Cá estou na Penetrável Magic Square tirando uma casquinha! Hélio Oiticica, o carioca que criou os famosos parangolés, nunca teve sua obra tão valorizada como agora. É uma praça de paredes monocromáticas pensada pelo artista em 1978.
A Bola Branca - Olafur Eliasson. Lá dentro fecha-se a porta e você fica olhando para o centro, onde jorra água do chão com luz estroboscópica vinda do teto. Ah bom.....
Penetrável Magic Square, de Hélio Oiticica. "Não tenho lugar no mundo/ onde está o Brasil - que represento nele ou onde está a paixão pelo Rio", escreveu em um momento em que avaliava tanto sua desterritorialização como também seu desinteresse pelas exposições de arte.
O caleidoscópio fica no alto de uma das trilhas, lugar propício para focar qualquer imagem ao redor e vê-la em mil pedacinhos...
Tirei esta foto da imagem gerada dentro do caleidoscópio. Ao fundo dá pra ver uma parte da montanha em volta de Inhotim.
Dentro da galeria True Rouge, uma exposição interessante de 1997 (Tunga) feita com redes de madeira, vidro soprado, pérolas de vidro, tinta vermelha, esponjas do mar, bolas de sinuca, escova limpa garrafa, feltro, bolas de cristal.......Caraca, quanta coisa!!!!
No meio da caminhada me deparei com estas estatuetas de bronze, de Edgard de Souza, espalhadas pelo jardim. No mínimo inusitadas!!!
Galeria da Adriana Varejão. Como lá dentro é proibido fotografar....fiquei com o visual extremamente azul das piscinas laterais!!!
Arte de Jarbas Lopes. Aqui estão os fuscas mais alegres que já vi! Estão no mesmo pátio da parede em alto relevo, lado externo de uma das galerias. Aliás, uma das que eu achei mais interessante fora que dentro!
Gostei das mesas e das cadeiras super confortáveis ao lado da omeleteria! Para quem não tiver com uma fome de leão para encarar um almoço, depois de tanto caminhar, pode escolher um dos vários omeletes oferecidos ali. Não foi o meu caso!
Cubo de vidro onde você enxerga através e também toda a paisagem que está em volta, dependendo do ângulo que se olha. Bem interessante.
Parede em alto relevo imitando a rodoviária de Inhotim (Brumadinho). Parede externa de uma das galerias. Esta é uma obra de John Ahearn e Rigoberto Torres.
Escultura feita em gnaisse chinês (um tipo de granito que só existe na China). Fica bem no caminho do restaurante.
Uma das galerias tem uma exposição de tuk-tuks, a maioria de Bangcoc e Phuket, na Tailândia. As paredes são repletas de fotos das pessoas deste país utilizando esse meio de transporte para tudo, desde táxi até ambulância, propaganda ambulante e muito mais! Obra de Navin Rawanchaikull e Rirkrit Tiravanija.
O museu aberto de Inhotim é um misto de quietude e inquietação (se é que isso é possível!) Se não for fazer uma visita guiada (que acho meio chata), é melhor pegar um mapa do parque e escolher os pontos de visitação de maior interesse. Mesmo porque, não dá pra ver tudo correndo! A não ser, claro, que você chegue logo cedo e só vá embora na hora que o parque fechar, por volta das 5 horas da tarde. As exposições de arte, tanto nas galerias fechadas, quanto à céu aberto, mudam com o tempo. Sugiro então entrar no site http://www.inhotim.org.br/ pra ver o que está rolando na época que pretende ir. Como já disse no post anterior, as galerias de exposições têm entrada franca, mas todo o resto dentro do parque é cobrado (e caro!). Algumas exposições são bem legais, outras prefiro não comentar. Poxa, mas "arte" é assim, depende do gosto de cada um. No entanto, uma coisa não tem como negar: a explosão da natureza dá um show de beleza, absolutamente imperdível!!!
Muito verde e o azul do céu....tudo que meus olhos precisavam, um bom descanso da poluição e das agruras da cidade grande!
