Não é a toa que Ouro Preto ganhou o título de Patrimônio Histórico da Humanidade. A cidade é de uma beleza arquitetônica sem igual (o maior conjunto do barroco brasileiro)! O melhor programa para o lugar é andar, andar e andar.....É sério! Só assim é possível conhecer as belezas escondidas nas ruas de pedra estreitas e, absolutamente, inclinadas. Descobrir cantinhos escondidos e antiguidades raras. Por isso, um bom par de tênis velho é essencial. Ver igrejas ornamentadas de ouro é bem comum, mas nem pense em fotografar! Chafarizes estão por todo lado, além de museus históricos que contam a vida nos séculos XVII e XVIII, época da Inconfidência. As cafeterias ao longo da Rua Direita são uma tentação.....Biscoitos caseiros mineiros, bolos, chás diversos e café moído na hora, tudo quentinho e saindo fumaça! A noite os restaurantes oferecem música ao vivo e pratos típicos. Difícil é escolher um. A maioria deles não se vê da rua, pois foram feitos aproveitando os antigos calabouços da época dos escravos e ficam a alguns metros abaixo do nível das ruas. Uma boa ideia é pegar o trenzinho "Maria Fumaça" e ir até Mariana, a mais antiga das cidades históricas de Minas. São 15 km de um passeio tranquilo. Bucólica e cheia de história pra contar. Um pouco mais distante, a 65 km dali, fica Congonhas. Mais uma imperdível no Circuito da Estrada Real. Esta foi construída pelos escravos no século XVIII para facilitar o escoamento do ouro até a sede da Coroa, no Rio de Janeiro. Os áureos tempos ficaram para trás. Hoje é só sossego! A Basílica de Matozinhos, seu principal cartão postal, abriga os 12 profetas de Aleijadinho, todos esculpidos em pedra sabão. Agora, com o friozinho do inverno chegando, as cidades históricas são uma boa pedida para esquentar o corpo, já que não dispensam uma boa caminhada. Carro? Só na hora de ir embora. Bicicleta? Só para quem tem fôlego de empurrar na subida! E haja subida!!!
viagens ecológicas e culturais, opiniões e artigos sobre meio ambiente e a natureza humana, ideias e devaneios...
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
A história das cidades
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Que lindo...
A beleza do mangue só enobrece sua função de berçário de peixes e filtro natural. Historiadores e naturalistas, como Ausguste de Saint Hilaire, já registraram essas áreas em sua passagem pelo Brasil nos final de 1.700, como grandes bosques de exuberante riqueza natural (foto portalsaofrancisco).
O manguezal ainda resiste no meio do caminho, entre Caraíva e Corumbau. Espero que ainda esteja lá...Quando o mar quebra em ondas na praia é lindo.....e infelizmente, poluído também. Não é de hoje que os mares são maltratados e não têm o tratamento que merecem. A contaminação constante de poluentes ameaça os peixes e outras espécies marinhas, além da nossa própria. Isso sem falar das consequências do aquecimento global, que já vivenciamos, mesmo sem querer. O nível dos mares já está subindo, e a uma velocidade acima do que os cientistas previram. Um país como o Brasil, com 7.408 km de litoral e mais de 2000 praias, precisava ter mais cuidado com sua belíssima biodiversidade. Além de sustentar a vida em todo o planeta, os oceanos são importantes para nós, tanto biológica quanto economicamente, já que são áreas de grande produtividade. Sabendo que 60% de toda população mundial vive nas zonas costeiras..... Dá um friozinho na barriga só de imaginar aquele monte de lixo sendo jogado no mar todos os dias..... Todos falam da destruição das florestas no mundo todo, e não há a menor dúvida disso. Mas e os manguezais que ainda resistem às margens dos oceanos? Eles estão sendo destruídos quatro vezes mais que as florestas, causando alguns milhões de dólares de prejuízo em áreas de pescaria e proteção contra enchentes. Os mangues, além de funcionarem como berçários de peixes, armazenam carbono e servem de defesa contra grandes enchentes e ciclones. Mas parece que o ser humano só começa a se preocupar quando afeta o seu bolso. Então, já estamos atrazados, pois o mundo está gastando milhões em recuperação de suas áreas litorâneas destruídas pela "força" da natureza, contaminação das águas e peixes e contenção de enchentes. E aí, vamos sentar em nossas poltronas confortáveis e ficar assistindo à esta verdade incoveniente???
domingo, 15 de maio de 2011
O mundo tem sede!
