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domingo, 27 de julho de 2014

Caminhando...

Certas paisagens se mostram para mim como algo incrivelmente lindo e fora deste mundo! Às vezes são como quadros emoldurados, com pinceladas de verdes, azuis e uma variação de dourados e marrons. Quando ando por um lugar assim, costumo me perder em pensamentos. Afinal, 24 horas viram 48 fácil, fácil. Já fiz muito trekking por trilhas tortuosas, praias, estradas de terra e montanhas. Costumava ser mais destemida e precisava me esforçar muito para ter medo de alguma coisa! Hoje sou tecnicamente mais segura e essas caminhadas acontecem menos ainda. E elas realmente são uma injeção de energia para o corpo e a alma. Numa boa caminhada, a vida passa como um filme, repetidas vezes (e o bom é que dá para você pausar, voltar atrás ou adiantar horrores!). É como se você estivesse olhando de fora e ... eureka! Todas as soluções aparecem, assim do nada! Por isso sempre ando com um papel e caneta no bolso, assim consigo anotar esses insights na hora. Podem servir para alguma coisa depois, nunca se sabe... 

Deixo aqui imagens "emolduradas" de alguns parques americanos (que ainda não andei) para servir de estímulo aos caminhantes! Devo confessar que esses americanos sabem muito bem como cuidar de suas reservas ambientais. Neste ponto, sou obrigada a tirar o chapéu para eles!

 Bryce Canyon Park é um dos menores parques das Américas, mas nem por isso menos visitado. Fica em Utha e é famoso por suas formações geológicas chamadas "hoodoos". O que se vê hoje é o resultado do trabalho da erosão da água, gelo e outras intempéries sobre o que já foi um antigo lago.

Death Valley. O Vale da Morte é uma árida depressão ao norte do deserto de Mojave, no ponto mais baixo, seco e quente dos EUA. Seu verão chega fácil a 50ºC! Ali acontece um fenômeno peculiar: no leito seco do rio por vezes pedras de 300 kg movem-se alguns metros de noite, deixando trilhas na areia que provam isso. Ninguém nunca viu acontecer, e os cientistas se esforçam para descobrir.

Mount Rainier Park é visto a partir de Seatlle, principalmente seu monte vulcânico coberto de neve (neves eternas, segundo o povo das montanhas!). Esta incrível área é cheia de prados alpinos, florestas, riachos, cascatas e trilhas preservadas, que fazem conjunto com as inúmeras flores silvestres, deixando qualquer caminhante de  boca aberta!

Petrified Forest Park. Na região sul do parque há uma das maiores concentrações de madeira petrificada do mundo. Aqui, pedaços de jaspe e ágata misturam-se a outros pedaços menores que brilham ao sol, parecendo joias gigantes. A floresta petrificada é formada por grandes árvores mineralizadas que viveram há 220 milhões de anos!

Yellowstone nada mais é que o parque  nacional mais antigo do mundo! Simples assim. Uma das razões para criá-lo é que ali há grandes concentrações de gêiseres, com suas explosões de águas termais, além de seus lagos policromáticos (com cores vibrantes) resultado das bactérias que se multiplicam ao seu redor!

Theodore Roosevelt Park. Neste parque, que fica no norte de Dakota, as rochas mais se parecem bolas de canhão, formadas por milhões de anos de atividades vulcânicas. Quando Roosevelt pisou aqui pela primeira vez, ele tinha apenas 24 anos e só pensava em atirar num bisão. Conseguiu enfim. Mas, dizem, depois disso ele se apaixonou pelo lugar e passou a respeitá-lo e protegê-lo. Ufa!



 


terça-feira, 22 de julho de 2014

Os recifes caribenhos

Uau, Parece mesmo um paraíso para quem mergulha nas águas do Caribe! O que ninguém imagina é que há poucas décadas esses recifes de corais eram muito mais exuberantes e coloridos. Os corais estão morrendo aos poucos a cada ano. As causas são as mesmas de sempre: pesca irregular de todos os tipos de peixe (que mantinham as algas sob controle), excesso de população na zona costeira gerando poluição e introdução de novas doenças. É claro  que as mudanças climáticas também colaboram com isso, mas ultimamente esses outros fatores têm sido mais relevantes na destruição dos corais. 



