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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A poeira do bem


Para que servem os satélites? Monitorar o espaço talvez... Também, mas é muito mais que isso. Por que uma instituição como a NASA gastaria milhões só para vigiar o espaço se a própria Terra é tão ou mais interessante? Os cientistas já sabiam que a areia do deserto Saara viajava pelo mundo há muito tempo. Mas o que eles não sabiam era a quantidade exata e qual a importância disso. Então, alguns satélites bem inteligentes descobriram. E assim os cientistas puderam calcular que, por ano, 182 milhões de toneladas de poeira são carregadas pelo vento e atravessam os 2,5 mil quilômetros que separam a África da América do Sul. Desse volume, 27,7 milhões de toneladas de poeira (cerca de 105 mil caminhões cheios) são despejadas na floresta Amazônica. Mas não pense que isso é algum tipo de poluição errante. Na verdade, as areias do Saara são essenciais para a manutenção da mata, pois elas são ricas em fósforo, um potente fertilizante, que é raro na Amazônia. Essa quantidade de fósforo abundante no Saara é devido a decomposição de peixes que habitaram aquela região há alguns milhões de anos. Já pensou?! Ou seja, é um processo natural de adubação. Agora a preocupação dos cientistas é que as mudanças climáticas alterem esse ciclo natural. Afinal, a poeira afeta o clima e, ao mesmo tempo, as mudanças do clima afetam a poeira. O que mais me impressiona é o caminho longo que essa poeira faz. Dos 182 milhões de toneladas que saem do Saara todo ano, uma parte cai nas águas enquanto atravessa o Atlântico. Quando chega na América do Sul, grande parte cai na bacia do rio Amazonas e as toneladas restantes seguem viagem para o mar do Caribe. Até a areia do Saara, do outro lado do oceano, ajuda na manutenção da floresta Amazônica. Isso serve de lição para que o homem não destrua tudo de bom  que a própria natureza faz ao longo dos anos, simplesmente sem pedir nada em troca - apenas respeito! 



                                             

sábado, 26 de agosto de 2017

Que venha logo a primavera!

Vou caminhando por aí, enquanto houver sol... Meus pés são meu veículo de todo dia. Por isso, quando não estou a carregar um monte de coisas, procuro deixar uma mão livre para registrar o que encontro pelo caminho, seja uma anotação interessante ou uma imagem que me encha os olhos. Tenho sorte, pois em meus caminhos (para a faculdade ou trabalho) há sempre novidades e coisas belas. As árvores, normalmente verdes e frondosas,  de repente receberam pinceladas cor de rosa, e como num passe de mágica deixaram os prédios mais felizes, colorindo tudo ao redor. Foram semanas rosadas com manhãs frias e céu azul. Até que um belo dia os ipês-rosa se despediram de uma só vez! Era agosto chegando, e eles não queriam nem conversa com o mês azarado. E do nada surgiu o amarelo radiante, forte como o sol e reluzente como ouro. Sim, o ipê amarelo floresce em agosto! Sinal de dias mais frescos e com ventos no fim da tarde.  E assim os dias vão e vêm, até que as últimas folhas e flores dos ipês se vão também com o vento e só retornam no próximo ano. E eu fico a esperar ansiosa pelo frescor da primavera, onde todas as outras cores que estavam hibernando acordam e vêm tomar o seu lugar ao sol. E esse vento a soprar que arrepia a alma? É a senha para entrar na cafeteria do museu em frente e me deliciar com um cappuccino quentinho e um bolo de chocolate coberto com ... chocolate, é claro. É só alegria!!!

 Parecem flocos de algodão-doce!

O ipê-rosa vai se despedindo

o amarelo impõe sua realeza e muda a paisagem

Como num dia de sol, o amarelo ouro brilha de longe!

Por aqui eu andei...


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Simples assim


Tudo que anda acontecendo no mundo hoje em dia me assusta. Me reluto em acreditar que isso é normal. E não é para se acostumar mesmo! Poluição desenfreada, radicais do ódio, destruição da natureza e tudo ao redor, governos petulantes, milhares de espécies sendo extintas, e políticos que deveriam ser extintos para sempre! Nessas horas me volto para o nosso planeta e concordo com o que pensa o físico Marcelo Gleiser. Afinal, a Terra é a nossa casa cósmica. Só que nas atribulações do dia a dia, poucos prestam atenção nisso. Pelo que sabemos até então, é o único planeta que reúne todas as condições necessárias para estarmos aqui (pelo menos num raio de centenas de anos luz!)

Segundo o físico brasileiro e professor da Dartmouth College, há uma série de razões para proteger a Terra. Nossa atmosfera rica em oxigênio permite que seres complexos, como nós, sobrevivam. Todo esse oxigênio veio das bactérias, únicos habitantes nesta "terrinha" por quase 3 bilhões de anos. Foi a partir dessas bactérias que surgiu a fotossíntese, que transformou toda a atmosfera terrestre. Portanto, temos que agradecer às cianobactérias pelo ar que respiramos...       
A água é outra preciosidade que temos
Não tem como saber ao certo de onde veio tanta água, embora já se saiba que parte dela veio de cometas que se chocaram com a Terra, ainda na sua infância. É bom saber que ainda neste século a água se tornará um fator importante de conflito global. Basta ver como ela está distribuída no  mundo de maneira tão desigual. O que o petróleo conseguiu fazer com a geopolítica no século passado até hoje, a água vai fazer nos séculos 21 e 22. E a lua, porque ela é essencial? A ciência explica que por ser maciça e única, ela é capaz de estabilizar o eixo de rotação da Terra, o que mantém sua inclinação equilibrada. Se não fosse a lua, esse eixo mudaria de ângulo aleatoriamente e o clima não poderia mais ficar estável. 

E isso é apenas uma pontinha do Iceberg para entender o quanto esta Terra é especial e precisa ser protegida, assim como os seres que vivem nela. Bem que eu tento, mas é difícil entender tanta destruição, violência e falta de amor espalhados por aí. Por trás disso tudo que acontece existe um planeta extremamente especial que, com sua estabilidade climática e orbital, permite que TODOS - de qualquer raça, cor, religião ou pensamento - consigam aqui viver. Afinal somos produto dele. E se as condições do planeta mudam, lá vamos nós para o espaço. Puff! Simples assim.