São 6 milhões de litros de água por segundo que escorrem pelas cataratas do Iguaçu. E os índios Simas, da América do Norte, dizem que a Mãe Terra foi fecundada por uma única gota d'água!
Poço Azul, na fonte de Xkeken - México (foto de John Stanmeyer). Para os maias, esta fonte de águas puras na península de Yucatán, levava ao mundo dos mortos. Para eles, a água é a fonte e a origem, o reservatório de todas as possibilidades de existência.
Em alto mar, longe da aglomeração da população do litoral, a água limpa e rica em biodiversidade só permite a super população de aves e peixes!
Uma parte ainda pouco explorada do rio Araguaia, um dos mais caudalosos do país, divisa de Goiás com Mato Grosso. Aqui ainda se pode ver jacarés entrando e saindo da água, tuiuiús voando e botos mergulhando...Todos sabemos que o nosso planeta azul é cheio de água. Só que 97% dela é salgada, 2% está nas geleiras e só 1% é água doce! Então, como é possível hoje em dia desperdiçar tanta água? Ainda me espanta ver pessoas lavando calçadas de prédios ou casas com a mangueira jorrando água sem parar. Quantos litros se vão sem que sejam devidamente reutilizados? Acho que falta um pouco mais de consideração com a própria humanidade, que já vem sofrendo com a falta de água. Gente, o mundo tem sede! Como os próprios cientistas confirmam, não houve mudança no teor de umidade na Terra. A água que os dinossauros bebiam há milhões de anos é a mesma que hoje vem em forma de chuva. Já pensou? A água funciona como o sistema circulatório do mundo e nós surgimos desse caldo líquido há muito, muito tempo atrás. Ela determina o clima e, com isso, as mudanças climáticas. Por isso as alterações nos padrões das chuvas provocam inundações em umas áreas e secas em outras. Litorais densamente povoados, como o Rio de Janeiro, sofrem à medida que o ar superaquecido acima do oceano gera mais chuvas e inundações gigantescas. Geleiras como o Himalaia estão encolhendo, e é esta água que mantém vivas as populações de cinco países. São tantas catástrofes que nós já estamos perdendo a capacidade de ficar chocados! O Brasil ainda detém a maior quantidade de água doce do mundo, mas nem por isso devemos acreditar nesta generosidade infinita da Terra. É preciso conhecer melhor "nosso" lugar e preservar....para depois poder contemplar.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Montanhas de Buda
Tibet Railway, que vai de Golmud para Lhasa (foto de Qinghai-chinapage). Ah, como eu queria fazer esta viagem...!!!
O Tibet faz divisa ao norte com a China e Turquestão e a oeste com a Índia, onde mora atualmente o Dalai LamaGosto de saber sobre as histórias de outros povos, seu modo de viver, sua luta e bravura. Acabo de ler um livro fabuloso sobre o Tibet: "As Montanhas de Buda". Conta a história de duas monjas tibetanas que foram perseguidas e presas pelo governo chinês no final dos anos 80 porque ousaram gritar pelas ruas de Lhasa 'VIVA O TIBET LIVRE!' Triste e apaixonante ao mesmo tempo, a história mostra a saga deste povo pacífico, cuja única ambição é ser livre! A geografia do país é de uma beleza exuberante, cheia de pequenas estradas que sobem e descem as montanhas. Mas, devido a grande altitude, os vales íngremes e a terra congelada, o projeto de construção de uma imensa ferrovia não sai do papel há 30 anos. Por isso o Tibet também é conhecido como 'Teto do Mundo'. Quando a China resolveu invadir o pequeno país, florestas inteiras foram destruídas e paisagens depredadas para que as colônias chinesas pudessem tomar posse dos prédios maiores. Atualmente, o governo chinês afirma que o Tibet já fazia parte de seu território. Mas a história diz que os Lamas governaram o Tibet sem interferências chinesas até o início do século XX. Concordo quando o Dalai Lama, Nobel da Paz, diz: " Somos membros da família humana. Como todos partilhamos este pequeno planeta Terra, temos que aprender a viver em harmonia e paz uns com os outros e com a natureza. Isso não é um sonho, é uma necessidade. Talvez usemos roupas diferentes, a nossa pele tenha uma coloração diferente, ou falemos línguas diferentes. Isso é só na superfície. É isso que nos liga uns aos outros. É isso que torna possível para nós compreendermos e desenvolvermos amizade e intimidade. Dependemos uns dos outros de tal maneira que não mais conseguimos viver em comunidades isoladas e ignorar o que está acontecendo fora delas. Falo a vocês apenas como outro ser humano, um simples monge. Se acharem útil o que eu digo, então espero que tentem praticar. "
Realmente torço para que o povo tibetano encontre a felicidade em sua luta pela liberdade, pois a verdade e determinação deste povo são as únicas armas que eles possuem!
