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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Ah, as pesquisas...



Você se sente assim: às vezes uma pessoa grande de coração idem, ou pequena de pensamentos tolos, gigante em certas situações, ou tão minúscula que ninguém te vê? Lidar com tanta elasticidade não é tarefa fácil! Um certo grau de malabarismo é a chave para ser feliz nesse mundo...

Faz algum tempo li sobre uma pesquisa de psicologia  (de vez em quando aparecem umas assim) que a grande maioria das pessoas só consegue ser feliz depois dos 35 anos. Por quê? Talvez porque muitos nesta idade já estejam com a vida "resolvida", tiveram alguns filhos, têm casa própria, um bom emprego, reconhecimento profissional, etc, etc. Bom, eu que já passei dos 40, não tive filhos porque não quis, não comprei nenhuma casa, não escrevi sequer um livro, nem tenho um emprego dos sonhos, snifff. Mas sempre fui uma pessoa feliz! Então isso quer dizer que sou "mal resolvida"? Se todos vivermos dentro das rígidas regras de obediência impostas pela sociedade, seremos milhares de pessoas no mundo presas a um projeto de vida 100%. Certamente de acordo com as expectativas, mas sem um mínimo de desejo transgressor em busca da real felicidade - ou algo parecido com ela. Sou a favor da "desobediência civil", mas menos radical que a de Henry Thoureau, por favor.  Um certo pintor, que costumava pintar como uma criança, já dizia: A liberdade é politicamente incorreta. Sábio Picasso!

Ser grande o suficiente e livre para sair por aí, mas sempre com os pés no chão!


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

É preciso coragem!

Os psicanalistas defendem, e eu concordo, que deveríamos nos preocupar mais em tornar interessante nossa vida de todo dia. O que isso implica? Aventurar-se, ter mais curiosidade, arriscar mais e lamentar menos. Ter coragem é fundamental nessa vida! Aqui apenas alguns exemplos, entre tantos, de mulheres que tiveram a coragem de ousar!

Jane Goodall - Antropóloga e primatóloga britânica. Aos 82 anos é uma respeitada cientista e defensora dos direitos dos animais. Sua trajetória para alcançar essa posição é tão improvável quanto inspiradora. Aconselhada pela mãe e "nunca desistir" de seus sonhos, Jane resolveu que iria morar com os animais na África aos 20 anos de idade! Seu trabalho de uma vida resultou em profundas observações sobre nossos parentes mais próximos. 

Aung San Suu Kyi - É considerada uma heroína da paz na Birmânia. Ela passou a maior parte dos últimos 20 anos encarcerada por sua resistência pacífica contra um regime político cruel e repressivo. Não pôde receber  pessoalmente o prêmio Nobel da Paz em 1991 porque estava presa! Seu pai sempre havia lutado pela independência da Birmânia. Ela ganhou as eleições em 1990, mas foi presa em seguida, impedida de assumir o governo de seu país. Em 2016, aos 71 anos e com a saúde frágil mas já em liberdade, ela foi empossada como ministra da Relações Exteriores do 1º governo eleito democraticamente em mais de 50 anos.




Wangari Maathai - Bióloga africana, nascida no Quênia, foi estudar nos Estados Unidos e na Alemanha e voltou ao Quênia depois de concluir o mestrado. Foi a primeira africana também a concluir um doutorado. Criou a Ong "Movimento Cinturão Verde" com a intenção de promover e proteger a biodiversidade africana. Assim ela conseguiu plantar mais de 40 milhões de árvores nativas na África, gerou empregos na área rural para a população carente e promoveu o papel da mulher na sociedade. Já foi presa diversas vezes por defender o meio ambiente, as mulheres e as crianças. Ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2004, e faleceu 7 anos depois, sendo até hoje exemplo para muitas mulheres africanas.





Malala Yousafzai - A pequena ativista paquistanesa foi a mais nova a ganhar um prêmio Nobel. Depois de levar um tiro no rosto porque queria frequentar a escola em seu país, até hoje luta pelo direito das mulheres à educação, principalmente nos países muçulmanos. Malala, que quase morreu, hoje vive em Londres, estuda e dá palestras no mundo todo.


Katherine Johnson - Uma matemática brilhante, que aos 18 anos já tinha concluído a faculdade. Começou a trabalhar na NASA nos anos 50, onde resolvia os cálculos matemáticos mais difíceis, que os computadores só conseguiriam resolver anos mais tarde. Ela foi responsável por calcular a trajetória da expedição de Alan Shepard em órbita e depois do lendário Apollo 11 no espaço. Por ser negra, mulher e cientista foi muito discriminada no início, mas sua inteligência e reputação venceram! Este ano um filme sobre ela  e suas conterrâneas da Nasa Dorothy Vaughan e Mary Jackson concorre ao Oscar - são histórias de vida realmente inspiradoras!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Viagem é uma viagem, e pronto!


Ah, como era boa a minha preguiça no fim da tarde ao chegar à praia do Peró, com suas águas de um azul hipnotizante...

Gente, viajar é tudo de bom! Não interessa muito o lugar e nem quanto tempo vai ficar - o que importa é sair! Não sei por que, mas isso sempre acontece quando eu acabo de chegar de uma viagem, já encarando a realidade novamente, mas também com a imaginação solta já pensando quando será a próxima. Não importa quanto tempo vai demorar. Uma coisa é certa: para sair do lugar, você tem que estar disposta a se desprender de tudo e aceitar as outras culturas como elas são. Tudo muito natural. 

Sempre desconfiei de quem diz que vai fazer uma viagem para "se encontrar", ou até um ano sabático, sabe-se lá. Poxa, tem alguém aí que ainda não cresceu? Viajar é muito legal, mas não tem a obrigação de mostrar o caminho das pedras para ninguém. É sim uma oportunidade e tanto de você ver o mundo sob uma outra perspectiva. Ninguém viaja como 'lobo mau' e volta como 'príncipe', ou viaja perdido na vida e volta cheio de ideias. Simplesmente a gente vai e volta, aproveita bastante, descansa, ou se cansa, sem graves sequelas. O que eu mais gosto em uma viagem (mesmo quando a grana está curta e só dá para ir na estrada da esquina), é conhecer lugares fascinantes e as pessoas que vivem lá, além da natureza diferente daquela do seu dia a dia. Há poucas coisas mais legais do que você acordar com um nascer do sol diferente, num lugar onde as pessoas são educadas por natureza, pisar descalça na grama, correr na praia ou subir numa montanha para ver os últimos raios do sol. É como ter asas, pisar num lugar talvez nunca antes pisado. Jogar uma pedra num lago azul e vê-la dar pulinhos até afundar. Encontrar uma linda cachoeira com água potável! Isso tem um nome bem legal: Liberdade, que combina com felicidade, que combina com viagem!

Mas é claro, tem gente que precisa dar a volta ao mundo dentro de si mesmo antes de fazer as malas e sair por aí. 

Olhar os rios que cortam a floresta amazônica lá de cima me fez sentir tão insignificante e ao mesmo tempo uma privilegiada

Não se assuste Peixe Frade! Eu só queria uma foto de recordação, e parece que você me ouviu quando chamei!