O fato é que tudo que é em excesso não é bom, e também não adianta ficar só botando a culpa no aquecimento global para os danos nos mares! Acho que faltam decisões inteligentes das nações caribenhas para reverter essa destruição. Se nada for feito agora, em menos de 20 anos grande parte dos corais do Caribe podem simplesmente desaparecer. Então adeus turismo! É preciso controlar esse aumento explosivo do turismo na região para diminuir o estresse no ambiente. Tudo pode ser aproveitado, mas vamos com cautela! Outro coisa é que as algas crescem muito mais rápido que os corais, e além disso se tornam mais "férteis" com a poluição marinha. Uma saída seria repovoar os recifes com peixes comedores de algas (como o peixe papagaio) e ouriços, pois só eles conseguem mantê-las sob controle. No Caribe os únicos lugares onde ainda é possível ver corais saudáveis são aqueles com mais restrições efetivas, como as ilhas de Bermuda e Bonaire. A Jamaica está 'plantando' corais de crescimento rápido para repovoar áreas devastadas. É claro que opiniões descrentes sempre vão surgir, dizendo que só isso não vai adiantar nada e bla, bla, bla..... Mas, infelizmente, a situação é tão séria que cruzar os braços e não fazer nada certamente não é a melhor opção!

O peixe-papagaio come as algas e as cracas dos recifes e é fundamental para a sobrevivência dos corais no mar. Sua pesca é um crime! (foto: Jim Lyle)

Plantação de corais de crescimento rápido em águas caribenhas é uma "santa" ajuda para que esses seres marinhos não desapareçam da região (foto: ig.com)

                  




As esponjas reciclam os nutrientes do ambiente ao redor. Elas puxam  a água por meio de buracos em seus corpos e bombeiam o liquido nas células para extrair nutrientes. No dia seguinte elas apenas descartam as células mortas liberando material particulado "nutritivo" para pequenos animais que circulam pela área, como os crustáceos.                                                                       






Os corais vão enfraquecendo lentamente e tornando-se apenas esqueletos de carbonato de cálcio. Recifes de corais são como florestas submersas, só que não precisam ser derrubadas - como as florestas tropicais - para morrer. Imagine, mergulhar num lugar assim é como caminhar por um longo pasto, onde antes havia uma densa floresta Amazônica!

O Parque Nacional Marinho de Bonaire, ao sul do Caribe, é um dos lugares onde as rígidas restrições à pesca e medidas efetivas de proteção têm ajudado na recuperação dos lindos corais do Caribe! (foto: J.E.N.Veron)

sábado, 12 de julho de 2014

Santa Cruz de Cabrália e companhia

Não é a toa que a seleção da Alemanha escolheu o sul da Bahia para ficar durante a Copa do Mundo. A Costa do Descobrimento é tombada pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial. O trecho todo começa em Prado, mais ao sul e vai até Santa Cruz de Cabrália. Conheci melhor a região quando morei lá por 3 anos. Mas antes disso já tinha me apaixonado pela Costa do Descobrimento num trekking de uma semana, que já contei aqui uma vez. Havia tantos outros lugares interessantes para conhecer........mas o sul da Bahia se abriu dentro de mim como um rio. Aliás, foi ali no rio Cahy que chegaram as caravelas de Portugal no ano de 1500, e depois acabaram aportando mesmo em Porto Seguro, buscando um lugar mais protegido.