Mais um lago dos cisnes. Parece tão surreal quanto o cenário do balé de Tchaikovsky!
Todos os caminhos levam a Inhotim, um lugar que fica no imaginário de muita gente, que um dia acaba indo lá conhecer ao vivo e à cores!
Caminhando e seguindo sempre em frente, as palmeiras estão para todo lado. Bem ali perto tem um lugar maneiro para uma pausa. Sombra e água fresca, é tudo que eu quero!
Mais um lago contribuindo para aumentar um pouco mais a umidade nesta época tão seca! Ao fundo a galeria de arte True Rouge.
Para eles nem o sol forte é problema, basta dar um mergulho e pronto. Que vidão!!!
O vermelho das flores se destaca na parte de cima do lago. O céu estava magnificamente azul e o tempo estupendamente quente e seco. Ainda bem que eles disponibilizam guarda-sóis gigantes para quem quiser seguir na sombra!
Um Oásis plantado em meio ao cerrado, Inhotim ganhou vida e graça. Hoje é conhecido mundialmente e tem o maior acervo de palmeiras do mundo! Aí estão algumas delas emoldurando o lago.
O jardim suspenso de Burle Marx fica literalmente no teto do centro educativo de mesmo nome. Bolas prateadas, papiros e outras plantas aquáticas parecem brincar de paisagismo...
Incrustado bem no encontro do cerrado mineiro com a mata atlântica, o acervo botânico de Inhotim vem crescendo a cada ano.
Ali é o paraíso de cisnes, marrecos e outras aves aquáticas. Lago é o que não falta em Inhotim. Este aí é rodeado de jardins e flores lindas!
Árvore gigantesca em meio a bromélias, nolinas e todo tipo de palmeiras.
No meio do caminho, um banco de madeira para descansarEu estive aqui. Gosto de pisar bem firme para sentir os lugares por onde andei...
Sem dúvida, no quesito "Beleza Natural", Inhotim é nota 10! Com alguns pitacos do paisagista Burle Marx, o Instituto Inhotim já passou por várias modificações desde sua fundação em 2002. Localizado na área rural de Brumadinho, cidade a 50 km de Belo Horizonte, Inhotim se destina à conservação e exposição de espécies botânicas e arte contemporânea. Fomos agora no feriado de 7 de setembro, época bem seca na região e um calor de 36ºC! Muita água nessa hora, pois a última coisa que você quer é sair dali desidratada e de maca! Burle Marx, só pra variar, teve uma ideia fantástica quando projetou os primeiros jardins do lugar. A beleza brota em cada curva, lago, flores, jardins suspensos e aves exóticas. Mas você não verá nada disso se não tiver um bom par de pernas. Isso mesmo. E olha que já estou acostumada com trekkings e longas caminhadas. Foram 5 horas dentro de Inhotim, andando sem parar, descontando a hora do almoço no restaurante Cook e Arte (carésimo, por sinal!). Recomendo, mas com algumas ressalvas: 1- prepare o bolso, pois tudo lá dentro é bem caro. 2- leve água com você e compre mais quando acabar. Nem tente levar qualquer tipo de alimento, é proibido. E se não quiser passar fome, vai ter que gastar uma graninha nas guloseimas de lá. 3- Vá com roupa confortável, sandália de caminhada ou tênis. 4- Otimize seu tempo de acordo com o mapa de visitação ou não dará tempo de ver tudo. Farei outro post sobre obras de artistas expostas a céu aberto, em meio a natureza, que valem ser vistas. Agora, cá entre nós, algumas "obras de arte" das galerias podem passar direto. Priorize as belezas naturais, essas sim, FANTASTIC!!!
