coração de gente que consegue conversar uma ou outra coisa interessante. Ela dividiu o mundo entre pessoas boas e pessoas más e isso, meu amigo, foi a coisa mais esperta que já fizeram. Não é mais uma questão de 'quem é você na fila do pão' e sim 'qual a cor da sua aura comprando pão integral na fila que você está há 45 horas porque deixa todo mundo passar na sua frente"......"

E viva o suco de Pitaya com água de coco, com açúcar sim, por que eu gosto da vida doce!