Por todo o caminho há praias tão deslumbrantes que dá vontade de parar e ficar por ali para o resto da vida. Mas numa caminhada o bom mesmo é não desistir, pois sempre haverá uma boa surpresa à frente. Uma coisa é certa, posso ser uma caminhante lenta, mas nunca caminho para trás. Era tudo desconhecido para mim na época, quando sentei naquele banco em Santa Cruz de Cabrália no último dia e todo o caminho percorrido passou em flashes na minha cabeça. Eu vi que naquele momento isso era TUDO. Era a minha vida, tão perto, tão presente, que decidi viver ali por um tempo. Eu era tão curiosa quanto incrédula, mas ainda não tinha o controle da minha vida. Mesmo assim resolvi ficar e experimentar. Acordar todo dia com aquele sol nascendo no mar, lambendo as areias douradas e descobrindo um mar de conchinhas perdidas, esperando pela próxima maré......Isso sim dá uma injeção de energia! Sei exatamente o que os jogadores alemães sentiram naquele lugar. Além da sensação de estar num paraíso tropical, o clima agradável, águas mornas, a simpatia do povo baiano e a cultura indígena à flor da pele. Tudo bem que na Bahia a vida passa mais devagar e você até esquece que o mundo corre lá fora a mil por hora! Mas não se deixe enganar por essa vida boa. Aproveitar essas maravilhas da natureza e depois seguir em frente é tudo de bom. Afinal, ainda tenho muito trabalho a ser feito e um mundo inteiro para descobrir.  E digo uma coisa, se a sua coragem negar-lhe isso, vá além de sua coragem (já dizia E. Dickinson)!
A praia do Espelho vira uma paisagem fantástica em noites de lua cheia! Dali é possível fazer passeios de barco a outras praias de igual beleza, como Caraíva e Corumbau e vários recifes de corais

O rio Cahy desagua no mar no mesmo lugar que desembarcaram as caravelas em 1500. Ali céu e mar sempre se encontram num azul infinito. Mas assistir a uma tempestade chegando em alto mar do alto das falésias é algo inesquecível!

Encontrar uma praia deserta assim no sul da Bahia não é nada difícil! É o lugar onde tem início a colonização portuguesa no Brasil e toda a nossa história (foto: Rosa de Luca)

O sol nascendo no sul da Bahia e deixando as areias douradas no mar em Prado é uma boa visão para quem acorda cedo e gosta de caminhar pela praia........Ah que saudade!

Em Santa Cruz de Cabrália o encontro com a tradição indígena e o artesanato local é certo. Nunca me esquecerei do contato com os índios Pataxó lá na aldeia "Barra Velha" e das histórias contadas pelo pajé da tribo!O time alemão também soube desfrutar dessa cultura incrível e ainda deixou para a comunidade baiana e os índios um legado de boa convivência e toda uma infraestrutura montada de presente para eles! Isso sim é educação.


sábado, 5 de julho de 2014

Os túneis de Gaza

Bom, pelo que sei, são vários os caminhos que levam à Terra Prometida, e em Gaza não é diferente. Os túneis de contrabando sob a Faixa de Gaza são imprevisíveis e, não raro, levam à morte. A histórica luta desse povo parece não ter fim, e a Primavera Árabe se encarregou de perpetuar essa situação. Sou tomada de tristeza quando vejo situações dramáticas. Não estou aqui para tomar partido algum, seja de religião ou de um lado qualquer, mesmo porque não pertenço a nenhum deles! Mas sei que Gaza é sinônimo de conflito, e é uma terra sofrida, assim como seu povo - mas até quando?



Os palestinos da Faixa de Gaza vivem uma realidade cruel e dependem de contrabandos para os mínimos itens de sobrevivência. Como não há livre comércio entre os países fronteiriços e o cerco imposto por Israel já dura anos, uma das saídas é importar essas mercadorias por túneis clandestinos cavados sob o solo gazano, e aí vão-se mais de 3 décadas! Esses túneis permitem que vivam acima do nível de subsistência, mas não evitam fins trágicos. Desde que Israel aumentou o bloqueio econômico, proibindo quase tudo, cada vez mais palestinos vão para as fronteiras a fim de construir mais túneis. Por eles passam desde material de construção, remédios, alimentos e roupas, até carros! Para muitos é torturante simplesmente esperar a guerra e a pobreza de braços cruzados. Os túneis, em sua maioria, são mal ventilados e vivem desabando. Muitos morrem nessa empreitada, mas nem assim desistem. Pois o mínimo de liberdade conquistada ali lhes dá a sensação de controle sobre sua terra, nem que seja sob ela! Pelo jeito Gaza continua sendo a pulsação resistente da Palestina. Mesmo que as condições de vida sejam difíceis, o povo gazano ainda mantém as esperanças de construir não apenas túneis, mas uma vida mais digna. Para que Gaza finalmente deixe de parecer aos olhos do mundo mais um "campo de concentração", será preciso preciso muito mais que acordos de paz. É preciso que o Oriente Médio volte a ser uma nação irmã!!!