Viajar em pensamento pode ser tão gratificante quanto pegar uma estrada longa e sinuosa...Sempre gosto de falar que a calma vem de dentro, não importa onde esteja. Moro em uma cidade grande, com todas as perturbações que isto pode trazer. Já morei em uma cidadezinha pequenina no interior da Bahia e sei bem a diferença que faz. Posso estar no meio de um trânsito maluco, gente gritando, buzinas, atropelamento de um lado, ambulância pedindo passagem...uma loucura! O que eu faço? Ponho uma música e vou seguindo meu caminho. Meu lema? Me estressar, JAMAIS! E é por isso que eu coloquei aqui este vídeo das montanhas da China. Os orientais são a calma personificada! Porém, não os invejo, pois eles têm certos comportamentos com relação à humanidade que não me agradam. Enfim, uma ode à paz interior de cada um. Namastê!!!
Andando por aí....olha só o que eu encontrei. Até mesmo dentro de um shopping, quem diria (reduto do consumismo), encontramos algumas surpresas. Era um labirinto de livros (didáticos, romances, ficção, biografias, quadrinhos) que seriam depois doados às bibliotecas públicas mais necessitadas. É isso aí, cultura nunca é demais, e em alguns lugares é preciso incentivar para aprender a gostar!
É hora de um refresco. Nada melhor que subir, subir, subir e ver a cidade toda lá de cima. Que tal? Tirei esta foto lá do alto do Cristo Redentor, num dia ensolarado e LINDO! A lagoa, a cidade e o mar... É mesmo como se arrancassem meus pés do chão, uma paz impressionante!!!
Mas agora eu vou arriscar, as atrações do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) são das melhores coisas para se fazer. Curtas peças de teatro, filmes cult, exposições fantásticas, festival anima-mundi (foto) e tantos outros. Dependendo da época, sempre tem alguma programação legal, é só escolher!
É logo ali na Travessa do Ouvidor, palco de diversos eventos culturais, declamações de poemas e apresentações de músicos ocasionais. Também é onde fica a sede da Livraria da Travessa, que privilegia editoras independentes e os "forever sellers"(vendem ao longo prazo e aos poucos). Cliquei esta parede, que é a cara da boemia do Rio e fica bem em frente à estátua de Pixinguinha!
Que tal uma pausa para comer uns docinhos? O pecado mora exatamente aqui, na rua Gonçalves Dias, mais precisamente na Confeitaria Colombo. Hummmmmm.....O toucinho do céu é simplesmente divino! Mas como posso me esquecer daquele mil folhas de nozes? E o tartelette de brulê de frutas? E o.....?
A Academia Brasileira de Letras fica ao lado do prédio do MEC e só pode entrar pra conhecer com visita agendada. Afinal, quando os "imortais" estão ali reunidos, não podemos atrapalhar!
Para quem gosta de livros, este é o lugar ideal. O quê? É que não pude resistir e acabei tirando uma foto do teto do Real Gabinete Português de Leitura, no Largo de São Francisco. Todo em detalhes de dourado e azul. As prateleiras de livros são imensas e vão do chão ao teto, uma loucura! Vale à pena uma visita.
Nos azulejos, a obra de Portinari no prédio do Ministério da Educação, na rua da Imprensa. Tudo ali é uma obra de arte! O próprio edifício foi um projeto de Niemeyer e o terraço-jardim só podia mesmo ser de Burle Marx. Isso sem contar as exposições de quadros que têm ali constantemente. Quanta beleza num só lugar!
Andando pelas calçadas da cinelândia, impossível não reparar nos detalhes por onde pisa. São pedras portuguesas com certeza, formando inúmeros mosaicos no chão, nas paredes e onde mais tiver espaço. Um encanto!