Realmente torço para que o povo tibetano encontre a felicidade em sua luta pela liberdade, pois a verdade e determinação deste povo são as únicas armas que eles possuem!
sábado, 30 de abril de 2011
Gênesis
E lá vou eu mais uma vez subindo num balão às sete da manhã, para aproveitar a direção do vento....Como a vida é bela lá de cima!
Fim do dia com o sol se despedindo no rio Araguaia, divisa entre Mato Grosso e Goiás. Todos os dias era um sol diferente do outro. Quantos sóis tem este lugar!!!
Tirei esta foto de manhã, em uma das várias praias do rio Araguaia, a quilômetros de distância de qualquer civilização. O tronco aí serviu de ninho para uma pequena gaivota, que voou quando eu cheguei perto...
A ossada de uma baleia foi montada nesta praia em Caravelas, Bahia, para lembrar dos tempos em que se matavam esses animais para conseguir óleo para as casas. Quando tirei esta foto, a maresia já tinha corroído grande parte do esqueleto... Sempre fui uma apaixonada por fotografia, embora nada saiba, estou ainda engatinhando numa eterna aprendizagem.... E como fã de imagens, adoro as fotos de Sebastião Salgado, nosso fotógrafo brasileiro reconhecido no mundo todo. Seu último trabalho "Gênesis" mostra sua saga durante 7 anos de expedições pelos lugares mais remotos do planeta: Península de Kamchatka (Rússia), Congo, montanhas Tepuis (Venezuela), Butão, Alasca, Madagascar, Galápagos e Papua Nova Guiné, entre tantos. As imagens fazem uma nova apresentação do planeta, principalmente para aqueles que são extremamente urbanos. Como o próprio fotógrafo diz, "a gente se afastou do planeta". E é exatamente esse desequilíbrio que causamos ao planeta que nos fez perder aquele instinto de proteção e previsão. Não conseguimos nem saber se vai acontecer alguma catástrofe! Aliás, penso que as populações das grandes cidades estão ficando cada vez mais egoístas. E, radicalmente falando, este individualismo acaba sendo uma fórmula para catástrofes. Queria ter essa dimensão de mundo do fotógrafo.....Quem tem a oportunidade de frequentar outros ambientes, outras espécies e paisagens colossais consegue enxergar a dimensão maravilhosa do mundo em que vivemos!!!
domingo, 24 de abril de 2011
Bem vindo a este planeta!
Foi a algum tempo atrás...mas um dia eu sonhei acordar com uma paisagem dessas na janela....Pois esta foi a imagem que eu vi durante alguns meses do meu quarto em uma ilha em alto mar. Não prometo que lá irei voltar, mas muitas outras paisagens já estou a imaginar!!!
Ficar no alto desta pedra, como fiquei várias vezes, pensando em tudo ou em nada, é muito bom....ainda mais quando você está a 36 milhas náuticas da costa brasileira!O mês já vai acabar e você não fez nada que planejou? Bem vinda a este planeta! Já aprendi que não adianta reclamar ou esperar (pelo quê?). Basta a gente fazer acontecer. Usar a inteligência para o bem e seguir com emoção. Fazer sempre coisas novas, realizar sonhos antigos, inventar novos, viver. Afinal, a emoção procura a inteligência para sonhar. Sem emoção ou paixão pelas coisas, a inteligência é só inteligência, e os sonhos se dissipam no ar. Se a vida não é lá aquela maravilha que você imaginou, não adianta fechar os olhos e esperar algo mágico acontecer. Penso que, quando as coisas estão ruins, o melhor é revirar tudo de pernas pro ar e ver o que de bom dá para tirar dali. Não dá? Nadinha? Então, meu caro, o melhor é reinventar! E olha que muitas vezes a gente atira para um lado e acaba acertando do outro. Pelo menos comigo já aconteceu algumas vezes... Gosto quando Rubem Alves diz: "Ostra feliz não faz pérola. A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: 'Preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas.' Pessoas felizes não sentem necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não, não é preciso que seja uma dor doída....Por vezes, a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade...."
E esta curiosidade faz mover montanhas....Poxa, e isso não é nada ruim!!!!
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