Nos túneis de Gaza tudo é válido para garantir a sobrevivência


Crianças palestinas se escondem atrás da mãe

Igreja das Bem Aventuranças, na Palestina (foto: E. Ribeiro)

As crianças palestinas têm altos índices de estresse, desobediência, irritação e falta de confiança. Isso num contexto de décadas de guerra e descaso social. (foto: Assembleia Geral da ONU-2012)

Jericó, uma das mais antigas cidades do mundo, situada na Palestina às margens do rio Jordão. Sempre foi descrita como a cidade das palmeiras (foto: universal.org)


De certa forma, estamos tão longe geograficamente disso tudo ......... Mas quando vejo tanta matança, ódio e vingança de ambos os lados, chego a duvidar: será que um dia isso vai acabar?

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mar Morto pede socorro

É realmente impressionante, um lugar quase surreal, que ainda quero conhecer antes que acabe! 
O Mar Morto, que na verdade é um lago, fica na extremidade do deserto da Judeia, num dos pontos mais baixos da Terra (a 417 metros abaixo do nível do mar). Lá o seu corpo não seria capaz de afundar (mesmo que uma pessoa pese 100 kg), já que a água tem altos índices de cloreto de magnésio, sódio e cálcio. Tamanha quantidade de sal é incapaz de se dissolver na água, por isso não há organismo vivo que aguente, a não ser a bactéria "Haloarcula marismartui", a única sobrevivente até hoje! Daí o nome sui generis de mar morto, mortinho! É como uma grande piscina de salmoura que exala um cheiro forte de enxofre, misturado a outros minerais poderosos. 

 Apesar de ser a grande atração turística dessa região desértica, é difícil permanecer ali por muito tempo. Sua água é quente e grossa. Seu ar é seco e pesado. Raramente venta por lá. A lama que se encontra nas profundezas do Mar Morto é a mesma que foi utilizada pelos egípcios para embalsamar suas múmias, e hoje em dia faz a festa da indústria cosmética! O problema é que o Mar Morto está de fato morrendo. A exploração humana vem diminuindo o grande lago há séculos. Três países sedentos de água - Israel, Síria e Jordânia - bebem toda a água que deveria repor a evaporação natural. O rio Jordão é desviado em vários pontos para irrigação, não deixando suas águas chegarem no destino final. Recentemente o governo da Jordânia lançou um projeto que promete ligar o Mar Vermelho ao Mar Morto para abastecer Jordânia, Israel e Palestina. Só que estudiosos alertam que isso pode ter consequências terríveis, alterando toda a química local. Eles querem tirar parte da água do Mar Vermelho e dessalinizá-la. A água tratada irá para abastecimento e a água salgada será bombeada até o Mar Morto. O projeto prevê que a maior parte da água dessalinizada vá para a Jordânia, e a menor quantidade ficaria entre Israel e a Autoridade Palestina. A previsão até agora é que, se continuar assim, ele desapareça até o ano 2050. Na verdade, ele começou a encolher já na década de 60, quando Israel, Jordânia e Síria (sempre os mesmos) começaram a desviar as águas do Jordão. Desde então o nível do da água do Mar Morto tem diminuído cerca de um metro por ano! 
Discussões e interesses políticos a parte, é preciso tomar uma decisão sensata para o meio ambiente. Mas, desde que eu me entendo por gente é assim, quando há vários países envolvidos, essa questão torna-se ainda mais difícil. Especialmente se tal operação ocorre justamente no Oriente Médio! Haja coração!