Andar de bicicleta é tudo de bom! Com o mar do lado então...nem se fala. As bicicletas tentam copiar o modelo europeu, mas ainda sofrem com os furtos de vez em quando. Elas estão disponíveis em 19 estações na zona sul do Rio, mas a previsão é de expansão até o centro. Agora os locais estão equipados com câmeras de segurança, sistemas de alarme e travas nas bicicletas. Quem sabe assim muda essa cultura de "já que está aqui, vamos levar, né!" Quem for usar o serviço de forma mensal é preciso se cadastrar no site http://www.mobilicidade.com.br/
Andando pela cidade você percebe o quanto a vida é heterogênea e tem a exata noção do que é fazer parte deste mosaico cultural. Quem vive em uma cidade como o Rio tem mesmo vocação cosmopolita e, acima de tudo, pacífica. Sim! Afinal, a paz está no sangue e na alma das pessoas. Assim como dizia Gilberto Gil: A PAZ INVADIU O MEU CORAÇÃO...COMO SE O VENTO DE UM TUFÃO ARRANCASSE MEUS PÉS DO CHÃO, ONDE EU JÁ NÃO ME ENTERRO MAIS... Assim eu me sinto andando pelas ruas da cidade. Seja pelo centro ou perto do mar. É, porque tem coisas que você só percebe andando, até mesmo pela janela do ônibus. Tem gente que não quer saber de andar de metrô, nem de ônibus, só de carro. Gente, o transporte público funciona! Além disso é mais ecológico, sociável e saudável. Então, nada melhor que andar por aí e encher a alma de coisas boas! O simples fato de olhar para o chão já é bem inspirador. Alguns trechos do centro do Rio foram calçados com pedras portuguesas, formando mosaicos incríveis! E o que dizer do calçadão de Copacabana??? Ainda tem as ruelas estreitas do centro antigo e seus segredos históricos, o teto todo trabalhado do Real Gabinete de Leitura, os desenhos de Portinari nos azulejos do MEC....Impossível lembrar de tudo. Melhor ir curtir ao vivo e à cores! Au revoir.
Uma tartaruguinha nascendo em uma das praias do rio Araguaia. A importância de se preservar a tartaruga da Amazônia é imprescindível nessa região. Considerada uma das maiores tartarugas de água doce do mundo, hoje sua população já está recuperada.
Esta foto está bem ruim, pois tirei com filme comum e depois tive que digitalizar. Não chega nem perto da beleza natural do sol mergulhando nas águas! Mais um dia se foi no grandioso rio Araguaia.
Antiga placa para delimitar a área onde os pesquisadores ficavam, bem próximos à margem do rio Araguaia. A base do Ibama fica perto da ponta sul da ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo (com cerca de 20 mil quilômetros quadrados de extensão). Alerta constante para o lixo produzido por turistas 'nada conscientes' nos acampamentos.
O tamanduá bandeira é típico da região centro oeste e costuma nadar pelo rio para se refrescar de vez em quando. Nessas águas também vive o famoso boto cor-de-rosa, típico da região amazônica. Só consegui ver um de longe já mergulhando, infelizmente. Bom motivo para voltar lá mais uma vez, hein!? Foto do Ran/Ibama.
A foto acima foi cedida pelo Ran/Ibama e é de um jacaré açú, o grande jacaré negro da região amazônica. Há também o jacare caimã, uma espécie um pouco menor. Mas aventura mesmo é nadar no Araguaia no final do dia com um monte de luzinhas piscando na água. Ou seja, os pequenos jacarés caimãs resolvem se aventurar na água na mesma hora que você! É, meu caro, isso não tem como negociar. O jeito é ficar calma, de preferência bem perto da praia e sempre com uma visão de 360 graus!
Navegar pelo rio nas primeiras horas da manhã é um presente para poucos! O silêncio das águas, o sussurro da mata, os pássaros começando a cantar, e aquele sol gigante surgindo no horizonte...parecia que o mundo estava acordando naquele momento! Quantas vezes a nossa subida do rio era acompanhada por tucanos, gritos de araras e tuiuiús desengonçados tentando aterrizar na areia!
Hora da desova nas grandes praias do rio Araguaia. Depois de horas, as tartarugas conseguem tampar as covas cheias de ovos e voltar em direção ao rio. Urubus e outros pássaros são predadores naturais e ficam ali de vigília. A foto foi gentilmente cedida pelo Ran/Ibama.
Alguns ninhos de tartaruga devem ser protegidos e marcados para que os pesquisadores consigam contabilizar a quantidade e o sexo das tartarugas que nascem por ano.Esta foto foi tirada em uma das praias do rio próxima a cidade de Luis Alves, afastada da área dos acampamentos.
Esta é a hora da soltura dos filhotinhos de tartaruga da Amazônia, depois um tempo em quarentena para aguentarem a jornada de volta ao rio.Os índios da ilha do Bananal ajudam nessa tarefa. As estatísticas são as mesmas do Projeto Tamar (tartaruga marinha), a cada mil filhotes, um consegue chegar a idade adulta. É, a vida não é nada fácil para essa turma!
Lá ao longe, depois da grande faixa de areia, vê-se a mata de cerrado típica da região. Eu não vi, mas dizem que tem onça, jaguatirica, anta e outros 'bichinhos' que andam por ali, principalmente durante a noite. Ainda bem que nessa hora eu já estou dormindo! Estava em um barco quando tirei esta foto dos tuiuiús que tinham acabadao de pousar na praia do rio para se refrescar. O vôo é lindíssimo, mas o pouso.....um desastre!
O rio Araguaia divide os estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará. É um dos rios mais caudalosos do Brasil. É muito conhecido pelo turismo, principalmente de pesca. Mesmo nem tão perto assim de duas grandes cidades, como Brasília e Goiânia, é o local preferido dos turistas nos feriados prolongados e férias de julho. E pé na estrada galera!
Fui ao rio Araguaia várias vezes como voluntária do "Projeto Tartaruga da Amazônia". Explico: o rio Araguaia, que divide Goiás de Mato Grosso, está situado na chamada Amazônia Legal. O projeto foi criado no início da década de 80 , pois naquela época algumas espécies se encontravam quase ameaçadas de extinção. Em 2001 foram incluídos também outros répteis e os anfíbios (hoje todos os sapinhos e crocodilos estão protegidos, ainda bem!).
A maioria das cidades à margem do rio Araguaia, como Luis Alves, vive do turismo de pesca. São pescadores que vêm do país inteiro. Os pequenos hotéis ficam lotados. Mas tem também os acampamentos ao longo das praias do rio. É que na época de junho a setembro, período de seca na região centro oeste, o rio Araguaia baixa suas águas drasticamente, deixando enormes faixas de areia. Alguns acampamentos lembram pequenos condomínios, com toda a infraestrutura a poucos metros do rio.
Confesso que isso não é para mim. E a sujeira toda produzida ali vai parar aonde? Os turistas reclamam que os peixes estão diminuindo a cada ano. Como assim? Não são eles mesmos que vão cada vez mais equipados para pegar cada vez mais peixes? Ah, entendi...
Nos acampamentos fazíamos uma espécie de educação ambiental, conversando com os turistas sobre o rio e a importância de preservá-lo. É gratificante ver como algumas pessoas se sensibilizam com as belezas da natureza. Outras apenas fingem! As crianças então...se deixar, elas saem dali com a bandeira na mão em passeata!
Então, aqui vão algumas dicas para um "turista pescador amador": use anzóis sem farpas e, se possível, biodegradéveis. O tempo curto fora d'água é fundamental para a sobrevivência do peixe. Pesque e solte-o o mais rápido que puder. Evite brincar com o bichinho, pois isso causa stress e traumas irreversíveis. Tire sua foto bacana com o troféu do dia e solte o coitado na água! Eu pesquei sem querer uma arraia e fiquei desesperada sem saber como tirar o anzol. Minha sorte é que tinha o amigo índio Anguruté no barco que, tranquilamente, retirou e devolveu a pobre coitada ao rio. Ufa!
Bom, isso já faz algum tempo. Ainda bem que o rio Araguaia está agora em boas mãos e espero que se mantenha preservado por um bom tempo. Agora um aviso aos turistas navegantes: Não apressem o rio, ele corre sozinho. Com eram sábios os índios americanos...