 Dizem que o Mar Morto quase desapareceu cerca de 120 mil anos atrás, e isso está prestes a acontecer de novo!


Formações de sal vistas na superfície de suas águas, perto de Israel (foto g1.com)


Lugar surpreendente que concentra nada menos que 21 minerais, alguns com alto poder terapêutico (Cleópatra que o diga!)

Os "bolaines" são crateras (de até 20 metros) formadas às margens do Mar Morto devido ao seu esvaziamento ao longo de séculos!









O Mar Morto fica bem aqui, dê uma olhadinha no que está em volta. Região um tanto quanto complicada, diga-se de passagem...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O Haiti é aqui e agora

Certas coisas ainda me deixam perplexa, como a pouca ajuda ao Haiti nos dias de hoje. Ele não é apenas nosso vizinho nas Américas, mas faz parte do planeta onde vivemos! Países ricos preferem gastar milhões em conflitos no Afeganistão, Síria, Ucrânia, Iraque.... Se usassem todo esse dinheiro e um pouco de boa vontade para ajudar um país devastado, ficariam melhor perante o mundo. Só porque o Haiti é um país pobre, não tem petróleo ou qualquer outro tipo de riqueza??? Talvez isso explique tudo. Mas toda essa carga negativa não o empobrece, pois a beleza e a riqueza de seu povo e suas vastas montanhas continuam lá, só que ninguém vê! Em pouco menos de 300 anos o país foi explorado constantemente como colônia europeia, e além de ter sofrido nas mãos de ditadores sanguinários, também foi ocupado por tropas americanas e sofreu com grandes terremotos. Uau, vai uma reza brava aí?! Claro que a maior parte dos problemas sociais do Haiti vêm da destruição ambiental. O país mais pobre das Américas é também um dos que mais destruíram suas florestas. Não cabe a mim discutir aqui o papel de ditadores terríveis, como Papa Doc, que num "surto paranoico" mandou cortar todas as florestas de seu país, querendo impedir que os rebeldes da oposição se escondessem nas matas. Foi assim que ele conseguiu esgotar os solos, sufocar os rios e prejudicar a agricultura dos haitianos, deixando-os ainda mais pobres, sem água e sem comida.

Campo, montanha e mar do Haiti (foto: vivario)

Cá entre nós, ditaduras são sempre nefastas, horrorosas, e não deixam nenhum legado bom. Se não fosse a pouca ajuda humanitária de ONGs, instituições e a força da população em se reerguer do caos, talvez o país nem existisse mais! Não condeno quando haitianos em profusão fogem de seu país em busca de melhores condições de vida nos países vizinhos, como o Brasil. Muitos deles sentem saudades de casa e gostariam de permanecer em seu país se tivessem o mínimo de condições sanitárias, de saúde e de trabalho. 

 Criança haitiana (foto: iea)

Há alguns anos li um livro bem interessante - "Muito além das Montanhas", de Tracy Kidder - que fala sobre um médico americano (Paul Farmer) que dedicou sua vida a ajudar os haitianos que não tinham condições de ir até Porto Príncipe para cuidar da saúde. Ele então se mudou para as montanhas, onde construiu um hospital para atender o povo do Haiti de graça (e funciona até hoje). Conseguiu salvar a vida de muitas crianças, que morreriam à míngua se não fossem seus cuidados médicos. Tudo bem que isso é uma gota no oceano, mas já fez uma grande diferença para quem vive lá - e longe dos olhos do mundo!

 As montanhas devastadas do Haiti (foto: pixabay)


O Haiti era a mais próspera colônia francesa no Novo Mundo, com solo bastante fértil e com diversas colheitas. Mas o solo empobreceu, mantendo o açúcar como principal produto e algumas poucas plantações, como a de repolhos (foto).

A outra face do Haiti, na ilha de Labadee. A comunidade foi destruída há alguns anos e depois reconstruída para gerar empregos à população local. O país agora tenta se reerguer como destino turístico, com suas águas características da região caribenha (foto: panrotas)