O centro histórico do Rio vem passando por uma grande revitalização desde a década de 90. A memória de quem viveu esta época está viva nas antigas construções e obras de arte de artistas do Brasil colonial e imperial. Andando pelo centro do Rio, praticamente inabitado num domingo de manhã, é possível admirar a arquitetura única da cidade. E a cidade continua maravilhosa nos seus pequenos e grandes detalhes!
Porta do Real Gabinete Português de Leitura. Por volta de 1800 um grupo de emigrantes portugueses do Rio de Janeiro resolveu criar uma biblioteca para dar oportunidade de literaturas diversas aos portugueses na capital do império. Os fundadores se inspiraram nos ares franceses das "boutiques à lire". Transformado em biblioteca pública, qualquer um tem acesso aos livros, exceto os raríssimos que ficam em exposição. Fica na rua Luís de Camões, em frente ao Largo de São Francisco. O Largo em si está meio abandonado. Tomara que um dos "milhares" de projetos de revitalização que existem para aquela área se concretize um dia!
Aí está um retrato da colonização alemã no Brasil. Uma janela comum vista na cidade de Blumenau, em Santa Catarina.A cidade é mesmo uma pintura e parece que você está ali fazendo parte de um quadro que nunca se acaba...
Porta toda colorida de uma casinha típica de cidade histórica de Minas. A vida simples do povo do interior, o cheiro de bolo saindo pela janela, do pão de queijo, do café... Ai que delícia!
Uma das portas do Beco dos Barbeiros no Rio. O beco foi aberto em 1755 e era o local preferido de moradia dos barbeiros coloniais, que naquele tempo também exerciam as funções de dentistas e sangradouros. Imagina a coragem de ir ali para arrancar um dente ou coisa que o valha, em plena rua, com todo mundo passando e olhando...
A porta de uma das igrejas de Ouro Preto em Minas fica no alto da montanha. A cidade tem um monte delas no vale onde ficava a antiga Vila Rica. Lá se foram os áureos tempos da corrida do ouro!
Quem passa pela av. Rio Branco não faz a manor ideia de como este prédio é deslumbrante! Começando pela porta, toda entalhada em madeira maciça. Ali funcionou o primeiro Supremo Tribunal Federal do país. Tem várias salas de exposições, teatro, biblioteca, lojinha e uma cafeteria. Dizem que tem um cheese cake de amora que é um sonho!!!
Janela de vitral da catedral de Petrópolis. Estão guardados ali dentro os túmulos de alguns membros da família imperial do Brasil.
A entrada principal da basílica do Santuário de Matosinhos guarda resquícios do colonial e do barroco mineiro em Congonhas. Ali ficam expostas as obras de arte de Aleijadinho.
Na avenida Rio Branco, em frente ao Teatro Municipal fica o Museu Nacional de Belas Artes. Esta é uma das portas de grade toda trabalhada. O museu teve origem com as obras de artes trazidas de Portugal por D. João VI. Funciona de terça a sexta, das 10 às 18 horas.
Portal da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Difícil é parar em frente a igreja em pleno horário do "rush" e conseguir tirar uma foto sem que ninguém te atropele... Junto a Praça XV no centro do Rio, a fachada é única entre as igrejas coloniais da cidade por ser totalmente revestida de pedra. O detalhe do portal principal, trazido de Lisboa, mostra São Francisco, a Virgem e o menino.
Sempre que ando por aí, gosto de observar a arquitetura dos lugares. Lugares com um passado, com muitas histórias e aventuras pra contar. Me fascina saber que há muito, muito tempo atrás, ali travaram-se ideias revolucionárias, amores, trapaças, e criações artísticas típicas de uma época que já se foi. As portas e as janelas mostram um pouco de como flui a vida por ali. Muitas vezes mostram caminhos por onde passam ou passaram pessoas ilustres ou anônimas. Quem se importa? Estamos todos aqui de passagem. Passando pelos cantos de cidades históricas de Minas ou pelo Rio antigo, impossível é ficar imune à essas histórias que elas têm a nos contar. Tenho que concordar com Içami Tiba: A vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas. Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens. Voilà!!!